Agregador ponderado · modelo probabilístico · Eleição presidencial 2026

Placar 2026

Parte 2 de 3 · O que move a disputa. Cada seção abre com a conclusão e os números; a análise completa fica recolhida logo abaixo. Os resultados e a chance de vitória estão na página inicial; o método, as pesquisas e o código, em Bastidores técnicos.
Atualizado em
25 out 2026, 13h23
1º turno 04 out · 2º turno 25 out
Daniel Pessini Sobreira · modelo, dados e painel
2
O que move a disputa
Em 5 minutos, ou mais se abrir as análises completas: a evolução do placar e os fatores que podem decidir a eleição (aprovação, rejeição, indecisos, escândalos e adversários).
Análise · 2º turno

O que move o 2º turno: a expectativa de vitória, o comparecimento e o fim da 6x1

Em uma frase: desde os atos pró-Lula de 11 a 13/out, a margem agrupada das pesquisas foi de −4,2 para −2,0 ponto nos votos válidos, e os 7 institutos com onda antes e depois, mesmo método, registram juntos +2,9 ponto; não dá para separar o efeito da rua do fim da 6x1 e do desgaste natural de quem venceu o 1º turno, mas o canal pelo qual a rua pode decidir a eleição é o comparecimento, não a conversão.

Leitura de analista sobre os temas que passaram a definir a disputa depois de 4/out, em ordem de peso, com as notícias que os movem e o efeito medido nas pesquisas. "Peso" é um juízo apoiado nos números de cada cartão. Os temas do 1º turno estão guardados no fim desta seção.

1. A expectativa de vitória peso alto

É o tema que mais pesa, porque age sobre quem vai votar e sobre o eleitor sem lado. Na BTG/Nexus de 16 a 18/out, 54% acham que Flávio vence e 39% que Lula vence (eram 59% e 36% em 10–12/out); 13% dos próprios eleitores de Lula apostam em Flávio (eram 19%). Na PoderData, a expectativa de vitória de Lula subiu de 37% (5–7/out) para 42% (13–15/out), ficou em 41% em 16–18/out e voltou a 42% em 19–21/out; a de Flávio foi de 54% para 51%, 52% e 52%. A expectativa melhorou para Lula desde a primeira semana, mas parou de subir, e a distância ainda é de 10 a 15 pontos.

2. Terceira via e comparecimento peso alto

A conta do 2º turno está em 9,3 milhões de votos dos eliminados e 33,5 milhões de ausentes. Na PoderData de 16 a 18/out, Flávio fica com 56% dos eleitores de Cury (Lula, 31%), 36% dos de Renan (29%) e 46% dos de Caiado (19%); Lula lidera entre quem votou branco ou nulo (33% a 21%), mas entre quem não votou a vantagem passou para Flávio (41% a 31%; era 43% a 30% para Lula em 13–15/out). A BTG/Nexus da mesma data mede o contrário entre os ausentes (Lula 49%, Flávio 44%): são subamostras pequenas e o sinal é incerto. No modelo, que parte do voto contado por UF, o comparecimento ainda vale mais para Lula: no modelo, 2 pontos a menos de abstenção só no Nordeste levam a chance dele de 17% para 21%; 3 pontos a mais, para 11%.

3. Fim da escala 6x1 a medir

Aprovado no Senado por 75 a 1 em 14/out e promulgado em 16/out (Emenda 141). Lula fez dele bandeira desde o 1º turno; Flávio votou a favor depois de pressão e prometeu rever o tema se for eleito. O tema deixou de ser "a favor ou contra" e virou "quem garante". Na BTG/Nexus de 16 a 18/out, a primeira a perguntar depois da promulgação, 66% aprovam o fim da 6x1 e 26% desaprovam; entre os eleitores de Flávio no 2º turno, 41% aprovam e 49% desaprovam. Nas pesquisas com campo inteiro depois da promulgação, a margem não andou para Lula de forma consistente: na PoderData foi de empate para Flávio +3,2 nos válidos, na BTG/Nexus de Flávio +3,2 (10–12/out) para +0,6 e na Futura de Flávio +1,6 para +0,8. O tema é popular, mas ainda não se converteu em voto de forma visível.

4. A rua e a rede peso médio

A esquerda voltou às ruas em escala que não se via havia anos: Paulista em 11/out (≈ 261 mil pela área ocupada), Copacabana em 12/out, Esplanada em 13/out, mais de 70 cidades no primeiro dia e nova rodada em 16 e 17/out, com o mote "É hora da virada". Na rede, o canal "Exército do Lula" (3,3 milhões de seguidores) virou disputa no TSE. Flávio respondeu com motocarreatas e, em 18/out, com o "Bloco do 22" na Paulista, ao lado de Tarcísio e Ricardo Nunes: 71,9 mil pessoas no pico pela contagem da USP, mais de três vezes o que o PL esperava. A rua deixou de ser só da esquerda. O efeito nas pesquisas está medido abaixo.

5. Regras do jogo e instituições peso médio

Flávio passou a defender o fim da reeleição com mandatos mais longos, mudanças constitucionais para "redemocratizar" o país, reforma do Judiciário com impeachment de ministros do STF (Alexandre de Moraes à frente) e a suspensão da reforma tributária. Segundo a Folha, isso causou apreensão em setores moderados. Pesa sobretudo entre os que rejeitam os dois: na BTG/Nexus de 16 a 18/out, os "anti-Lula e anti-Bolsonaro" (7% da amostra) votam 48% em Lula e 36% em Flávio quando escolhem (eram 50% e 37%); entre os não polarizados, que são 21%, Flávio passou à frente (41% a 40%; era Lula 44% a 37%).

6. A máquina do governo peso médio

Lula usa o cargo: zerou tributos federais sobre combustíveis, lançou um pacote para microempreendedores e prometeu ônibus urbano de graça nos fins de semana no país inteiro (15/out). A aprovação não firmou: na PoderData, 46% aprovavam e 47% desaprovavam o trabalho de Lula em 13–15/out e, em 16–18/out, 44% e 50%, de volta ao nível de 10–12/out, e em 19–21/out, 46% e 49%; na BTG/Nexus de 16–18/out, 47% aprovam e 49% desaprovam; na Alfa de 15–19/out (presencial), 46% e 50%; na Quaest de 17–20/out, 46% e 47% (eram 45% e 48% em 10–13/out), com a rejeição a Lula caindo de 53% para 47%. Contra Lula, pesam a avaliação ainda negativa do governo e as alianças de Flávio com PP, Republicanos e Caiado.

Tracking: as notícias e as pesquisas desde o 1º turno

−10 −8 −6 −4 −2 0 +2 +4 4/10 6/10 8/10 10/10 12/10 14/10 16/10 18/10 20/10 22/10 24/10 atos pró-Lula 11–13/out TV 6x1 no Senado promulgação debate Band 7 pesquisas com campo encerrado nesse intervalo: margem agrupada −4,2 ± 1,6−4,2 5 pesquisas com campo encerrado nesse intervalo: margem agrupada −3,7 ± 1,9−3,7 45 pesquisas com campo encerrado nesse intervalo: margem agrupada −2,0 ± 0,6−2,0 PoderData, campo até 7/10: Lula 44,0 × Flávio 49,0 · margem válida −5,4 Datafolha, campo até 7/10: Lula 45,0 × Flávio 49,0 · margem válida −4,3 Vox Brasil, campo até 7/10: Lula 44,2 × Flávio 42,7 · margem válida +1,7 AtlasIntel, campo até 8/10: Lula 45,7 × Flávio 51,1 · margem válida −5,6 Ipespe, campo até 8/10: Lula 44,0 × Flávio 49,0 · margem válida −5,4 DataTrends, campo até 9/10: Lula 44,0 × Flávio 50,0 · margem válida −6,4 Futura, campo até 10/10: Lula 46,6 × Flávio 50,0 · margem válida −3,5 BTG/Nexus, campo até 12/10: Lula 45,0 × Flávio 48,0 · margem válida −3,2 PoderData, campo até 12/10: Lula 46,0 × Flávio 48,0 · margem válida −2,1 Gerp, campo até 12/10: Lula 44,0 × Flávio 53,0 · margem válida −9,3 Quaest, campo até 13/10: Lula 44,0 × Flávio 46,0 · margem válida −2,2 Palver, campo até 13/10: Lula 49,0 × Flávio 50,0 · margem válida −1,0 Datafolha, campo até 14/10: Lula 45,0 × Flávio 47,0 · margem válida −2,2 Indexa, campo até 14/10: Lula 42,0 × Flávio 44,0 · margem válida −2,3 Ipespe, campo até 15/10: Lula 46,0 × Flávio 48,0 · margem válida −2,1 Futura, campo até 15/10: Lula 47,5 × Flávio 49,0 · margem válida −1,6 PoderData, campo até 15/10: Lula 47,0 × Flávio 47,0 · margem válida 0,0 CNT/MDA, campo até 15/10: Lula 45,9 × Flávio 46,8 · margem válida −1,0 Gerp, campo até 16/10: Lula 45,0 × Flávio 50,0 · margem válida −5,3 Verita, campo até 16/10: Lula 47,7 × Flávio 49,7 · margem válida −2,1 Vox Brasil, campo até 17/10: Lula 46,4 × Flávio 44,6 · margem válida +2,0 Futura, campo até 17/10: Lula 47,5 × Flávio 48,3 · margem válida −0,8 DataTrends, campo até 17/10: Lula 46,0 × Flávio 49,0 · margem válida −3,2 BTG/Nexus, campo até 18/10: Lula 45,9 × Flávio 46,5 · margem válida −0,6 PoderData, campo até 18/10: Lula 46,0 × Flávio 49,0 · margem válida −3,2 AtlasIntel, campo até 18/10: Lula 47,6 × Flávio 49,8 · margem válida −2,3 Meio/Ideia, campo até 19/10: Lula 46,0 × Flávio 48,0 · margem válida −2,1 Verita, campo até 19/10: Lula 48,2 × Flávio 49,7 · margem válida −1,5 Gerp, campo até 19/10: Lula 45,0 × Flávio 50,0 · margem válida −5,3 Alfa Inteligencia, campo até 19/10: Lula 45,9 × Flávio 48,8 · margem válida −3,1 Real Time Big Data, campo até 19/10: Lula 45,0 × Flávio 48,0 · margem válida −3,2 Instituto Franca, campo até 20/10: Lula 39,6 × Flávio 41,0 · margem válida −1,6 Palver, campo até 20/10: Lula 48,0 × Flávio 50,0 · margem válida −2,0 Quaest, campo até 20/10: Lula 44,0 × Flávio 45,0 · margem válida −1,1 Futura, campo até 20/10: Lula 46,8 × Flávio 48,9 · margem válida −2,2 Gerp, campo até 21/10: Lula 45,0 × Flávio 50,0 · margem válida −5,3 PoderData, campo até 21/10: Lula 48,0 × Flávio 49,0 · margem válida −1,0 Indexa, campo até 21/10: Lula 44,1 × Flávio 45,2 · margem válida −1,2 DataTrends, campo até 21/10: Lula 46,0 × Flávio 50,0 · margem válida −4,2 Ipespe, campo até 22/10: Lula 47,0 × Flávio 48,0 · margem válida −1,1 Alfa Inteligencia, campo até 22/10: Lula 46,0 × Flávio 49,9 · margem válida −4,1 Verita, campo até 22/10: Lula 47,5 × Flávio 50,2 · margem válida −2,8 Vox Brasil, campo até 22/10: Lula 45,4 × Flávio 44,3 · margem válida +1,2 Datafolha, campo até 22/10: Lula 46,0 × Flávio 47,0 · margem válida −1,1 Real Time Big Data, campo até 22/10: Lula 45,0 × Flávio 49,0 · margem válida −4,3 Verita, campo até 23/10: Lula 46,5 × Flávio 49,4 · margem válida −3,1 Instituto Franca, campo até 23/10: Lula 43,1 × Flávio 45,6 · margem válida −2,8 CNT/MDA, campo até 23/10: Lula 45,0 × Flávio 46,3 · margem válida −1,4 AtlasIntel, campo até 23/10: Lula 48,4 × Flávio 49,9 · margem válida −1,5 Colectta, campo até 23/10: Lula 46,5 × Flávio 46,0 · margem válida +0,5 Gerp, campo até 24/10: Lula 46,0 × Flávio 49,0 · margem válida −3,2 Palver, campo até 24/10: Lula 49,0 × Flávio 50,0 · margem válida −1,0 Datafolha, campo até 24/10: Lula 47,0 × Flávio 48,0 · margem válida −1,1 Quaest, campo até 24/10: Lula 45,0 × Flávio 46,0 · margem válida −1,1 BTG/Nexus, campo até 24/10: Lula 46,0 × Flávio 47,0 · margem válida −1,1 PoderData, campo até 24/10: Lula 47,0 × Flávio 49,0 · margem válida −2,1 Futura, campo até 24/10: Lula 47,9 × Flávio 48,2 · margem válida −0,3 Lula − Flávio nos votos válidos (p.p.), por data de fim do campo

Cada ponto é uma pesquisa nacional feita depois de 4/out (57 até 24/10), na data em que o campo terminou; acima de zero, Lula à frente. As barras são a margem agrupada, sem correção de efeito de casa, das pesquisas encerradas antes, durante e depois da primeira onda de atos pró-Lula (11 a 13/out), com intervalo de 95%. A tendência ajustada do modelo está em "A corrida no tempo".

DataTemaO que aconteceuEfeito esperado
4/10ResultadoFlávio vence o 1º turno com 47,03% dos válidos contra 45,16% de Lula; 33,5 milhões de eleitores não votaram. fontetende a favorecer Flávio
6/10AliançasFlávio recebe o apoio de PP, Republicanos e Ronaldo Caiado; o PSD não se alinha a nenhum dos dois. fontetende a favorecer Flávio
7/10Campanha de LulaLula chama a própria campanha de "a mais desorganizada" desde 1989; aliados trocam acusações sobre a derrota no 1º turno. fontetende a favorecer Flávio
8/10Regras do jogoFlávio passa a defender o fim da reeleição com mandatos mais longos, mudanças constitucionais no sistema político e no Judiciário e a suspensão da reforma tributária. fontetende a favorecer Lula
9/10TVComeça o horário eleitoral gratuito do 2º turno. fonteneutro
10/10RuaFlávio faz motocarreata em São Gonçalo (RJ) e pede aos apoiadores que tragam quem não votou: "arruma mais um votinho". fontetende a favorecer Flávio
11/10RuaAto pró-Lula na Av. Paulista, com Lula, ocupa 7 quarteirões: cerca de 261 mil pessoas pela capacidade da área (Poder360); 1 milhão segundo a campanha. Houve atos em mais de 70 cidades. fontetende a favorecer Lula
11/10Justiça eleitoralO presidente do TSE, Nunes Marques, suspende o canal "Exército do Lula" (3,3 milhões de seguidores) a pedido de Flávio; o corregedor libera no mesmo dia; em 13/out, nova suspensão de 48 horas e registro do canal pela campanha. fonteneutro
12/10RuaAto pró-Lula em Copacabana (RJ), sem estimativa de público. fontetende a favorecer Lula
13/10RuaEstudantes vão à Esplanada dos Ministérios; a campanha anuncia atos em BH, Salvador, Belém, Fortaleza e Recife com o mote "É hora da virada" para reduzir a abstenção. fontetende a favorecer Lula
14/10TrabalhoSenado aprova o fim da escala 6x1 por 75 a 1, nos dois turnos. Flávio vota a favor, depois de pressão, e promete rever o tema se for eleito. fontetende a favorecer Lula
15/10Regras do jogoO impeachment de ministros do STF, a começar por Alexandre de Moraes, aparece como bandeira de Flávio, que falou em mudar a Constituição para "redemocratizar" o país. fontetende a favorecer Lula
15/10Entregas do governoLula promete ônibus urbano de graça nos fins de semana no país inteiro; o governo já havia zerado tributos federais sobre combustíveis e lançado um pacote para MEIs. fontetende a favorecer Lula
15/10RuaO PL pede a Av. Paulista para 18/out, com público estimado por ele em 20 mil, em resposta ao ato pró-Lula. fontetende a favorecer Flávio
15/10MercadosNo Polymarket, Lula volta a 25% de chance; estava perto de 10% na semana anterior. fontetende a favorecer Lula
16/10TrabalhoO Congresso promulga a Emenda Constitucional 141, que acaba com a escala 6x1; a jornada máxima cai de 44 para 42 horas em 60 dias. fontetende a favorecer Lula
16/10RuaNova rodada de atos pró-Lula em 12 estados na sexta e no sábado, além de Barcelona. fontetende a favorecer Lula
17/10EscândalosRoberta Luchsinger, investigada na Operação Sem Desconto (fraude no INSS) e amiga de Lulinha, diz à CNN ter presenciado encontros do filho do presidente com integrantes do governo; a defesa nega irregularidades. fontetende a favorecer Flávio
18/10RuaAto "Bloco do 22" de Flávio na Av. Paulista, com Tarcísio e Ricardo Nunes, reúne 71,9 mil pessoas no pico, segundo o Monitor do Debate Político da USP com Cebrap e More in Common (de 63,3 mil a 80,5 mil); o PL esperava 20 mil. fontetende a favorecer Flávio
18/10DebateBand faz o primeiro debate do 2º turno entre Lula e Flávio, com embates sobre INSS e Lulinha, Banco Master, pandemia (com mea-culpa de Flávio sobre a saúde) e privatização do SUS. fonteneutro
18/10Justiça eleitoralO ministro Marco Aurélio Bellizze (TSE) dá 24 horas para a Meta comprovar que trata as duas campanhas de forma isonômica, como decidido em 15/out, sob pena de multa diária maior. fonteneutro
19/10DebateAvaliação qualitativa da Quaest com 30 grupos de eleitores dá 82 pontos a Flávio e 79 a Lula pelo desempenho no debate da Band: vantagem "ligeiramente superior" do senador, sem medir voto. fontetende a favorecer Flávio
19/10Justiça eleitoralA campanha de Lula entra com nova ação no TSE acusando a Meta de "manipulação algorítmica" a favor de Flávio e pede a cassação da chapa do PL. fonteneutro
19/10Justiça eleitoralO corregedor-geral eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, proíbe Nikolas Ferreira e Pablo Marçal de republicar conteúdos já removidos; a lista inclui um trecho de post de Flávio sobre a fala de Lula sobre os garis, que o plenário do TSE havia considerado lícito em 15/out. fontetende a favorecer Flávio
20/10EscândalosLula pede ao TSE a quebra dos próprios sigilos bancário, fiscal e telefônico e dos de familiares, cobrindo 8 anos, e desafia Flávio a fazer o mesmo até 21/out; o relator é André Mendonça, e o PL chama o pedido de "isca". fontetende a favorecer Lula
20/10Justiça eleitoralO TSE faz reunião fechada com a Meta e os advogados das duas campanhas; a Meta diz tratar os candidatos "de forma igual" e informa ter tornado 720 publicações indisponíveis. fonteneutro
20/10Entregas do governoLula diz que enviará ao Congresso, em 21/out, a PEC da Tarifa Zero, com transporte público gratuito. fontetende a favorecer Lula
20/10MercadosNo Polymarket, Lula cai para 21,5% (13h de Brasília); eram 23,5% na noite de 19/out. Kalshi: Flávio 79% x Lula 22%. fontetende a favorecer Flávio
20/10EscândalosEm comício em Juazeiro (BA), Lula diz que Flávio "não vai ter coragem" de abrir os sigilos e que a "vida dele é podre"; aliados de Flávio dizem que ele não aceitará o desafio. fontetende a favorecer Lula
20/10Justiça eleitoralA campanha de Flávio pede ao TSE (AIJE) a cassação da chapa de Lula e Alckmin e a inelegibilidade de Lula e do ministro Sidônio Palmeira por disparos em massa de WhatsApp do GovBR sobre programas federais. fontetende a favorecer Flávio
20/10Justiça eleitoralO plenário do TSE referenda, por unanimidade, a liminar que mandou remover posts de Gleisi, Lindbergh, Boulos e outros que ligavam Flávio à Operação Unha e Carne, a milícias e à "rachadinha". fontetende a favorecer Flávio
20/10Regras do jogoO Itamaraty acusa Milei de "inaceitável tentativa de ingerência externa" depois que o presidente argentino chamou Lula de "ladrão" e insinuou fraude no 2º turno. fonteneutro
21/10MercadosNo Polymarket, Lula fica em 20,5% (7h20 de Brasília), depois de 19,5% de madrugada; eram 21,5% na tarde de 20/out. Kalshi: Flávio 82% x Lula 19%. fontetende a favorecer Flávio
21/10Campanha de LulaQuaest (17–20/out): a rejeição a Lula cai de 53% para 47% em uma semana e a de Flávio, de 54% para 52%; a aprovação do governo vai a 46% (desaprovação 47%). fontetende a favorecer Lula

"Efeito esperado" é a leitura do painel sobre a quem o fato tende a ajudar, não uma medida. A lista é atualizada a cada fato novo (noticias_2turno.csv).

As manifestações pró-Lula: o que mudou nas pesquisas e o que podem mudar no resultado

DataLadoOndePúblicoFonte
10/outpró-FlávioMotocarreata de Flávio em São Gonçalo (RJ)sem estimativaO Hoje
11/outpró-LulaAv. Paulista (SP), com Lula; atos em mais de 70 cidades no mesmo dia≈ 261 mil pela capacidade da área ocupada (7 quarteirões, 4 pessoas/m²); 1 milhão segundo a campanha; sem contagem oficialPoder360
12/outpró-LulaCopacabana (RJ)milhares, sem estimativa numéricaComprova
13/outpró-LulaEsplanada dos Ministérios (DF), movimento estudantilmilhares, sem estimativa numéricaVermelho
16–17/outpró-LulaNova rodada em 12 estados e em Barcelona; BH, Salvador, Belém, Fortaleza e Recife anunciados pela campanhaa confirmarLeia Sempre Brasil / CNN
18/outpró-FlávioAto "Bloco do 22" de Flávio na Av. Paulista, com Tarcísio e Ricardo Nunes71,9 mil no pico (63,3 mil a 80,5 mil), contagem por drone do Monitor do Debate Político (USP/Cebrap/More in Common); o PL esperava 20 mil. Não é comparável ao ato de 11/out, que não teve contagem por droneExame / USP

Antes, durante e depois dos atos

As 7 pesquisas com campo encerrado até 10/out tinham, agrupadas, margem de −4,2 ± 1,6 ponto nos válidos. As 5 encerradas entre 11 e 13/out, com parte do campo antes dos atos, −3,7 ± 1,9. As 45 encerradas depois, −2,0 ± 0,6 (−1,7 sem a Gerp, que mede sistematicamente mais Flávio). A aproximação de cerca de 2 pontos é maior que o erro amostral do agrupamento.

O mesmo instituto, antes e depois

A comparação mais limpa é a do instituto que repete o método. AtlasIntel −5,6 → −1,5; DataTrends −6,4 → −4,2; Datafolha −4,3 → −1,1; Futura −3,5 → −0,3; Ipespe −5,4 → −1,1; PoderData −5,4 → −2,1; Vox Brasil +1,7 → +1,2. Juntas, a mudança é de +2,9 ± 2,2 ponto de margem. Na PoderData, Lula foi de 44% para 47% e Flávio de 49% para 47% nos totais até 13–15/out, mas a rodada de 16–18/out voltou a 46% a 49% e a de 19–21/out ficou em 48% a 49%; na Datafolha, Flávio caiu de 49% para 47% e Lula ficou em 45% até 13–14/out, e em 20–22/out Lula subiu a 46% com Flávio em 47% (50% a 50% nos válidos). A Folha registrou que os atos "não se refletiram em intenção de voto" na Datafolha de 13 e 14/out: a mudança ali veio de Flávio perdendo, não de Lula ganhando.

Por que não dá para atribuir tudo à rua

Os atos coincidiram com a votação do fim da 6x1, o corte nos tributos dos combustíveis e a nova estratégia digital da campanha. Além disso, quem está atrás costuma se recuperar no 2º turno: em 2014 e 2018, a primeira e a última pesquisa de Datafolha e Ibope mostraram o segundo colocado ganhando 6 a 10 pontos de margem em duas semanas (em 2022, 2 pontos). O que os dados permitem dizer é que a recuperação de Lula começou no fim de semana dos atos e aparece nos dois institutos com série comparável. O que os atos mudaram de forma mais clara foi a expectativa: +5 pontos para Lula na PoderData até 13–15/out (+4 em 16–18/out, +5 em 19–21/out) e +3 na BTG/Nexus.

O efeito possível no resultado de 25/out

Ato de rua convence pouco; mobiliza quem já está do mesmo lado. Por isso o efeito sobre o resultado passa pelo comparecimento. No modelo, abstenção igual à de 2022 deixa Lula com 17% de chance; 2 pontos a menos de abstenção só no Nordeste, meta explícita dos atos nas capitais, levam a 21% (+0,4 ponto de margem). A chance de hoje, 18% no ensemble, já incorpora as pesquisas pós-atos. O sociólogo Alberto Carlos Almeida resume a condição para a rua virar votos: o movimento teria de crescer "de uma forma espontânea" (CNN, 13/out).

O que observar em 25/out
  • As rodadas de sábado (24/out): a Quaest de 17 a 20/out repetiu o padrão de Flávio perdendo sem Lula ganhar (45% × 44%, eram 46% × 44%), mas o Datafolha de 20 a 22/out já mostrou Lula subindo de 45% para 46% com Flávio parado em 47% (50% a 50% nos válidos; rejeição 46% a Flávio e 45% a Lula), e a Vox Brasil de 20 a 22/out deu Lula 45,4% × Flávio 44,3%, a única recente com Lula à frente. As rodadas de sexta não confirmaram a melhora: Real Time Big Data 45% × 49% (era 45% × 48%), Alfa 46% × 49,9% (era 45,9% × 48,8%) e Ipespe 47% × 48% (era 46% × 48%). Quaest, Datafolha, AtlasIntel e CNT/MDA saem no sábado: se repetirem Lula ganhando, e não só Flávio perdendo, a recuperação deixa de ser só desmobilização do adversário.
  • Expectativa de vitória: enquanto a maioria achar que Flávio vence, o eleitor sem lado tende a ir com ele. O cruzamento das duas curvas é o sinal mais forte de virada.
  • Debate da Globo, 23/out: o último encontro antes da votação. No da Band (18/out), a avaliação qualitativa da Quaest deu leve vantagem a Flávio (82 × 79). As primeiras pesquisas com campo nos dias seguintes não mostram efeito claro: Palver (18–20/out) Flávio 50% × Lula 48% (eram 50% × 49%), Quaest (17–20/out) 45% × 44%.
  • Comparecimento no Nordeste: é onde a rua vale voto. Sem queda da abstenção ali, o empate nas pesquisas tende a não se repetir na urna, porque o eleitor de Lula falta mais.
Temas do 1º turno (até 4/out): por que Flávio virou e o que as pesquisas erraram
Análise · 1º turno

Por que Flávio virou

Em uma frase: a virada teve duas etapas. Em setembro, a consolidação do voto antipetista levou Flávio de 35,7% para 43,0% dos válidos nas pesquisas; no dia da eleição, uma última milha de 4,1 pontos, que elas não captaram, o pôs na frente. Lula ficou onde as pesquisas o mediam: no teto.

Leitura de analista, em ordem de peso. "Peso" é um juízo sobre a contribuição de cada fator para o resultado, apoiado nos números indicados; os fatores 1 a 3 são estruturais e se reforçam, o 4 explica a surpresa, o 5 é contexto e o 6 foi testado e descartado.

1. Consolidação do voto antipetista peso alto

É o mecanismo da virada. A terceira via tinha 22,8% dos válidos nas pesquisas da primeira semana de setembro, 12,4% na última e 7,8% na urna. Entre a véspera e a urna, Flávio recebeu 4,2 dos 4,8 pontos que os demais perderam, uma taxa de conversão acima da 2ª opção declarada (na Quaest, 46% dos eleitores de Cury, 58% dos de Renan e 59% dos de Zema iam para Flávio; 4% a 25% para Lula). A campanha pediu voto útil abertamente desde 21/set, com foco no Sudeste. Zema terminou com 0,27%, Caiado com 2,18%.

2. O teto de Lula peso alto

É a condição necessária. Lula teve 45,16%, praticamente o que as pesquisas mediam (45,5), e nunca passou de 46% na média semanal desde agosto. O governo chegou à eleição com 34% de ótimo e bom (Datafolha, 22–23/set), exatamente no ponto de empate da série histórica de presidentes candidatos (33,7%), e com rejeição de 45% a 55%, igual à de Flávio. Com tetos parecidos, vence quem herda a terceira via, e a terceira via de 2026 era de oposição. Contra 2022, Lula perdeu 3,4 milhões de votos (57,26 → 53,88 mi) e o candidato da direita ganhou 5,0 milhões (51,07 → 56,10 mi).

3. Sudeste e Sul peso alto

É onde a eleição virou. Contra o 2º turno de 2022, a margem de Lula caiu 7,8 pontos no Sul, 6,4 no Centro-Oeste, 4,3 no Sudeste e 3,9 no Nordeste. O Nordeste ainda deu a Lula saldo de 11,1 milhões de votos, mas Sudeste, Sul e Centro-Oeste devolveram 12,9 milhões. Minas Gerais, que decidiu 2022 para Lula, deu vitória a Flávio. A direita chegou ao dia da votação com governadores fortes nos dois maiores colégios: Tarcísio de Freitas reeleito em São Paulo com 62,85% e Cleitinho eleito em Minas com 55,41%, ambos no 1º turno.

4. Erro de mensuração: por que pareceu uma virada peso médio

Parte da surpresa estava no instrumento, não no eleitorado. Os presenciais erraram a margem em +5,2; a Palver tinha Flávio com 47,5% na véspera, e a média das pesquisas, 42,8%. As estaduais superestimaram Lula em 7,3 pontos no Sul e 6,3 no Sudeste, onde o eleitor de Flávio é maioria. O padrão é compatível com não resposta diferencial: o eleitor de direita aceita menos a entrevista, e a ponderação por voto em 2022 não corrige isso. Para quem só lia as pesquisas de referência, Lula liderou até o fim; para quem descontava o erro histórico, o empate com vantagem de Flávio era o cenário central.

5. A reta final da campanha peso baixo

Os fatos da última semana reforçaram uma tendência que já existia, sem criar outra. O debate da Globo, previsto para 1º/out, foi cancelado depois da desistência de Flávio e da disputa judicial sobre o púlpito vazio: o candidato em ascensão evitou o único confronto direto que poderia interromper o movimento. Os dois lados enfrentaram notícias negativas na reta final (a viagem de Lulinha revelada pela PF em 29/set; o caso das emendas no Dark Horse e a suspensão do jingle "Foi o Flávio"), e as pesquisas de 27/set a 3/out continuaram andando para Flávio. Não há como isolar o efeito de cada fato com os dados disponíveis.

6. Abstenção peso descartado

A abstenção foi de 21,1%, contra 20,9% em 2022. Caiu no Nordeste (18,4%, ante 19,5%) e subiu no Sul, no Sudeste e no Centro-Oeste, uma geografia que favoreceu Lula. A correlação entre variação da abstenção e variação do voto por UF é −0,15. O cenário de comparecimento baixo discutido na véspera não aconteceu e não explica o resultado.

Síntese
  • Condição: um presidente com 34% de ótimo e bom e rejeição igual à do adversário não tem margem para crescer; Lula terminou o 1º turno com o que já tinha.
  • Mecanismo: a terceira via de 2026 era majoritariamente de oposição e se desfez a favor de Flávio, de forma gradual em setembro e acelerada na urna.
  • Onde: Sul, Centro-Oeste e Sudeste, com Minas Gerais virando, compensaram com folga o Nordeste, onde Lula também recuou.
  • Por que surpreendeu: as pesquisas de referência erraram de novo no mesmo sentido (+4,7 na âncora), e o erro ficou concentrado no nível de Flávio.

O que isso significa para o 2º turno

A conta de partida

Os demais candidatos somaram 7,8% dos válidos. Para chegar a 50% só com eles, sem mudança de comparecimento, Lula precisaria de 62% desses votos; Flávio, de 38%. A 2ª opção declarada antes do 1º turno (Quaest, set) dava a Lula cerca de um quarto; as pesquisas feitas depois do 1º turno mostram mais: a PoderData (10–12/out) dá a Lula 43% dos que escolhem um dos dois, e o Datafolha (6–7/out) 32% contra 46% de Flávio para o conjunto, 41% dos decididos. Somando o resultado oficial e essa transferência, o 2º turno começa em −2,7 para Lula (Flávio à frente).

O que pode mudar essa conta

O voto útil já levou para Flávio, no 1º turno, o eleitor mais antipetista da terceira via; os 7,8% que resistiram a ele tendem a transferir menos para Flávio do que a matriz declarada supõe. O caminho de Lula passa por esse resíduo, por eleitores que não votaram no 1º turno (33,5 milhões) e pelo Sudeste, onde cada 3 pontos de margem valem cerca de 1,2 no nacional. Em 2014 e 2018, o candidato da esquerda ganhou de 6 a 10 pontos nas pesquisas ao longo do 2º turno.

Na rodada de hoje, o modelo dá a Lula 17% de chance no 2º turno; o mercado de apostas (Polymarket, 25/out, 8h), 20%. O número já combina o voto contado com 57 pesquisas feitas depois de 4/out.

Pesquisas × urnas

As pesquisas acertaram Lula e erraram Flávio em 4,2 pontos: quem errou, quanto e onde

Em uma frase: as pesquisas mediram bem Lula e mal todo o resto: na última semana Lula saiu com erro médio de −0,6 ponto, Flávio com −4,2 e os demais candidatos com +4,8; o eleitor que as pesquisas ainda punham na terceira via votou em Flávio.

Comparação da última pesquisa de cada instituto com campo a partir de 27/set (14 institutos) com o resultado oficial. Erro = margem Lula − Flávio da pesquisa, em votos válidos, menos a margem apurada (−1,87). Positivo significa que a pesquisa superestimou Lula. ★ = institutos da âncora do modelo (histórico presidencial verificado).
Erro médio na margem
+3,5
erro absoluto médio 4,0 · 11 de 14 institutos superestimaram Lula
Âncora × demais
+4,7 × +2,8
os institutos de referência (PoderData, Datafolha, Quaest, AtlasIntel, CNT/MDA) erraram mais que os outros
Pior método
presencial +5,2
telefônico +3,7 · online +1,4: o padrão-ouro tradicional errou mais
Manada?
não
dispersão entre institutos 3,2 contra 1,9 esperada pelo acaso: as pesquisas discordavam mais do que o tamanho da amostra explica, não menos
Ler a análise completa≈ 7 min de leitura

A campanha nas pesquisas e o salto final

Como ler. Linhas: média semanal das pesquisas publicadas, em votos válidos, sem nenhuma correção (pontos claros: cada pesquisa). Losangos: o resultado das urnas em 4/out. Passe o mouse para ver os valores.
0% 10% 20% 30% 40% 50% ago set out urna · 4/out Lula · semana até 02/08: 44,1% dos válidos (média de 1 pesquisa) Lula · semana até 09/08: 45,8% dos válidos (média de 6 pesquisas) Lula · semana até 16/08: 44,5% dos válidos (média de 4 pesquisas) Lula · semana até 23/08: 43,8% dos válidos (média de 4 pesquisas) Lula · semana até 30/08: 41,9% dos válidos (média de 5 pesquisas) Lula · semana até 06/09: 41,5% dos válidos (média de 7 pesquisas) Lula · semana até 13/09: 42,3% dos válidos (média de 12 pesquisas) Lula · semana até 20/09: 42,5% dos válidos (média de 11 pesquisas) Lula · semana até 27/09: 44,1% dos válidos (média de 10 pesquisas) Lula · semana até 04/10: 44,7% dos válidos (média de 15 pesquisas) Lula na urna: 45,16% dos válidos Flávio · semana até 02/08: 39,8% dos válidos (média de 1 pesquisa) Flávio · semana até 09/08: 37,5% dos válidos (média de 6 pesquisas) Flávio · semana até 16/08: 39,4% dos válidos (média de 4 pesquisas) Flávio · semana até 23/08: 39,5% dos válidos (média de 4 pesquisas) Flávio · semana até 30/08: 37,8% dos válidos (média de 5 pesquisas) Flávio · semana até 06/09: 35,7% dos válidos (média de 7 pesquisas) Flávio · semana até 13/09: 38,3% dos válidos (média de 12 pesquisas) Flávio · semana até 20/09: 41,0% dos válidos (média de 11 pesquisas) Flávio · semana até 27/09: 41,1% dos válidos (média de 10 pesquisas) Flávio · semana até 04/10: 43,0% dos válidos (média de 15 pesquisas) Flávio na urna: 47,03% dos válidos Demais candidatos · semana até 02/08: 16,1% dos válidos (média de 1 pesquisa) Demais candidatos · semana até 09/08: 16,7% dos válidos (média de 6 pesquisas) Demais candidatos · semana até 16/08: 16,0% dos válidos (média de 4 pesquisas) Demais candidatos · semana até 23/08: 16,7% dos válidos (média de 4 pesquisas) Demais candidatos · semana até 30/08: 20,3% dos válidos (média de 5 pesquisas) Demais candidatos · semana até 06/09: 22,8% dos válidos (média de 7 pesquisas) Demais candidatos · semana até 13/09: 19,4% dos válidos (média de 12 pesquisas) Demais candidatos · semana até 20/09: 16,6% dos válidos (média de 11 pesquisas) Demais candidatos · semana até 27/09: 14,8% dos válidos (média de 10 pesquisas) Demais candidatos · semana até 04/10: 12,4% dos válidos (média de 15 pesquisas) Demais candidatos na urna: 7,81% dos válidos Flávio 47,0 Lula 45,2 Demais candidatos 7,8

Setembro: a virada que as pesquisas viram

Na semana até 06/09, Flávio tinha 35,7% dos válidos, Lula 41,5% e os demais 22,8% (Pablo Marçal ainda estava nas listas até o indeferimento de 11/set). Na última semana, Flávio estava em 43,0%, Lula em 44,7% e os demais em 12,4%. A margem média caiu de +5,8 para +1,7: as pesquisas registraram 7,2 pontos de crescimento de Flávio, quase todos vindos da terceira via.

4 de outubro: a última milha que elas não viram

Entre a última semana de pesquisas e a urna, Flávio ganhou mais 4,1 pontos e os demais candidatos perderam 4,6; Lula ficou +0,5. Com dados agregados não dá para separar voto útil de última hora de eleitor de Flávio que não aparecia nas pesquisas (escondido entre indecisos, terceira via ou não respondentes). As duas explicações produzem o mesmo retrato, e as duas apontam para Flávio.

Instituto por instituto

Como ler. Ponto cheio: margem publicada (nos válidos). Círculo vazado: a mesma pesquisa depois da correção de efeito de casa que o modelo aplicava. Linha escura contínua: a urna; tracejada: a mediana do modelo; pontilhada: a média bruta das pesquisas. Quanto mais perto da linha contínua, melhor. Em 11 dos 14 institutos, a correção de casa afastou a pesquisa do resultado: ela puxava todos para perto da âncora, e a âncora estava deslocada para Lula.
−8 −6 −4 −2 0 +2 +4 +6 +8 +10 urna −1,9 média bruta +2,7 Palveronline · 03/10 Palver depois da correção de casa do modelo (+4,4): +0,3; erro +2,2 Palver (online, campo até 03/10, n=5.000): Lula 43,4 × Flávio 47,5 nos válidos, margem −4,0; erro −2,2 −2,2 Futuratelefônico · 29/09 Futura depois da correção de casa do modelo (+2,4): −0,5; erro +1,3 Futura (telefônico, campo até 29/09, n=2.000): Lula 41,3 × Flávio 44,2 nos válidos, margem −2,9; erro −1,1 −1,1 Gerptelefônico · 28/09 Gerp depois da correção de casa do modelo (+5,2): +3,0; erro +4,9 Gerp (telefônico, campo até 28/09, n=2.400): Lula 42,1 × Flávio 44,2 nos válidos, margem −2,1; erro −0,2 −0,2 Vox Brasilnão informado · 01/10 Vox Brasil depois da correção de casa do modelo (+1,8): +0,9; erro +2,8 Vox Brasil (não informado, campo até 01/10, n=2.100): Lula 45,0 × Flávio 45,9 nos válidos, margem −0,9; erro +1,0 +1,0 Meio/Ideiatelefônico · 28/09 Meio/Ideia depois da correção de casa do modelo (+1,5): +2,5; erro +4,4 Meio/Ideia (telefônico, campo até 28/09, n=2.000): Lula 40,1 × Flávio 39,1 nos válidos, margem +1,0; erro +2,9 +2,9 PoderData ★telefônico · 02/10 PoderData depois da correção de casa do modelo (+2,4): +3,4; erro +5,3 PoderData (telefônico, campo até 02/10, n=4.000): Lula 44,7 × Flávio 43,6 nos válidos, margem +1,1; erro +2,9 +2,9 Datafolha ★presencial · 03/10 Datafolha depois da correção de casa do modelo (+0,5): +2,7; erro +4,5 Datafolha (presencial, campo até 03/10, n=4.006): Lula 45,7 × Flávio 43,5 nos válidos, margem +2,2; erro +4,0 +4,0 DataTrendstelefônico · 30/09 DataTrends depois da correção de casa do modelo (+0,6): +2,8; erro +4,7 DataTrends (telefônico, campo até 30/09, n=2.000): Lula 45,1 × Flávio 42,9 nos válidos, margem +2,2; erro +4,1 +4,1 Quaest ★presencial · 03/10 Quaest depois da correção de casa do modelo (−0,9): +1,4; erro +3,3 Quaest (presencial, campo até 03/10, n=3.702): Lula 46,0 × Flávio 43,7 nos válidos, margem +2,3; erro +4,2 +4,2 AtlasIntel ★online · 28/09 AtlasIntel depois da correção de casa do modelo (+0,3): +3,4; erro +5,3 AtlasIntel (online, campo até 28/09, n=5.005): Lula 46,3 × Flávio 43,1 nos válidos, margem +3,2; erro +5,0 +5,0 Real Time Big Datatelefônico · 30/09 Real Time Big Data depois da correção de casa do modelo (−0,3): +4,0; erro +5,9 Real Time Big Data (telefônico, campo até 30/09, n=2.000): Lula 45,7 × Flávio 41,5 nos válidos, margem +4,3; erro +6,1 +6,1 BTG/Nexustelefônico · 27/09 BTG/Nexus depois da correção de casa do modelo (+1,2): +6,4; erro +8,3 BTG/Nexus (telefônico, campo até 27/09, n=2.000): Lula 44,2 × Flávio 38,9 nos válidos, margem +5,3; erro +7,1 +7,1 CNT/MDA ★presencial · 02/10 CNT/MDA depois da correção de casa do modelo (−1,9): +3,8; erro +5,6 CNT/MDA (presencial, campo até 02/10, n=2.007): Lula 47,8 × Flávio 42,2 nos válidos, margem +5,7; erro +7,5 +7,5 Indexatelefônico · 29/09 Indexa depois da correção de casa do modelo (0,0): +5,9; erro +7,8 Indexa (telefônico, campo até 29/09, n=2.000): Lula 45,9 × Flávio 40,0 nos válidos, margem +5,9; erro +7,7 +7,7 erro
Tabela: erro de cada instituto (última onda com campo a partir de 27/set)
InstitutoMétodoCampo aténVálidos L × FErro na margemErro LulaErro FlávioErro demaisCorreção do modeloErro após correção
Palveronline03/105.00043,4 × 47,5−2,2−1,7+0,4+1,3+4,4+2,2
Futuratelefônico29/092.00041,3 × 44,2−1,1−3,9−2,8+6,7+2,4+1,3
Gerptelefônico28/092.40042,1 × 44,2−0,2−3,1−2,8+5,9+5,2+4,9
Vox Brasilnão informado01/102.10045,0 × 45,9+1,0−0,2−1,1+1,3+1,8+2,8
Meio/Ideiatelefônico28/092.00040,1 × 39,1+2,9−5,1−8,0+13,0+1,5+4,4
PoderData ★telefônico02/104.00044,7 × 43,6+2,9−0,5−3,4+3,9+2,4+5,3
Datafolha ★presencial03/104.00645,7 × 43,5+4,0+0,5−3,5+3,1+0,5+4,5
DataTrendstelefônico30/092.00045,1 × 42,9+4,1−0,1−4,2+4,3+0,6+4,7
Quaest ★presencial03/103.70246,0 × 43,7+4,2+0,8−3,3+2,5−0,9+3,3
AtlasIntel ★online28/095.00546,3 × 43,1+5,0+1,1−3,9+2,8+0,3+5,3
Real Time Big Datatelefônico30/092.00045,7 × 41,5+6,1+0,6−5,5+5,0−0,3+5,9
BTG/Nexustelefônico27/092.00044,2 × 38,9+7,1−1,0−8,1+9,0+1,2+8,3
CNT/MDA ★presencial02/102.00747,8 × 42,2+7,5+2,7−4,9+2,2−1,9+5,6
Indexatelefônico29/092.00045,9 × 40,0+7,7+0,7−7,0+6,30,0+7,8
MétodoInstitutosErro médio na margemErro absolutoErro LulaErro FlávioErro demais
não informado1+1,01,0−0,2−1,1+1,3
online2+1,43,6−0,3−1,7+2,0
telefônico8+3,74,0−1,5−5,2+6,8
presencial3+5,25,2+1,3−3,9+2,6

Leitura crítica: o problema não foi Lula

O erro clássico das pesquisas brasileiras de 1º turno se repetiu pela quinta eleição seguida (2010: +5,2; 2014: +10,5; 2018: +2,4; 2022: +5,8; 2026: +4,7 na âncora). O formato também se repetiu: o voto do PT é medido com precisão, e o erro mora no campo adversário, que as pesquisas mostram mais fragmentado e menor do que é. Ponderar por voto declarado em 2022, prática que vários institutos adotaram, não resolveu, provavelmente porque o eleitor de direita que não responde também não declara o voto passado.

Leitura crítica: a hierarquia de confiança se inverteu

Os institutos que o mercado e o próprio modelo tratavam como desviantes pró-Flávio (Palver, Gerp, Futura, Vox; efeitos de casa de −2 a −5) erraram a margem por 1,1 ponto em média. Os presenciais de maior tradição (Datafolha, Quaest, CNT/MDA) erraram 5,2. A Palver, online, foi a única a medir o nível de Flávio (47,5%) quase exatamente. Uma eleição não basta para trocar a âncora, mas basta para deixar de tratar a divergência desses institutos como ruído.

Regiões e estados

Margem bipartidária: (Lula − Flávio) ÷ (Lula + Flávio), comparável ao 2º turno de 2022. Erro das estaduais: média das pesquisas estaduais de 2º turno com campo de 15/set a 4/out menos a margem bipartidária apurada, ponderada pelos votos (comparação aproximada: pesquisa de 2º turno contra urna de 1º).
RegiãoPeso nos válidosLula × FlávioMargem bipartidária2º turno 2022VariaçãoErro das estaduaisSaldo de votos (Lula − Flávio)Abstenção (2022)
Sudeste40,7%39,7 × 51,4−12,8−8,5−4,3+6,3−5,66 mi22,7% (22,0%)
Nordeste28,3%63,8 × 30,9+34,8+38,7−3,9−4,5+11,10 mi18,4% (19,5%)
Sul14,7%31,3 × 60,1−31,5−23,7−7,8+7,3−5,04 mi20,5% (19,3%)
Norte8,6%44,6 × 49,2−4,8−2,0−2,8−4,8−0,46 mi19,4% (20,9%)
Centro-Oeste7,6%32,6 × 56,5−26,8−20,4−6,4+3,6−2,17 mi21,7% (21,4%)

Lula perdeu mais de 1 ponto de margem em relação a 2022 em 20 das 27 UFs: o movimento foi nacional, mais forte no Sul e no Centro-Oeste. Minas Gerais virou (+0,4 em 2022, −5,4 agora). As pesquisas estaduais erraram com sinal regional: superestimaram Lula no Sul, no Sudeste e no Centro-Oeste e o subestimaram no Nordeste e no Norte. A variação da abstenção não acompanha a variação do voto (correlação −0,15 entre UFs).

Tabela por UF (ordenada pela variação em relação a 2022)
UFLula × FlávioDemaisMargem bipartidária2º turno 2022VariaçãoErro das estaduais (nº)Abstenção (vs. 2022)
TO43,4 × 50,46,1−7,5+2,7−10,2−21,6 (1)18,3% (−0,2)
GO31,1 × 53,615,3−26,6−17,4−9,2+1,8 (2)21,8% (+0,1)
RS35,7 × 55,68,6−21,8−12,7−9,1+10,7 (3)21,4% (+1,6)
MT29,2 × 65,15,7−38,1−30,2−8,0+6,9 (2)22,2% (−1,2)
MA64,0 × 30,95,1+34,9+42,3−7,4−5,9 (2)19,7% (−2,5)
SC25,0 × 66,78,3−45,4−38,5−6,8+10,6 (1)18,9% (+0,5)
PR31,2 × 59,98,9−31,5−24,8−6,7+1,7 (4)20,6% (+1,1)
MS34,7 × 58,66,7−25,6−19,0−6,7+3,9 (1)23,9% (+1,8)
CE63,3 × 31,35,4+33,9+39,9−6,1+0,2 (4)15,5% (−1,9)
MG43,3 × 48,28,4−5,4+0,4−5,8+4,2 (7)22,8% (+0,5)
SP38,2 × 51,99,9−15,2−10,5−4,8+7,6 (7)22,5% (+0,9)
BA66,2 × 28,55,3+39,7+44,2−4,5−8,2 (4)20,0% (−1,4)
PI71,0 × 24,14,9+49,3+53,7−4,4−9,7 (2)17,2% (−0,5)
RN59,8 × 34,85,5+26,4+30,2−3,8−1,6 (2)18,4% (+0,2)
PA49,9 × 44,55,6+5,7+9,5−3,8−8,6 (2)19,1% (−2,1)
PB61,3 × 33,15,6+29,9+33,2−3,3−3,3 (3)17,4% (+0,1)
RO25,9 × 67,56,7−44,5−41,3−3,2+9,1 (1)21,7% (−2,9)
AL54,7 × 40,44,8+15,0+17,4−2,4−0,1 (2)20,6% (−1,7)
ES37,8 × 54,87,5−18,4−16,1−2,3+10,1 (1)21,4% (+0,6)
RJ39,4 × 53,07,6−14,7−13,1−1,6+4,8 (7)23,3% (+0,6)
SE62,7 × 30,66,6+34,4+34,40,0−9,2 (2)17,3% (−1,0)
PE63,5 × 31,05,5+34,3+33,9+0,5−2,7 (8)18,2% (0,0)
RR22,9 × 71,16,1−51,3−52,2+0,8+5,1 (3)17,1% (+0,4)
AM48,2 × 45,06,8+3,5+2,2+1,3−1,1 (2)20,2% (0,0)
AC28,7 × 64,66,7−38,4−40,6+2,2+8,0 (1)20,4% (−2,0)
AP45,7 × 45,78,6+0,1−2,7+2,8+2,5 (2)17,4% (−2,1)
DF38,1 × 51,310,6−14,8−17,6+2,9+3,5 (6)18,9% (+1,4)
A corrida no tempo

O placar ajustado das pesquisas está em 1,3 pontos para Flávio, e a tendência da última semana é a favor de Lula, desacelerando

Em uma frase: a linha que resume todas as pesquisas está hoje em -0,9 pontos para Lula, contra -2,0 duas semanas atrás — movimento a favor de Lula, ainda dentro da margem de incerteza.

Termômetro · últimas duas semanas

Para onde as pesquisas estão andando

Como ler. O termômetro resume num número só o movimento de todas as pesquisas: é o placar ajustado recalculado dia a dia, com a mesma correção de institutos do número principal. Olhe a inclinação da linha, não um dia isolado. "Estável" quer dizer que a variação da semana ficou abaixo de 0,5 ponto, o que o modelo não distingue de ruído. Os quadradinhos no pé do gráfico são as pesquisas que chegaram em cada dia: ardósia = o instituto mostrou Lula melhor que na sua pesquisa anterior; terracota = Flávio melhor; cinza = igual.
Direção
A favor de Lula, desacelerando
hoje -0,9 · negativo = Flávio à frente
Últimos 7 dias
+0,3 pontos
de -1,2 para -0,9
Últimos 14 dias
+1,1 pontos
de -2,0 para -0,9
Pesquisas vs. a anterior
20 · 10 · 7
para Lula · para Flávio · estáveis
-3 -2 -1 0 acima: Lula à frenteabaixo: Flávio à frente 11/10: placar ajustado -2,0 (faixa 95%: -3,3 a -0,7) 11/10 12/10: placar ajustado -1,9 (faixa 95%: -3,1 a -0,7) 13/10: placar ajustado -1,7 (faixa 95%: -2,9 a -0,5) 13/10 14/10: placar ajustado -1,6 (faixa 95%: -2,7 a -0,4) 15/10: placar ajustado -1,3 (faixa 95%: -2,5 a -0,2) 15/10 16/10: placar ajustado -1,2 (faixa 95%: -2,4 a -0,1) 17/10: placar ajustado -1,2 (faixa 95%: -2,3 a -0,1) 17/10 18/10: placar ajustado -1,2 (faixa 95%: -2,3 a -0,1) 19/10: placar ajustado -1,2 (faixa 95%: -2,2 a -0,1) 19/10 20/10: placar ajustado -1,1 (faixa 95%: -2,2 a -0,1) 21/10: placar ajustado -1,1 (faixa 95%: -2,1 a -0,1) 21/10 22/10: placar ajustado -1,1 (faixa 95%: -2,1 a 0,0) 23/10: placar ajustado -1,0 (faixa 95%: -2,1 a +0,1) 23/10 24/10: placar ajustado -0,9 (faixa 95%: -2,0 a +0,2) 25/10: placar ajustado -0,9 (faixa 95%: -2,2 a +0,4) 25/10 há 14 dias -2,0 há 7 dias -1,2 hoje -0,9 PoderData (campo até 12/10): Lula 46 × Flávio 48 · vs. onda anterior +3,2 na margem Datafolha (campo até 14/10): Lula 45 × Flávio 47 · vs. onda anterior +2,1 na margem PoderData (campo até 15/10): Lula 47 × Flávio 47 · vs. onda anterior +2,1 na margem Futura Inteligência (campo até 15/10): Lula 47,5 × Flávio 49 · vs. onda anterior +2,0 na margem Ipespe (campo até 15/10): Lula 46 × Flávio 48 · vs. onda anterior +3,2 na margem Gerp (campo até 16/10): Lula 45 × Flávio 50 · vs. onda anterior +4,0 na margem Futura Inteligência (campo até 17/10): Lula 47,5 × Flávio 48,3 · vs. onda anterior +0,7 na margem DataTrends (campo até 17/10): Lula 46 × Flávio 49 · vs. onda anterior +3,2 na margem Vox Brasil (campo até 17/10): Lula 46,4 × Flávio 44,6 · vs. onda anterior +0,3 na margem PoderData (campo até 18/10): Lula 46 × Flávio 49 · vs. onda anterior -3,2 na margem AtlasIntel (campo até 18/10): Lula 47,6 × Flávio 49,8 · vs. onda anterior +3,3 na margem BTG/Nexus (campo até 18/10): Lula 45,9 × Flávio 46,5 · vs. onda anterior +2,6 na margem Veritá (campo até 19/10): Lula 48,2 × Flávio 49,7 · vs. onda anterior +0,5 na margem Gerp (campo até 19/10): Lula 45 × Flávio 50 · vs. onda anterior 0,0 na margem Quaest (campo até 20/10): Lula 44 × Flávio 45 · vs. onda anterior +1,1 na margem Palver (calibração v3) (campo até 20/10): Lula 48 × Flávio 50 · vs. onda anterior -1,0 na margem Gerp (campo até 21/10): Lula 45 × Flávio 50 · vs. onda anterior 0,0 na margem DataTrends (campo até 21/10): Lula 46 × Flávio 50 · vs. onda anterior -1,0 na margem PoderData (campo até 21/10): Lula 48 × Flávio 49 · vs. onda anterior +2,1 na margem Indexa (campo até 21/10): Lula 44,1 × Flávio 45,2 · vs. onda anterior +1,1 na margem Datafolha (campo até 22/10): Lula 46 × Flávio 47 · vs. onda anterior +1,1 na margem Vox Brasil (campo até 22/10): Lula 45,4 × Flávio 44,3 · vs. onda anterior -0,8 na margem Real Time Big Data (campo até 22/10): Lula 45 × Flávio 49 · vs. onda anterior -1,0 na margem Alfa Inteligência (campo até 22/10): Lula 46 × Flávio 49,9 · vs. onda anterior -1,0 na margem Ipespe (campo até 22/10): Lula 47 × Flávio 48 · vs. onda anterior +1,1 na margem Veritá (campo até 22/10): Lula 47,5 × Flávio 50,2 · vs. onda anterior -1,2 na margem AtlasIntel (campo até 23/10): Lula 48,4 × Flávio 49,9 · vs. onda anterior +0,7 na margem Veritá (campo até 23/10): Lula 46,5 × Flávio 49,4 · vs. onda anterior -0,3 na margem Instituto França (campo até 23/10): Lula 43,1 × Flávio 45,6 · vs. onda anterior -1,2 na margem CNT/MDA (ponderada pelo 1º turno) (campo até 23/10): Lula 45 × Flávio 46,3 · vs. onda anterior -0,5 na margem Gerp (campo até 24/10): Lula 46 × Flávio 49 · vs. onda anterior +2,1 na margem Palver (calibração v3) (campo até 24/10): Lula 49 × Flávio 50 · vs. onda anterior +1,0 na margem Datafolha (campo até 24/10): Lula 47 × Flávio 48 · vs. onda anterior 0,0 na margem Quaest (campo até 24/10): Lula 45 × Flávio 46 · vs. onda anterior 0,0 na margem BTG/Nexus (campo até 24/10): Lula 46 × Flávio 47 · vs. onda anterior -0,4 na margem PoderData (campo até 24/10): Lula 47 × Flávio 49 · vs. onda anterior -1,1 na margem Futura (escolaridade pela PNAD) (campo até 24/10): Lula 47,9 × Flávio 48,2 · vs. onda anterior +1,9 na margem -3 -2 -1 0 11/10: placar ajustado -2,0 (faixa 95%: -3,3 a -0,7) 11/10 12/10: placar ajustado -1,9 (faixa 95%: -3,1 a -0,7) 13/10: placar ajustado -1,7 (faixa 95%: -2,9 a -0,5) 14/10: placar ajustado -1,6 (faixa 95%: -2,7 a -0,4) 15/10: placar ajustado -1,3 (faixa 95%: -2,5 a -0,2) 15/10 16/10: placar ajustado -1,2 (faixa 95%: -2,4 a -0,1) 17/10: placar ajustado -1,2 (faixa 95%: -2,3 a -0,1) 18/10: placar ajustado -1,2 (faixa 95%: -2,3 a -0,1) 19/10: placar ajustado -1,2 (faixa 95%: -2,2 a -0,1) 19/10 20/10: placar ajustado -1,1 (faixa 95%: -2,2 a -0,1) 21/10: placar ajustado -1,1 (faixa 95%: -2,1 a -0,1) 22/10: placar ajustado -1,1 (faixa 95%: -2,1 a 0,0) 23/10: placar ajustado -1,0 (faixa 95%: -2,1 a +0,1) 23/10 24/10: placar ajustado -0,9 (faixa 95%: -2,0 a +0,2) 25/10: placar ajustado -0,9 (faixa 95%: -2,2 a +0,4) 25/10 14 dias -2,0 7 dias -1,2 hoje -0,9 PoderData (campo até 12/10): Lula 46 × Flávio 48 · vs. onda anterior +3,2 na margem Datafolha (campo até 14/10): Lula 45 × Flávio 47 · vs. onda anterior +2,1 na margem PoderData (campo até 15/10): Lula 47 × Flávio 47 · vs. onda anterior +2,1 na margem Futura Inteligência (campo até 15/10): Lula 47,5 × Flávio 49 · vs. onda anterior +2,0 na margem Ipespe (campo até 15/10): Lula 46 × Flávio 48 · vs. onda anterior +3,2 na margem Gerp (campo até 16/10): Lula 45 × Flávio 50 · vs. onda anterior +4,0 na margem Futura Inteligência (campo até 17/10): Lula 47,5 × Flávio 48,3 · vs. onda anterior +0,7 na margem DataTrends (campo até 17/10): Lula 46 × Flávio 49 · vs. onda anterior +3,2 na margem Vox Brasil (campo até 17/10): Lula 46,4 × Flávio 44,6 · vs. onda anterior +0,3 na margem PoderData (campo até 18/10): Lula 46 × Flávio 49 · vs. onda anterior -3,2 na margem AtlasIntel (campo até 18/10): Lula 47,6 × Flávio 49,8 · vs. onda anterior +3,3 na margem BTG/Nexus (campo até 18/10): Lula 45,9 × Flávio 46,5 · vs. onda anterior +2,6 na margem Veritá (campo até 19/10): Lula 48,2 × Flávio 49,7 · vs. onda anterior +0,5 na margem Gerp (campo até 19/10): Lula 45 × Flávio 50 · vs. onda anterior 0,0 na margem Quaest (campo até 20/10): Lula 44 × Flávio 45 · vs. onda anterior +1,1 na margem Palver (calibração v3) (campo até 20/10): Lula 48 × Flávio 50 · vs. onda anterior -1,0 na margem Gerp (campo até 21/10): Lula 45 × Flávio 50 · vs. onda anterior 0,0 na margem DataTrends (campo até 21/10): Lula 46 × Flávio 50 · vs. onda anterior -1,0 na margem PoderData (campo até 21/10): Lula 48 × Flávio 49 · vs. onda anterior +2,1 na margem Indexa (campo até 21/10): Lula 44,1 × Flávio 45,2 · vs. onda anterior +1,1 na margem Datafolha (campo até 22/10): Lula 46 × Flávio 47 · vs. onda anterior +1,1 na margem Vox Brasil (campo até 22/10): Lula 45,4 × Flávio 44,3 · vs. onda anterior -0,8 na margem Real Time Big Data (campo até 22/10): Lula 45 × Flávio 49 · vs. onda anterior -1,0 na margem Alfa Inteligência (campo até 22/10): Lula 46 × Flávio 49,9 · vs. onda anterior -1,0 na margem Ipespe (campo até 22/10): Lula 47 × Flávio 48 · vs. onda anterior +1,1 na margem Veritá (campo até 22/10): Lula 47,5 × Flávio 50,2 · vs. onda anterior -1,2 na margem AtlasIntel (campo até 23/10): Lula 48,4 × Flávio 49,9 · vs. onda anterior +0,7 na margem Veritá (campo até 23/10): Lula 46,5 × Flávio 49,4 · vs. onda anterior -0,3 na margem Instituto França (campo até 23/10): Lula 43,1 × Flávio 45,6 · vs. onda anterior -1,2 na margem CNT/MDA (ponderada pelo 1º turno) (campo até 23/10): Lula 45 × Flávio 46,3 · vs. onda anterior -0,5 na margem Gerp (campo até 24/10): Lula 46 × Flávio 49 · vs. onda anterior +2,1 na margem Palver (calibração v3) (campo até 24/10): Lula 49 × Flávio 50 · vs. onda anterior +1,0 na margem Datafolha (campo até 24/10): Lula 47 × Flávio 48 · vs. onda anterior 0,0 na margem Quaest (campo até 24/10): Lula 45 × Flávio 46 · vs. onda anterior 0,0 na margem BTG/Nexus (campo até 24/10): Lula 46 × Flávio 47 · vs. onda anterior -0,4 na margem PoderData (campo até 24/10): Lula 47 × Flávio 49 · vs. onda anterior -1,1 na margem Futura (escolaridade pela PNAD) (campo até 24/10): Lula 47,9 × Flávio 48,2 · vs. onda anterior +1,9 na margem

Nas duas últimas semanas o placar ajustado foi de -2,0 para -0,9 (1,1 p.p. para Lula); na última semana, estável. O deslize continua, mas mais devagar: a segunda semana andou menos que a primeira. Comparando cada pesquisa com a onda anterior do mesmo instituto, 20 andaram para Lula, 10 para Flávio e 7 ficaram estáveis — o movimento aparece também dentro das séries de cada instituto. A faixa em volta da linha (95%) mostra que nenhuma dessas variações tira a disputa do empate técnico.

Ver as pesquisas das duas semanas, comparadas com a onda anterior de cada instituto
InstitutoCampo atéOnda anterior (Lula × Flávio)AgoraΔ margem válidaMovimento
Gerp24/1045 × 50 (21/10)46 × 49+2,1→ Lula
Palver (calibração v3)24/1048 × 50 (20/10)49 × 50+1,0→ Lula
Datafolha24/1046 × 47 (22/10)47 × 480,0estável
Quaest24/1044 × 45 (20/10)45 × 460,0estável
BTG/Nexus24/1045,9 × 46,5 (18/10)46 × 47-0,4estável
PoderData24/1048 × 49 (21/10)47 × 49-1,1→ Flávio
Futura (escolaridade pela PNAD)24/1046,8 × 48,9 (20/10)47,9 × 48,2+1,9→ Lula
AtlasIntel23/1047,6 × 49,8 (18/10)48,4 × 49,9+0,7→ Lula
Veritá23/1047,5 × 50,2 (22/10)46,5 × 49,4-0,3estável
Instituto França23/1039,6 × 41,0 (20/10)43,1 × 45,6-1,2→ Flávio
CNT/MDA (ponderada pelo 1º turno)23/1045,9 × 46,8 (15/10)45 × 46,3-0,5→ Flávio
Datafolha22/1045 × 47 (14/10)46 × 47+1,1→ Lula
Vox Brasil22/1046,4 × 44,6 (17/10)45,4 × 44,3-0,8→ Flávio
Real Time Big Data22/1045 × 48 (19/10)45 × 49-1,0→ Flávio
Alfa Inteligência22/1045,9 × 48,8 (19/10)46 × 49,9-1,0→ Flávio
Ipespe22/1046 × 48 (15/10)47 × 48+1,1→ Lula
Veritá22/1048,2 × 49,7 (19/10)47,5 × 50,2-1,2→ Flávio
Gerp21/1045 × 50 (19/10)45 × 500,0estável
DataTrends21/1046 × 49 (17/10)46 × 50-1,0→ Flávio
PoderData21/1046 × 49 (18/10)48 × 49+2,1→ Lula
Indexa21/1042 × 44 (14/10)44,1 × 45,2+1,1→ Lula
Quaest20/1044 × 46 (13/10)44 × 45+1,1→ Lula
Palver (calibração v3)20/1049 × 50 (13/10)48 × 50-1,0→ Flávio
Veritá19/1047,7 × 49,7 (16/10)48,2 × 49,7+0,5→ Lula
Gerp19/1045 × 50 (16/10)45 × 500,0estável
PoderData18/1047 × 47 (15/10)46 × 49-3,2→ Flávio
AtlasIntel18/1045,7 × 51,1 (08/10)47,6 × 49,8+3,3→ Lula
BTG/Nexus18/1045 × 48 (12/10)45,9 × 46,5+2,6→ Lula
Futura Inteligência17/1047,5 × 49 (15/10)47,5 × 48,3+0,7→ Lula
DataTrends17/1044 × 50 (09/10)46 × 49+3,2→ Lula
Vox Brasil17/1044,2 × 42,7 (07/10)46,4 × 44,6+0,3estável
Gerp16/1044 × 53 (12/10)45 × 50+4,0→ Lula
PoderData15/1046 × 48 (12/10)47 × 47+2,1→ Lula
Futura Inteligência15/1046,6 × 50 (10/10)47,5 × 49+2,0→ Lula
Ipespe15/1044 × 49 (08/10)46 × 48+3,2→ Lula
Datafolha14/1045 × 49 (07/10)45 × 47+2,1→ Lula
PoderData12/1044 × 49 (07/10)46 × 48+3,2→ Lula
Série completa
Como ler este gráfico. Cada ponto cinza é uma pesquisa (toque ou passe o mouse para ver qual). A linha é a tendência suavizada, já corrigida pelo efeito de casa de cada instituto; a faixa em volta dela é a incerteza. Acima de zero, Lula à frente; abaixo, Flávio. O ponto isolado à direita é a projeção para 25/out, com a faixa onde o resultado cai em 80% das simulações.
pesquisa individual (instituto no rótulo, ao passar o mouse) — tendência ajustada (suavizador de Kalman, banda 95%) · ● projeção 25/out (mediana e intervalo 80%)
-12 -8 -4 0 +4 +8 +12 +16 +20 dez jan fev mar abr mai jun jul ago set out Datafolha · 04/12/25 · Lula 51,0 × Flávio 36,0 → margem válida 17,2 · efeito de casa 0,0 Veritá · 07/12/25 · Lula 39,8 × Flávio 39,2 → margem válida 0,8 · efeito de casa -5,3 Futura Inteligência · 09/12/25 · Lula 42,1 × Flávio 41,6 → margem válida 0,6 · efeito de casa -3,8 Gerp · 10/12/25 · Lula 41,0 × Flávio 42,0 → margem válida -1,2 · efeito de casa -7,7 Quaest · 14/12/25 · Lula 46,0 × Flávio 36,0 → margem válida 12,2 · efeito de casa -1,0 AtlasIntel · 15/12/25 · Lula 53,0 × Flávio 41,0 → margem válida 12,8 · efeito de casa -0,5 Paraná Pesquisas · 22/12/25 · Lula 44,1 × Flávio 41,0 → margem válida 3,6 · efeito de casa -2,0 Quaest · 11/01/26 · Lula 45,0 × Flávio 38,0 → margem válida 8,4 · efeito de casa -1,0 Meio/Ideia · 12/01/26 · Lula 46,2 × Flávio 36,0 → margem válida 12,4 · efeito de casa -0,9 Futura Inteligência · 19/01/26 · Lula 41,9 × Flávio 48,1 → margem válida -6,9 · efeito de casa -3,8 AtlasIntel · 20/01/26 · Lula 49,0 × Flávio 45,0 → margem válida 4,3 · efeito de casa -0,5 Paraná Pesquisas · 28/01/26 · Lula 44,8 × Flávio 42,2 → margem válida 3,0 · efeito de casa -2,0 Gerp · 02/02/26 · Lula 45,0 × Flávio 45,0 → margem válida 0,0 · efeito de casa -7,7 Meio/Ideia · 02/02/26 · Lula 45,8 × Flávio 41,1 → margem válida 5,4 · efeito de casa -0,9 Futura Inteligência · 07/02/26 · Lula 42,4 × Flávio 48,2 → margem válida -6,4 · efeito de casa -3,8 Quaest · 09/02/26 · Lula 43,0 × Flávio 38,0 → margem válida 6,2 · efeito de casa -1,0 AtlasIntel · 24/02/26 · Lula 46,2 × Flávio 46,3 → margem válida -0,1 · efeito de casa -0,5 Paraná Pesquisas · 25/02/26 · Lula 43,8 × Flávio 44,4 → margem válida -0,7 · efeito de casa -2,0 Real Time Big Data · 02/03/26 · Lula 42,0 × Flávio 41,0 → margem válida 1,2 · efeito de casa -1,6 Vetor/Arrow · 02/03/26 · Lula 40,4 × Flávio 49,0 → margem válida -9,6 · efeito de casa -0,4 Datafolha · 05/03/26 · Lula 46,0 × Flávio 43,0 → margem válida 3,4 · efeito de casa 0,0 Futura Inteligência · 06/03/26 · Lula 40,5 × Flávio 48,8 → margem válida -9,3 · efeito de casa -3,8 Quaest · 09/03/26 · Lula 41,0 × Flávio 41,0 → margem válida 0,0 · efeito de casa -1,0 Meio/Ideia · 10/03/26 · Lula 47,0 × Flávio 45,0 → margem válida 2,2 · efeito de casa -0,9 Alfa Inteligência · 11/03/26 · Lula 41,0 × Flávio 38,0 → margem válida 3,8 · efeito de casa 0,3 AtlasIntel · 23/03/26 · Lula 46,6 × Flávio 47,6 → margem válida -1,1 · efeito de casa -0,5 Gerp · 25/03/26 · Lula 45,0 × Flávio 48,0 → margem válida -3,2 · efeito de casa -7,7 Paraná Pesquisas · 28/03/26 · Lula 44,1 × Flávio 45,2 → margem válida -1,2 · efeito de casa -2,0 BTG/Nexus · 29/03/26 · Lula 46,0 × Flávio 46,0 → margem válida 0,0 · efeito de casa -1,1 Veritá · 04/04/26 · Lula 38,4 × Flávio 42,8 → margem válida -5,4 · efeito de casa -5,3 Meio/Ideia · 07/04/26 · Lula 45,5 × Flávio 45,8 → margem válida -0,3 · efeito de casa -0,9 Datafolha · 09/04/26 · Lula 45,0 × Flávio 46,0 → margem válida -1,1 · efeito de casa 0,0 Futura Inteligência · 11/04/26 · Lula 42,6 × Flávio 48,0 → margem válida -6,0 · efeito de casa -3,8 CNT/MDA · 12/04/26 · Lula 44,9 × Flávio 40,2 → margem válida 5,5 · efeito de casa 3,9 Quaest · 13/04/26 · Lula 40,0 × Flávio 42,0 → margem válida -2,4 · efeito de casa -1,0 BTG/Nexus · 26/04/26 · Lula 46,0 × Flávio 45,0 → margem válida 1,1 · efeito de casa -1,1 AtlasIntel · 27/04/26 · Lula 47,5 × Flávio 47,8 → margem válida -0,3 · efeito de casa -0,5 Real Time Big Data · 04/05/26 · Lula 43,0 × Flávio 44,0 → margem válida -1,1 · efeito de casa -1,6 Meio/Ideia · 05/05/26 · Lula 44,7 × Flávio 45,3 → margem válida -0,7 · efeito de casa -0,9 Futura Inteligência · 08/05/26 · Lula 44,4 × Flávio 46,9 → margem válida -2,7 · efeito de casa -3,8 Quaest · 11/05/26 · Lula 42,0 × Flávio 41,0 → margem válida 1,2 · efeito de casa -1,0 Gerp · 12/05/26 · Lula 43,0 × Flávio 50,0 → margem válida -7,5 · efeito de casa -7,7 Vox Brasil · 12/05/26 · Lula 40,2 × Flávio 43,8 → margem válida -4,3 · efeito de casa -1,4 Datafolha · 14/05/26 · Lula 45,0 × Flávio 45,0 → margem válida 0,0 · efeito de casa 0,0 AtlasIntel · 18/05/26 · Lula 48,9 × Flávio 41,8 → margem válida 7,8 · efeito de casa -0,5 Vetor/Arrow · 18/05/26 · Lula 50,7 × Flávio 38,3 → margem válida 13,9 · efeito de casa -0,4 Vox Brasil · 19/05/26 · Lula 46,8 × Flávio 38,1 → margem válida 10,2 · efeito de casa -1,4 Futura Inteligência · 20/05/26 · Lula 47,7 × Flávio 42,2 → margem válida 6,1 · efeito de casa -3,8 Datafolha · 21/05/26 · Lula 47,0 × Flávio 43,0 → margem válida 4,4 · efeito de casa 0,0 Gerp · 21/05/26 · Lula 44,0 × Flávio 47,0 → margem válida -3,3 · efeito de casa -7,7 BTG/Nexus · 24/05/26 · Lula 47,0 × Flávio 43,0 → margem válida 4,4 · efeito de casa -1,1 Indexa · 24/05/26 · Lula 46,0 × Flávio 41,0 → margem válida 5,7 · efeito de casa 1,1 Veritá · 26/05/26 · Lula 46,8 × Flávio 53,2 → margem válida -6,4 · efeito de casa -5,3 Meio/Ideia · 27/05/26 · Lula 46,5 × Flávio 41,4 → margem válida 5,8 · efeito de casa -0,9 PoderData · 28/05/26 · Lula 46,0 × Flávio 42,0 → margem válida 4,5 · efeito de casa -2,4 Real Time Big Data · 30/05/26 · Lula 45,0 × Flávio 40,0 → margem válida 5,9 · efeito de casa -1,6 Gerp · 05/06/26 · Lula 39,1 × Flávio 44,7 → margem válida -6,7 · efeito de casa -7,7 Vox Brasil · 06/06/26 · Lula 47,8 × Flávio 41,3 → margem válida 7,3 · efeito de casa -1,4 Quaest · 08/06/26 · Lula 44,0 × Flávio 38,0 → margem válida 7,3 · efeito de casa -1,0 Alfa Inteligência · 10/06/26 · Lula 44,0 × Flávio 41,0 → margem válida 3,5 · efeito de casa 0,3 Futura Inteligência · 12/06/26 · Lula 48,1 × Flávio 42,9 → margem válida 5,7 · efeito de casa -3,8 BTG/Nexus · 14/06/26 · Lula 49,0 × Flávio 43,0 → margem válida 6,5 · efeito de casa -1,1 CNT/MDA · 14/06/26 · Lula 49,3 × Flávio 36,8 → margem válida 14,5 · efeito de casa 3,9 American Analytics · 15/06/26 · Lula 45,0 × Flávio 40,0 → margem válida 5,9 · efeito de casa -0,0 Datafolha · 19/06/26 · Lula 47,0 × Flávio 43,0 → margem válida 4,4 · efeito de casa 0,0 Gerp · 20/06/26 · Lula 40,0 × Flávio 42,0 → margem válida -2,4 · efeito de casa -7,7 Indexa · 20/06/26 · Lula 47,0 × Flávio 40,0 → margem válida 8,0 · efeito de casa 1,1 PoderData · 24/06/26 · Lula 46,0 × Flávio 43,0 → margem válida 3,4 · efeito de casa -2,4 Vox Brasil · 25/06/26 · Lula 45,3 × Flávio 42,8 → margem válida 2,8 · efeito de casa -1,4 BTG/Nexus · 28/06/26 · Lula 47,0 × Flávio 44,0 → margem válida 3,3 · efeito de casa -1,1 AtlasIntel · 30/06/26 · Lula 48,8 × Flávio 42,3 → margem válida 7,1 · efeito de casa -0,5 Meio/Ideia · 06/07/26 · Lula 45,0 × Flávio 40,0 → margem válida 5,9 · efeito de casa -0,9 Gerp · 07/07/26 · Lula 42,0 × Flávio 45,0 → margem válida -3,4 · efeito de casa -7,7 Futura Inteligência · 11/07/26 · Lula 46,3 × Flávio 46,1 → margem válida 0,2 · efeito de casa -3,8 BTG/Nexus · 12/07/26 · Lula 47,0 × Flávio 44,0 → margem válida 3,3 · efeito de casa -1,1 Quaest · 13/07/26 · Lula 45,0 × Flávio 37,0 → margem válida 9,8 · efeito de casa -1,0 PoderData · 15/07/26 · Lula 45,0 × Flávio 43,0 → margem válida 2,3 · efeito de casa -2,4 Gerp · 17/07/26 · Lula 45,0 × Flávio 46,0 → margem válida -1,1 · efeito de casa -7,7 Indexa · 19/07/26 · Lula 46,0 × Flávio 39,0 → margem válida 8,2 · efeito de casa 1,1 Real Time Big Data · 20/07/26 · Lula 45,0 × Flávio 42,0 → margem válida 3,4 · efeito de casa -1,6 Datafolha · 24/07/26 · Lula 48,0 × Flávio 43,0 → margem válida 5,5 · efeito de casa 0,0 BTG/Nexus · 26/07/26 · Lula 47,0 × Flávio 43,0 → margem válida 4,4 · efeito de casa -1,1 AtlasIntel · 27/07/26 · Lula 49,2 × Flávio 42,9 → margem válida 6,8 · efeito de casa -0,5 Alfa Inteligência · 28/07/26 · Lula 48,0 × Flávio 41,0 → margem válida 7,9 · efeito de casa 0,3 PoderData · 28/07/26 · Lula 46,0 × Flávio 43,0 → margem válida 3,4 · efeito de casa -2,4 Vox Brasil · 28/07/26 · Lula 47,5 × Flávio 41,1 → margem válida 7,2 · efeito de casa -1,4 BTG/Nexus · 02/08/26 · Lula 46,0 × Flávio 45,0 → margem válida 1,1 · efeito de casa -1,1 Meio/Ideia · 03/08/26 · Lula 48,5 × Flávio 43,0 → margem válida 6,0 · efeito de casa -0,9 Quaest · 03/08/26 · Lula 44,0 × Flávio 39,0 → margem válida 6,0 · efeito de casa -1,0 Futura Inteligência · 07/08/26 · Lula 46,5 × Flávio 44,0 → margem válida 2,8 · efeito de casa -3,8 Palver · 07/08/26 · Lula 46,0 × Flávio 46,0 → margem válida 0,0 · efeito de casa -4,4 BTG/Nexus · 09/08/26 · Lula 47,0 × Flávio 44,0 → margem válida 3,3 · efeito de casa -1,1 CNT/MDA · 09/08/26 · Lula 48,0 × Flávio 39,1 → margem válida 10,2 · efeito de casa 3,9 Gerp · 10/08/26 · Lula 43,0 × Flávio 45,0 → margem válida -2,3 · efeito de casa -7,7 PoderData · 12/08/26 · Lula 46,0 × Flávio 45,0 → margem válida 1,1 · efeito de casa -2,4 Quaest · 13/08/26 · Lula 43,0 × Flávio 40,0 → margem válida 3,6 · efeito de casa -1,0 BTG/Nexus · 16/08/26 · Lula 47,0 × Flávio 44,0 → margem válida 3,3 · efeito de casa -1,1 Datafolha · 20/08/26 · Lula 47,0 × Flávio 43,0 → margem válida 4,4 · efeito de casa 0,0 Veritá · 20/08/26 · Lula 42,0 × Flávio 47,3 → margem válida -5,9 · efeito de casa -5,3 BTG/Nexus · 23/08/26 · Lula 46,0 × Flávio 45,0 → margem válida 1,1 · efeito de casa -1,1 Indexa · 23/08/26 · Lula 46,0 × Flávio 41,0 → margem válida 5,7 · efeito de casa 1,1 Gerp · 25/08/26 · Lula 42,0 × Flávio 47,0 → margem válida -5,6 · efeito de casa -7,7 PoderData · 26/08/26 · Lula 45,0 × Flávio 44,0 → margem válida 1,1 · efeito de casa -2,4 Vox Brasil · 27/08/26 · Lula 44,5 × Flávio 45,1 → margem válida -0,7 · efeito de casa -1,4 AtlasIntel · 30/08/26 · Lula 47,1 × Flávio 42,6 → margem válida 5,0 · efeito de casa -0,5 BTG/Nexus · 30/08/26 · Lula 46,0 × Flávio 45,0 → margem válida 1,1 · efeito de casa -1,1 Real Time Big Data · 31/08/26 · Lula 44,0 × Flávio 44,0 → margem válida 0,0 · efeito de casa -1,6 Futura Inteligência · 01/09/26 · Lula 45,6 × Flávio 45,2 → margem válida 0,4 · efeito de casa -3,8 Quaest · 01/09/26 · Lula 42,0 × Flávio 41,0 → margem válida 1,2 · efeito de casa -1,0 Datafolha · 02/09/26 · Lula 46,0 × Flávio 44,0 → margem válida 2,2 · efeito de casa 0,0 PoderData · 02/09/26 · Lula 44,0 × Flávio 45,0 → margem válida -1,1 · efeito de casa -2,4 Veritá · 04/09/26 · Lula 43,1 × Flávio 48,5 → margem válida -5,9 · efeito de casa -5,3 Quaest · 06/09/26 · Lula 41,0 × Flávio 41,0 → margem válida 0,0 · efeito de casa -1,0 BTG/Nexus · 07/09/26 · Lula 45,0 × Flávio 46,0 → margem válida -1,1 · efeito de casa -1,1 Meio/Ideia · 07/09/26 · Lula 46,0 × Flávio 46,0 → margem válida 0,0 · efeito de casa -0,9 Palver · 07/09/26 · Lula 44,0 × Flávio 46,0 → margem válida -2,2 · efeito de casa -4,4 Gerp · 08/09/26 · Lula 40,0 × Flávio 47,0 → margem válida -8,0 · efeito de casa -7,7 AtlasIntel · 09/09/26 · Lula 46,2 × Flávio 46,4 → margem válida -0,2 · efeito de casa -0,5 PoderData · 09/09/26 · Lula 45,0 × Flávio 47,0 → margem válida -2,2 · efeito de casa -2,4 Futura Inteligência · 10/09/26 · Lula 45,0 × Flávio 45,4 → margem válida -0,4 · efeito de casa -3,8 Datafolha · 10/09/26 · Lula 46,0 × Flávio 44,0 → margem válida 2,2 · efeito de casa 0,0 BTG/Nexus · 13/09/26 · Lula 47,0 × Flávio 46,0 → margem válida 1,1 · efeito de casa -1,1 Indexa · 13/09/26 · Lula 43,0 × Flávio 42,0 → margem válida 1,2 · efeito de casa 1,1 CNT/MDA · 13/09/26 · Lula 47,3 × Flávio 40,0 → margem válida 8,4 · efeito de casa 3,9 Quaest · 13/09/26 · Lula 40,0 × Flávio 42,0 → margem válida -2,4 · efeito de casa -1,0 DataTrends · 14/09/26 · Lula 44,0 × Flávio 45,0 → margem válida -1,1 · efeito de casa -1,8 Futura Inteligência · 15/09/26 · Lula 43,7 × Flávio 48,1 → margem válida -4,8 · efeito de casa -3,8 PoderData · 16/09/26 · Lula 44,0 × Flávio 46,0 → margem válida -2,2 · efeito de casa -2,4 AtlasIntel · 16/09/26 · Lula 46,8 × Flávio 47,2 → margem válida -0,4 · efeito de casa -0,5 Datafolha · 16/09/26 · Lula 46,0 × Flávio 44,0 → margem válida 2,2 · efeito de casa 0,0 Gerp · 16/09/26 · Lula 43,0 × Flávio 50,0 → margem válida -7,5 · efeito de casa -7,7 Palver · 18/09/26 · Lula 43,0 × Flávio 47,0 → margem válida -4,4 · efeito de casa -4,4 BTG/Nexus · 20/09/26 · Lula 46,0 × Flávio 45,0 → margem válida 1,1 · efeito de casa -1,1 Quaest · 20/09/26 · Lula 41,0 × Flávio 42,0 → margem válida -1,2 · efeito de casa -1,0 American Analytics · 20/09/26 · Lula 43,0 × Flávio 43,0 → margem válida 0,0 · efeito de casa -0,0 AtlasIntel · 22/09/26 · Lula 47,7 × Flávio 47,4 → margem válida 0,3 · efeito de casa -0,5 PoderData · 23/09/26 · Lula 45,0 × Flávio 46,0 → margem válida -1,1 · efeito de casa -2,4 Datafolha · 23/09/26 · Lula 47,0 × Flávio 45,0 → margem válida 2,2 · efeito de casa 0,0 Real Time Big Data · 23/09/26 · Lula 44,0 × Flávio 45,0 → margem válida -1,1 · efeito de casa -1,6 Futura Inteligência · 23/09/26 · Lula 43,7 × Flávio 49,4 → margem válida -6,1 · efeito de casa -3,8 Palver · 23/09/26 · Lula 45,0 × Flávio 48,0 → margem válida -3,2 · efeito de casa -4,4 Alfa Inteligência · 23/09/26 · Lula 43,0 × Flávio 43,0 → margem válida 0,0 · efeito de casa 0,3 Quaest · 27/09/26 · Lula 42,0 × Flávio 42,0 → margem válida 0,0 · efeito de casa -1,0 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· Lula 45,7 × Flávio 51,1 → margem válida -5,6 · efeito de casa -0,5 Vox Brasil · 07/10/26 · Lula 44,2 × Flávio 42,7 → margem válida 1,7 · efeito de casa -1,4 Instituto França · 02/10/26 · Lula 45,9 × Flávio 45,0 → margem válida 1,0 · efeito de casa -0,5 Ipespe · 08/10/26 · Lula 44,0 × Flávio 49,0 → margem válida -5,4 · efeito de casa -0,9 BTG/Nexus · 12/10/26 · Lula 45,0 × Flávio 48,0 → margem válida -3,2 · efeito de casa -1,1 PoderData · 12/10/26 · Lula 46,0 × Flávio 48,0 → margem válida -2,1 · efeito de casa -2,4 Gerp · 12/10/26 · Lula 44,0 × Flávio 53,0 → margem válida -9,3 · efeito de casa -7,7 Futura Inteligência · 10/10/26 · Lula 46,6 × Flávio 50,0 → margem válida -3,5 · efeito de casa -3,8 DataTrends · 09/10/26 · Lula 44,0 × Flávio 50,0 → margem válida -6,4 · efeito de casa -1,8 Quaest · 13/10/26 · Lula 44,0 × Flávio 46,0 → margem válida -2,2 · efeito de casa -1,0 Palver (calibração v3) · 13/10/26 · Lula 49,0 × Flávio 50,0 → margem válida -1,0 · efeito de casa -0,3 Datafolha · 14/10/26 · Lula 45,0 × Flávio 47,0 → margem válida -2,2 · efeito de casa 0,0 Indexa · 14/10/26 · Lula 42,0 × Flávio 44,0 → margem válida -2,3 · efeito de casa 1,1 PoderData · 15/10/26 · Lula 47,0 × Flávio 47,0 → margem válida 0,0 · efeito de casa -2,4 CNT/MDA (ponderada pelo 1º turno) · 15/10/26 · Lula 45,9 × Flávio 46,8 → margem válida -1,0 · efeito de casa -0,3 Futura Inteligência · 15/10/26 · Lula 47,5 × Flávio 49,0 → margem válida -1,6 · efeito de casa -3,8 Gerp · 16/10/26 · Lula 45,0 × Flávio 50,0 → margem válida -5,3 · efeito de casa -7,7 Ipespe · 15/10/26 · Lula 46,0 × Flávio 48,0 → margem válida -2,1 · efeito de casa -0,9 Veritá · 16/10/26 · Lula 47,7 × Flávio 49,7 → margem válida -2,1 · efeito de casa -5,3 Vox Brasil · 17/10/26 · Lula 46,4 × Flávio 44,6 → margem válida 2,0 · efeito de casa -1,4 BTG/Nexus · 18/10/26 · Lula 45,9 × Flávio 46,5 → margem válida -0,6 · efeito de casa -1,1 PoderData · 18/10/26 · Lula 46,0 × Flávio 49,0 → margem válida -3,2 · efeito de casa -2,4 AtlasIntel · 18/10/26 · Lula 47,6 × Flávio 49,8 → margem válida -2,3 · efeito de casa -0,5 Futura Inteligência · 17/10/26 · Lula 47,5 × Flávio 48,3 → margem válida -0,8 · efeito de casa -3,8 DataTrends · 17/10/26 · Lula 46,0 × Flávio 49,0 → margem válida -3,2 · efeito de casa -1,8 Real Time Big Data · 19/10/26 · Lula 45,0 × Flávio 48,0 → margem válida -3,2 · efeito de casa -1,6 Instituto França · 20/10/26 · Lula 39,6 × Flávio 41,0 → margem válida -1,6 · efeito de casa -0,5 Alfa Inteligência · 19/10/26 · Lula 45,9 × Flávio 48,8 → margem válida -3,1 · efeito de casa 0,3 Gerp · 19/10/26 · Lula 45,0 × Flávio 50,0 → margem válida -5,3 · efeito de casa -7,7 Meio/Ideia · 19/10/26 · Lula 46,0 × Flávio 48,0 → margem válida -2,1 · efeito de casa -0,9 Palver (calibração v3) · 20/10/26 · Lula 48,0 × Flávio 50,0 → margem válida -2,0 · efeito de casa -0,3 Quaest · 20/10/26 · Lula 44,0 × Flávio 45,0 → margem válida -1,1 · efeito de casa -1,0 Futura Inteligência (escolaridade pela PNAD) · 20/10/26 · Lula 46,8 × Flávio 48,9 → margem válida -2,2 · efeito de casa -0,4 Gerp · 21/10/26 · Lula 45,0 × Flávio 50,0 → margem válida -5,3 · efeito de casa -7,7 Veritá · 19/10/26 · Lula 48,2 × Flávio 49,7 → margem válida -1,5 · efeito de casa -5,3 PoderData · 21/10/26 · Lula 48,0 × Flávio 49,0 → margem válida -1,0 · efeito de casa -2,4 Indexa · 21/10/26 · Lula 44,1 × Flávio 45,2 → margem válida -1,2 · efeito de casa 1,1 Datafolha · 22/10/26 · Lula 46,0 × Flávio 47,0 → margem válida -1,1 · efeito de casa 0,0 Vox Brasil · 22/10/26 · Lula 45,4 × Flávio 44,3 → margem válida 1,2 · efeito de casa -1,4 Real Time Big Data · 22/10/26 · Lula 45,0 × Flávio 49,0 → margem válida -4,3 · efeito de casa -1,6 Alfa Inteligência · 22/10/26 · Lula 46,0 × Flávio 49,9 → margem válida -4,1 · efeito de casa 0,3 Ipespe · 22/10/26 · Lula 47,0 × Flávio 48,0 → margem válida -1,1 · efeito de casa -0,9 Veritá · 22/10/26 · Lula 47,5 × Flávio 50,2 → margem válida -2,8 · efeito de casa -5,3 DataTrends · 21/10/26 · Lula 46,0 × Flávio 50,0 → margem válida -4,2 · efeito de casa -1,8 Instituto França · 23/10/26 · Lula 43,1 × Flávio 45,6 → margem válida -2,8 · efeito de casa -0,5 CNT/MDA (ponderada pelo 1º turno) · 23/10/26 · Lula 45,0 × Flávio 46,3 → margem válida -1,4 · efeito de casa -0,3 Gerp · 24/10/26 · Lula 46,0 × Flávio 49,0 → margem válida -3,2 · efeito de casa -7,7 Palver (calibração v3) · 24/10/26 · Lula 49,0 × Flávio 50,0 → margem válida -1,0 · efeito de casa -0,3 Datafolha · 24/10/26 · Lula 47,0 × Flávio 48,0 → margem válida -1,1 · efeito de casa 0,0 Quaest · 24/10/26 · Lula 45,0 × Flávio 46,0 → margem válida -1,1 · efeito de casa -1,0 BTG/Nexus · 24/10/26 · Lula 46,0 × Flávio 47,0 → margem válida -1,1 · efeito de casa -1,1 AtlasIntel · 23/10/26 · Lula 48,4 × Flávio 49,9 → margem válida -1,5 · efeito de casa -0,5 PoderData · 24/10/26 · Lula 47,0 × Flávio 49,0 → margem válida -2,1 · efeito de casa -2,4 Futura Inteligência (escolaridade pela PNAD) · 24/10/26 · Lula 47,9 × Flávio 48,2 → margem válida -0,3 · efeito de casa -0,4 Veritá · 23/10/26 · Lula 46,5 × Flávio 49,4 → margem válida -3,1 · efeito de casa -5,3 Colectta · 23/10/26 · Lula 46,5 × Flávio 46,0 → margem válida 0,5 · efeito de casa 0,2 hoje 1º turno 2º turno projeção 25/out · mediana -2,0 intervalo 80%: -4,8 a +0,7 Nível hoje: -1,3 ± 2,3 hoje -1,3 ±2,3
O mapa por estado

Nas pesquisas estaduais de 2º turno feitas depois do 1º turno, Flávio lidera em 4 estados e Lula em 2: o que isso diz sobre o placar nacional

Quem lidera em cada estado

O mapa das pesquisas estaduais, por instituto

Como ler. Escolha o instituto e o turno. Cada estado tem a cor de quem lidera na pesquisa estadual mais recente daquele instituto (desde 1º/ago); "Mais recente" junta todos os institutos e mostra a última onda de cada UF. Quanto mais escura a cor, maior a vantagem. Listras indicam empate técnico: a diferença não passa de duas vezes a margem de erro da pesquisa (margem de 2 a 3,5 pontos conforme a amostra, portanto um limite de 4,5 a 7 pontos). Os números ao lado de cada instituto são as UFs cobertas no 1º e no 2º turno. Institutos diferentes medem de jeitos diferentes: compare estados dentro do mesmo instituto. Toque ou passe o mouse num estado para ver os números.
Instituto
Turno
Acre · Flávio +26 · 1º turno: Lula 24 × Flávio 50 · Cury 4 · branco/nulo — · indecisos — · Quaest 21–24/09, n=804Alagoas · Lula +12 · 1º turno: Lula 44 × Flávio 32 · Cury 5 · branco/nulo 6 · indecisos 8 · Quaest 21–24/09, n=804Amazonas · empate técnico · 1º turno: Lula 38 × Flávio 32 · Cury 6 · branco/nulo 6 · indecisos 14 · Quaest 20–23/09, n=804Amapá · Lula +7 · 1º turno: Lula 42 × Flávio 35 · branco/nulo — · indecisos — · Quaest 21–24/09, n=804Bahia · Lula +35 · 1º turno: Lula 58 × Flávio 23 · branco/nulo 5 · indecisos 6 · Quaest 20–23/09, n=900Ceará · Lula +32 · 1º turno: Lula 55 × Flávio 23 · Cury 5 · branco/nulo 7 · indecisos 6 · Quaest 19–22/09, n=900Espírito Santo · empate técnico · 1º turno: Lula 31 × Flávio 37 · branco/nulo — · indecisos 13 · Quaest 21–24/09, n=804Goiás · empate técnico · 1º turno: Lula 27 × Flávio 33 · Caiado 23 · branco/nulo — · indecisos — · Quaest 21–24/09, n=804Maranhão · Lula +37 · 1º turno: Lula 59 × Flávio 22 · branco/nulo — · indecisos — · Quaest 21–24/09, n=900Minas Gerais · empate técnico · 1º turno: Lula 35 × Flávio 31 · Cury 5 · branco/nulo 6 · indecisos 14 · Quaest 25–28/09, n=1.506Mato Grosso do Sul · Flávio +15 · 1º turno: Lula 27 × Flávio 42 · branco/nulo — · indecisos 13 · Quaest 21–24/09, n=804Mato Grosso · Flávio +25 · 1º turno: Lula 25 × Flávio 50 · Cury 5 · branco/nulo 3 · indecisos 11 · Quaest 21–24/09, n=804Pará · empate técnico · 1º turno: Lula 40 × Flávio 35 · Cury 7 · branco/nulo 4 · indecisos 10 · Quaest 22–25/09, n=804Paraíba · Lula +31 · 1º turno: Lula 54 × Flávio 23 · Cury 6 · branco/nulo — · indecisos — · Quaest 18–21/09, n=804Pernambuco · Lula +38 · 1º turno: Lula 58 × Flávio 20 · Cury 3 · branco/nulo 5 · indecisos 11 · Quaest 25–28/09, n=1.302Piauí: sem pesquisa Quaest no 1º turno nesta seleçãoParaná · Flávio +14 · 1º turno: Lula 26 × Flávio 40 · Cury 5 · branco/nulo 6 · indecisos 13 · Quaest 20–23/09, n=804Rio de Janeiro · Flávio +7 · 1º turno: Lula 31 × Flávio 38 · Cury 4 · branco/nulo 11 · indecisos 11 · Quaest 25–28/09, n=1.302Rio Grande do Norte · Lula +27 · 1º turno: Lula 52 × Flávio 25 · Cury 6 · branco/nulo — · indecisos — · Quaest 21–24/09, n=804Rondônia · Flávio +34 · 1º turno: Lula 19 × Flávio 53 · Cury 4 · branco/nulo 6 · indecisos 12 · Quaest 20–23/09, n=804Roraima · Flávio +39 · 1º turno: Lula 20 × Flávio 59 · branco/nulo — · indecisos — · Quaest 21–24/09, n=804Rio Grande do Sul · empate técnico · 1º turno: Lula 31 × Flávio 35 · branco/nulo — · indecisos 16 · Quaest 20–23/09, n=900Santa Catarina · Flávio +27 · 1º turno: Lula 23 × Flávio 50 · Cury 5 · branco/nulo — · indecisos — · Quaest 20–23/09, n=804Sergipe · Lula +28 · 1º turno: Lula 54 × Flávio 26 · branco/nulo — · indecisos — · Quaest 20–23/09, n=804São Paulo · Flávio +6 · 1º turno: Lula 30 × Flávio 36 · Cury 5 · branco/nulo 9 · indecisos 12 · Quaest 25–28/09, n=1.800Tocantins: empate técnico (números não localizados) · Quaest 21–24/09, n=804Distrito Federal · Flávio +6 · 1º turno: Lula 32 × Flávio 38 · Caiado 8 · branco/nulo 6 · indecisos — · Quaest 25–28/09, n=1.104ACALAMAPBACEESGOMAMGMSMTPAPBPEPIPRRJRNRORRRSSCSESPTODF
Lula à frente (mais escuro = vantagem maior: <10, 10–20, 20–30, 30+ pontos)Flávio à frenteempate técnicosem pesquisa na seleção

Quaest · 26 UFs · campo terminado entre 21/09 e 28/09 · 804 a 1.800 entrevistas por UF · contratantes: Globo, Inter TV, NSC, RBS, RPC, Rede Amazonica, TV Anhanguera, TV Bahia, TV Cabo Branco/TV Paraiba, TV Centro America, TV Gazeta, TV Gazeta ES, TV Liberal, TV Mirante, TV Morena, TV Sergipe, TV Verdes Mares

Lula à frente
9 UFs
26% do eleitorado · BA, PE, CE, MA, PB, RN, AL, SE, AP
Flávio à frente
10 UFs
45% do eleitorado · SP, RJ, PR, SC, MT, DF, MS, RO, AC, RR
Empate técnico
7 UFs
27% do eleitorado · MG, RS, PA, GO, ES, AM, TO
Sem voto definido
11% indecisos
média ponderada pelo eleitorado nas UFs que publicaram o dado; branco/nulo: 7%. Sem pesquisa nesta seleção: 1 UF (2% do eleitorado).
Detalhes por UF: 1º turno, indecisos, brancos e abstenção de 2022
UFCamponLulaFlávioDiferença3º colocadoBranco-nulo / indecisosAbstenção 2022 (1º / 2º turno)Eleitorado
SP25–28/091.8003036−6Cury 59 / 1221,6 / 21,121,6%
MG25–28/091.5063531+4 empateCury 56 / 1422,3 / 21,010,4%
RJ25–28/091.3023138−7Cury 411 / 1122,7 / 22,28,1%
BA20–23/099005823+35—5 / 621,4 / 20,57,2%
PR20–23/098042640−14Cury 56 / 1319,5 / 18,65,5%
RS20–23/099003135−4 empate—— / 1619,8 / 19,35,4%
PE25–28/091.3025820+38Cury 35 / 1118,2 / 17,34,6%
CE19–22/099005523+32Cury 57 / 617,4 / 17,14,4%
PA22–25/098044035+5 empateCury 74 / 1021,2 / 22,64,0%
SC20–23/098042350−27Cury 5— / —18,4 / 17,43,6%
MA21–24/099005922+37—— / —22,2 / 23,53,3%
GO21–24/098042733−6 empateCaiado 23— / —21,7 / 20,53,2%
PB18–21/098045423+31Cury 6— / —17,3 / 16,72,1%
ES fonte única21–24/098043137−6 empate—— / 1320,8 / 20,51,9%
AM20–23/098043832+6 empateCury 66 / 1420,1 / 21,91,8%
RN21–24/098045225+27Cury 6— / —18,2 / 17,41,7%
MT21–24/098042550−25Cury 53 / 1123,4 / 22,51,7%
AL21–24/098044432+12Cury 56 / 822,4 / 23,21,5%
DF25–28/091.1043238−6Caiado 86 / —17,5 / 16,71,4%
MS21–24/098042742−15—— / 1322,1 / 22,41,3%
SE20–23/098045426+28—— / —18,4 / 18,91,1%
RO20–23/098041953−34Cury 46 / 1224,6 / 24,70,8%
TO21–24/09empate técnico divulgado sem os números18,5 / 20,40,7%
AC21–24/098042450−26Cury 4— / —22,4 / 28,40,4%
AP fonte única21–24/098044235+7—— / —19,5 / 27,20,4%
RR21–24/098042059−39—— / —16,7 / 21,90,3%

Cada número foi conferido em ao menos dois veículos, exceto os marcados como fonte única. A rodada Quaest (Globo e afiliadas, presencial, 804 a 1.800 entrevistas por UF) teve campo entre 18 e 28/set; SP, MG, RJ, PE e DF numa segunda onda, de 25 a 28/set. Uma compilação da Band de 1º/out misturava ondas de agosto e setembro e não foi usada. "—" = dado não publicado na matéria consultada. A abstenção de 2022 vem do TSE (via CNN Brasil) e serve de referência para o comparecimento; pesquisas estaduais não medem abstenção, só quem diz que vai votar em branco, anular ou não comparecer.

2º turno · leitura nacional pelos estados

Em uma frase: somando os estados com pesquisa recente (8% do eleitorado), o placar nacional estimado é +3,6 pontos para Lula, contra -0,9 nas pesquisas nacionais — a leitura estadual é 4,5 pontos mais favorável a Lula. Ela ainda não entra na simulação (cobertura 8% < 30%).

Como ler. Para cada estado com pesquisa recente, compare a margem de hoje com a de 2022: a diferença é o swing (positivo = Lula melhor que em 2022). Somando os swings de todos os estados, cada um com o peso do seu eleitorado, sai uma segunda estimativa do placar nacional, feita com pesquisas diferentes das nacionais. Estados com poucas pesquisas têm o swing puxado para a média (coluna "ajustado").
Placar nacional pelos estados
+3,6 pontos
±11,4 (95%) · nas pesquisas nacionais: -0,9
Cobertura
8%
do eleitorado em UFs com pesquisa · 10 pesquisas em 6 UFs (últimos 45 dias)
Peso na simulação
0%
parcela da leitura estadual no nível usado pelo modelo; o resto vem das pesquisas nacionais
UFMargem 2022Margem 2026 (ajustada)Swing brutoSwing ajustadoPeso no eleitoradoPesquisasInstitutos · campo
ES-16,1-12,8+3,3+2,81,9%1Quaest · até 13/10
AM+2,2+5,0+2,8+2,11,8%2PoderData, Quaest · até 12/10
RN+30,2+30,3+0,1+0,51,7%1Quaest · até 12/10
DF-17,6-8,7+8,8+7,81,4%3Datafolha, Quaest · até 20/10
TO+2,7-8,0-11,0-8,20,7%2Paraná Pesquisas, Quaest · até 17/10
AC-40,6-34,4+6,2+3,80,4%1Quaest · até 12/10

Margens em pontos de votos válidos (Lula − Flávio; em 2022, Lula − Bolsonaro, resultado oficial do TSE por UF). Pesos pelo eleitorado apto de 2026. Entram as pesquisas estaduais de 2º turno Lula × Flávio com campo nos últimos 45 dias; 13 das 98 têm fonte única (as demais foram confirmadas em duas fontes). Antes do cálculo, cada pesquisa estadual recebe dois ajustes: desconta-se o efeito de casa nacional do instituto (hoje, em média, +0,9 ponto) e soma-se o quanto o placar nacional andou entre o fim do campo e hoje (em média, +0,9 ponto — as ondas do Datafolha são de agosto, quando Lula estava melhor). O encolhimento é em dois níveis, estado → região → país: estados sem pesquisa recebem a média da sua região (Nordeste +1,2, Sudeste +2,1, Sul 0,0). Pesquisas estaduais têm erro maior que o amostral, então o modelo soma 3 p.p. de erro por pesquisa e 1,5 p.p. de erro comum a todas.

O mapa por município

Lula perdeu a dianteira em 459 municípios desde 2022 e lidera agora em 2.663; Flávio, em 2.906

De 3.123 municípios com Lula à frente no 2º turno de 2022, ele terminou o 1º turno de 2026 à frente em 2.663. 459 municípios (5.956.147 eleitores) passaram de Lula para Flávio, e 1 fez o caminho inverso.
Como ler. Escolha o que mostrar. Quem venceu e onde virou: seta para a esquerda, em ardósia (a cor de Lula em todo o painel), onde Lula venceu o 1º turno de 2026; para a direita, em terracota (a cor de Flávio), onde Flávio venceu; cheia se o município virou em relação ao 2º turno de 2022, clara se o mesmo lado manteve; tamanho pela margem de 2026. Variação: a seta aponta para onde o município andou entre as duas eleições (esquerda: Lula melhorou a margem; direita: Flávio foi melhor que Bolsonaro), com comprimento proporcional ao tamanho da variação (o dobro de variação, o dobro de seta), mesmo onde o vencedor não mudou. Vencedor em 2026 e em 2022: cada município pintado com a cor de quem venceu ali, mais forte quanto maior a margem. Escolha um estado para aproximar; passe o mouse (ou toque) num município para ver os números.
Lula venceu em
2.663 municípios
em 2022 (2º turno): 3.123
Flávio venceu em
2.906 municípios
Bolsonaro em 2022: 2.445
Viraram para Flávio
459
de Lula em 2022 para Flávio em 2026 · 5.956.147 eleitores
Viraram para Lula
1
de Bolsonaro em 2022 para Lula em 2026 · 8.245 eleitores
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O mapa dos municípios (2,2 MB de desenho) é carregado à parte, assim que esta parte da página se aproxima da tela.

virou para LulaLula mantevevirou para FlávioFlávio manteve (de Bolsonaro)seta maior = margem maior em 2026
→ Viraram para Flávio · maiores eleitorados
MunicípioEleitoresMargem 2022Margem 2026Variação
Osasco SP583.991+0,8−2,1−3,2
Ribeirão das Neves MG218.584+1,3−2,6−4,1
Cotia SP194.159+1,7−4,4−6,7
Araraquara SP170.310+1,0−1,0−2,1
Teixeira de Freitas BA105.045+0,7−4,1−5,1
Sapucaia do Sul RS102.445+2,3−3,5−6,2
Sabará MG94.323+1,2−1,6−3,0
Bagé RS87.802+7,4−0,4−7,9
Nova Lima MG77.107+2,3−3,5−6,2
Jandira SP76.022+1,6−1,7−3,6
← Viraram para Lula · maiores eleitorados
MunicípioEleitoresMargem 2022Margem 2026Variação
Jequiá da Praia AL8.245−0,4+2,2+2,7

Margem = Lula menos o adversário, em pontos dos votos válidos. As duas eleições não são iguais: 2022 é o 2º turno, com dois candidatos; 2026 é o 1º turno, com sete, e os votos de Cury, Renan, Caiado e Zema saem dos dois lados. Para a variação e para a intensidade das cores de 2026, a margem de 2026 é calculada só entre Lula e Flávio (Lula − Flávio sobre Lula + Flávio), comparável à de 2022; ela não diz para onde vão os votos dos demais no 2º turno. Na tabela, "Variação" segue essa mesma conta. Boa Esperança do Norte/MT foi instalado depois de 2022 e ainda não está na malha do IBGE usada aqui: entra nas contagens de 2026, mas não aparece no mapa; 4 municípios empataram em 2022 ou em 2026 e ficam sem seta (Crixás do Tocantins/TO, Guará/SP, Trabiju/SP, Irati/SC). Fontes: TSE (divulgação de resultados de 2026, eleição 6257, arquivos por município; Dados Abertos, votação por município e zona de 2022) e IBGE (malha municipal, qualidade mínima).

O voto no exterior

Lula venceu no exterior por 4,1 pontos, mas 63% dos 917 mil eleitores aptos não votaram

916.534 brasileiros estão aptos a votar no exterior, em 186 cidades de 133 países. No 1º turno, Lula teve 47,6% dos válidos lá fora e Flávio, 43,5%; Lula ficou à frente em 85 cidades e Flávio em 59 (nas outras 42, empate ou nenhum voto). Mas 63% dos aptos não votaram: são 574.345 ausentes, contra 13.487 votos de diferença.
Como usar. Escolha o que pintar: a margem entre Lula e Flávio, a abstenção, os brancos e nulos ou a terceira via. Cada círculo é uma cidade com seção eleitoral; a área acompanha o eleitorado apto. Clique num círculo ou escolha a cidade na lista: abre-se a ficha da cidade, com um mapa de ruas dos locais de votação numerados e, para cada um, as seções, o endereço, links para o Google Maps e o OpenStreetMap e o resultado do 1º turno ali. As regiões aproximam as áreas mais densas (Europa, Portugal, costa leste dos EUA, fronteiras do Brasil). Para compartilhar uma cidade, acrescente ao endereço da página #exterior- e o nome dela, como #exterior-Lisboa.
Eleitores aptos
917 mil
em 186 cidades de 133 países · 227 locais de votação
Abstenção
62,7%
574.345 não votaram · 341.766 votaram
Lula × Flávio
47,6 × 43,5
% dos válidos · 13.487 votos de diferença · 2022 (2º turno): Lula +2,6
Terceira via e brancos/nulos
40.479
29.595 na terceira via (8,9% dos válidos) e 10.884 brancos e nulos (3,2% dos votos)
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Região

O mapa (0,5 MB de desenho e dados) é carregado à parte, assim que esta parte da página se aproxima da tela.

Lula +20 ou maisLula até +20Flávio até +20Flávio +20 ou maiscírculo maior = mais eleitores aptos
Para quem vai agir lá fora
  • O voto que falta é o de quem não foi. 574.345 eleitores aptos no exterior não votaram no 1º turno, 43 vezes a diferença entre Lula e Flávio lá fora. Só cinco cidades (Lisboa, Boston, Nova York, Nagóia, Miami) somam 171.745 ausentes.
  • Três comunidades pesam mais e votam diferente. Portugal: 134.374 aptos, 62% de abstenção, Lula 52,5% × Flávio 38,6%. Estados Unidos: 265.022 aptos, 72% de abstenção, Lula 31,7% × Flávio 61,1%. Japão: 88.293 aptos, 59% de abstenção, Lula 15,3% × Flávio 71,8%.
  • A terceira via e os brancos e nulos somaram 40.479 votos, 3,0 vezes a diferença entre os dois. Cury teve 9.734, Renan 8.580, Caiado 4.708 e Zema 3.329; onde eles pesam mais, a conversa é sobre o 2º turno, não sobre o 1º.
  • Antes de 25 de outubro: confira o local e a seção no aplicativo e-Título ou no site do TSE (o local do 2º turno é o mesmo do 1º em todas as cidades, menos duas seções de Praga). No exterior só se vota para presidente, e só na cidade do título. Quem não puder votar justifica pelo e-Título no dia ou em até 60 dias.
  • Logística conta tanto quanto o argumento. Em 8 cidades com mais de 20 mil aptos, um único local recebe todos os eleitores: Lisboa (78.607), Porto (47.496), Nova York (38.953), Londres (37.448), Paris (26.957). Para quem mora longe, combinar a ida com amigos e família e conferir antes o trajeto de transporte público ajuda mais que qualquer post (oferecer transporte a eleitores, porém, é proibido).
CidadeAptosAbst. %AusentesLula %Flávio %3ª via %Br.+nulos %MargemVar. desde 2022
Portugal78.60763,649.96453,537,88,72,5+15,8−11,7
Estados Unidos53.35869,336.96824,469,85,91,8−45,4+3,3
Portugal47.49657,327.21752,538,39,22,7+14,2−14,0
Japão44.53663,428.21913,174,512,45,6−61,4+1,4
Estados Unidos40.05369,327.77518,874,27,02,1−55,4+2,8
Estados Unidos38.95374,028.81946,247,46,42,4−1,2+5,2
Reino Unido37.44860,522.65156,336,17,62,2+20,2+1,6
Japão30.02855,416.63618,867,913,37,4−49,2+4,0
França26.95760,916.41777,916,06,11,9+61,9+0,0
Estados Unidos26.38665,917.39215,078,76,31,4−63,7—
Itália24.59469,717.13950,240,69,23,9+9,6+5,4
Espanha23.46470,916.63154,535,79,84,1+18,7+8,6
Canadá20.95357,111.95453,738,28,13,4+15,5+5,3
Estados Unidos18.26274,813.65347,444,48,22,5+3,0+4,8
Estados Unidos18.14673,313.31051,439,59,12,7+11,9+12,0
Espanha17.25469,912.06973,219,77,12,7+53,5+6,5
Irlanda16.72049,78.30372,618,88,61,4+53,8−4,7
Estados Unidos16.43872,611.93829,359,810,94,0−30,6−3,6
Estados Unidos16.30169,211.27924,966,88,32,4−41,9+2,5
Estados Unidos15.49274,911.59657,535,07,52,9+22,6+2,5
Suíça15.09960,39.09850,039,710,33,5+10,3+4,3
Alemanha15.06645,56.86281,111,57,42,3+69,6+3,1
Itália14.15367,49.53757,633,39,04,0+24,3+7,2
Austrália14.03159,48.33755,732,012,22,8+23,7+2,7
Japão13.72949,66.81113,772,613,86,4−58,9+2,5
Alemanha13.37459,57.95163,624,312,02,5+39,3+5,9
Alemanha12.96156,67.34266,624,09,42,2+42,5+3,9
Países Baixos12.75249,46.30273,717,29,12,7+56,5+5,3
Estados Unidos12.45277,79.67355,135,49,53,1+19,7+10,0
Canadá12.08251,16.17056,432,810,83,4+23,6−0,5
Suíça11.88355,96.64645,444,010,63,3+1,4+0,7
Argentina11.74853,76.31366,127,36,62,3+38,8+9,3
Canadá10.95344,34.85264,924,710,43,5+40,2+6,9
Bélgica10.07349,54.98250,639,410,12,3+11,2−6,4
Estados Unidos9.18178,77.23029,463,76,92,9−34,3−8,9
Líbano8.91954,14.82265,429,35,35,2+36,1+19,8
Portugal8.27166,65.51041,148,910,03,3−7,8−12,7
Austrália6.24356,73.53857,031,012,04,1+26,0+1,3
Paraguai5.09449,22.5088,189,52,53,2−81,4+0,5
Suécia4.86646,42.25969,719,910,42,6+49,8+2,2
Reino Unido4.44784,43.75372,120,57,42,4+51,6—
México3.95866,82.64345,545,88,62,3−0,3+4,4
Chile3.55141,71.48247,141,011,94,7+6,0+7,8
Israel3.44278,82.71213,174,312,63,6−61,2−63,2
Áustria3.13451,41.61266,621,112,33,4+45,4+8,4
Nova Zelândia3.11889,12.77970,519,310,22,1+51,2+16,4
Guiana Francesa3.11763,01.96544,647,87,65,9−3,1+6,0
Emirados Árabes Unidos2.98853,31.59237,848,613,62,9−10,8+6,4
Dinamarca2.85646,71.33479,013,27,83,0+65,8+3,2
Bolívia2.76546,71.29213,681,45,03,1−67,8+1,2
França2.66067,11.78582,412,05,60,8+70,4—
Uruguai2.44845,11.10554,336,88,96,0+17,5+3,2
Canadá2.35739,292358,329,012,65,1+29,3+5,4
Paraguai2.20547,81.05423,669,76,77,8−46,2−0,7
Noruega2.18558,41.27667,022,410,62,8+44,6−2,4
Palestina2.13543,793393,24,02,93,7+89,2+10,7
Peru1.61653,085634,052,114,03,9−18,1−5,4
Colômbia1.49962,994346,547,85,75,2−1,3−14,3
Jordânia1.48944,165686,27,56,36,0+78,7+30,9
Suriname1.43060,887022,467,89,83,6−45,4−4,3
Panamá1.39951,672235,951,113,12,8−15,2+4,3
Finlândia1.27843,856068,522,49,13,5+46,2+4,5
Grécia1.21158,170339,746,613,82,8−6,9+3,3
Venezuela99473,473048,947,73,40,8+1,1—
Equador99365,565039,652,18,24,4−12,5+24,2
Argentina91859,054249,643,37,12,4+6,3+1,2
Paraguai89940,33623,694,51,92,2−90,9−2,7
Singapura86457,950054,626,419,04,4+28,2+7,3
Hungria81041,933971,320,08,61,5+51,3−14,4
Síria77584,865789,86,53,78,5+83,3—
Catar75852,039441,248,510,41,9−7,3+10,7
Polônia74861,145764,923,012,13,1+41,8−3,8
China73973,354264,122,713,38,1+41,4+14,1
Angola71662,344655,738,36,12,2+17,4+7,3
Costa Rica71447,333846,843,010,31,6+3,8+13,5
Tchéquia69040,427970,317,612,13,4+52,6+0,6
China66860,540440,643,016,47,6−2,5+5,6
África do Sul65759,739223,966,49,72,3−42,5−4,2
Paraguai65050,332720,074,25,88,7−54,2−12,3
Taiwan62262,939135,349,115,65,6−13,8−3,0
Uruguai61137,022628,361,99,84,7−33,5+2,9
Moçambique55759,132941,652,85,66,1−11,2−3,4
Coreia do Sul48553,425956,933,39,74,4+23,6−2,4
China41976,432052,238,09,87,1+14,1+54,3
Bolívia41840,016743,847,38,910,8−3,6+22,1
República Dominicana41552,521834,656,49,04,6−21,8+2,6
Bolívia41254,622530,864,34,91,1−33,5−10,0
África do Sul35552,118556,236,27,55,9+20,0−1,8
China34260,220677,616,46,01,5+61,2+30,8
Turquia32760,619870,923,65,51,6+47,2+23,3
Estônia32038,412374,710,015,33,6+64,7+2,1
Arábia Saudita31173,022762,726,510,81,2+36,1+4,8
Tailândia31067,120840,451,58,12,9−11,1−9,0
Guatemala28457,716428,056,815,31,7−28,8+17,0
Paraguai28147,01329,986,53,55,4−76,6−2,8
Rússia25266,316760,530,98,64,7+29,6−0,9
Argentina23550,611943,849,17,13,4−5,4+16,5
Filipinas22972,516641,953,24,81,6−11,3+9,6
Egito20366,013471,918,89,47,2+53,1+25,3
Guiana17870,212513,281,15,70,0−67,9+3,8
Indonésia17282,014125,861,312,90,0−35,5−4,6
Malásia17051,28753,732,913,41,2+20,7+13,6
Eslovênia16236,45962,225,512,24,9+36,7−0,6
El Salvador16147,87729,962,37,88,3−32,5−11,3
Honduras15261,29328,857,613,60,0−28,8−9,6
Cabo Verde14649,37255,728,615,75,4+27,1+3,2
Índia14164,59148,052,00,00,0−4,0−28,3
Kuwait13844,26174,016,49,65,2+57,5+112,4
Chipre13757,77942,135,122,81,7+7,0−15,9
Croácia13661,88460,435,44,27,7+25,0−0,7
Nicarágua13444,05947,850,71,48,0−2,9+2,6
Senegal13239,45264,630,45,11,2+34,2+19,6
Romênia13052,36850,035,514,50,0+14,5−16,4
Eslováquia12952,76860,322,417,24,9+37,9+7,1
Marrocos11759,87071,414,314,310,6+57,1+1,4
Sérvia11558,36762,527,110,40,0+35,4−10,5
Quênia11258,06556,537,06,52,1+19,6+4,3
Jamaica10381,68421,173,75,30,0−52,6−60,3
Bulgária9850,04972,317,010,64,1+55,3+7,1
Omã9760,85933,355,611,15,3−22,2+14,1
Cuba9256,55294,72,62,65,0+92,1—
Costa do Marfim9151,64754,529,515,90,0+25,0+2,9
Timor-Leste8947,24234,858,76,52,1−23,9−0,2
Guiné-Bissau8858,05145,945,98,10,00,0+11,1
Trinidad e Tobago8778,26821,152,626,30,0−31,6−46,1
Vietnã8261,05044,848,36,99,4−3,4−40,5
Nigéria8259,84981,218,80,03,0+62,5−5,5
Paraguai7853,8425,791,42,92,8−85,7−5,4
Turquia7751,94064,918,916,20,0+45,9+12,0
Venezuela72100,072——————
Bahrein6929,02036,257,46,44,1−21,3+16,2
Bahamas6972,55031,652,615,80,0−21,1−3,3
Ucrânia6564,64217,482,60,00,0−65,2—
Argentina6264,54031,868,20,00,0−36,4—
Uruguai5860,33533,342,923,88,7−9,5−30,7
Índia5580,04445,59,145,50,0+36,4+20,0
Argélia4835,41787,19,73,20,0+77,4—
Tunísia4753,22554,540,94,50,0+13,6−19,0
Irã4544,42056,044,00,00,0+12,0+17,9
Gana4369,83061,515,423,10,0+46,2+4,4
Argentina4187,83640,060,00,00,0−20,0—
Namíbia3764,92446,238,515,40,0+7,7+86,2
Tanzânia3452,91868,831,20,00,0+37,5−12,5
Haiti3384,828100,00,00,00,0+100,0+120,0
Nepal3259,4197,784,67,70,0−76,9−10,0
Líbia3093,328100,00,00,00,0+100,0—
Geórgia290,00——————
República Democrática do Congo270,00——————
Uruguai270,00——————
Zâmbia250,00——————
Barbados220,00——————
Uruguai190,00——————
São Tomé e Príncipe180,00——————
Gabão180,00——————
Paquistão180,00——————
Peru170,00——————
Camarões140,00——————
Armênia130,00——————
Belize130,00——————
Cazaquistão130,00——————
Sri Lanka120,00——————
Bósnia e Herzegovina110,00——————
Iraque100,00——————
Botsuana100,00——————
Guiana Francesa100,00——————
Albânia90,00——————
Benin80,00——————
Bolívia80,00——————
Santa Lúcia70,00——————
Togo70,00——————
Zimbábue70,00——————
Burkina Faso60,00——————
Mianmar60,00——————
Malaui60,00——————
Guiné Equatorial50,00——————
Azerbaijão50,00——————
Guiné50,00——————
Mali50,00——————
Etiópia30,00——————
Nigéria30,00——————
República do Congo20,00——————
Coreia do Norte10,00——————
Bangladesh10,00——————
Venezuela10,00——————
Bolívia10,00——————
Antígua e Barbuda10,00——————

Clique no título de uma coluna para ordenar e no nome de uma cidade para vê-la no mapa. Lula %, Flávio % e 3ª via % são dos votos válidos; brancos e nulos, do total de votos. Margem = Lula − Flávio, em pontos dos válidos. Variação = margem só entre os dois (Lula − Flávio sobre Lula + Flávio) menos a margem de Lula sobre Bolsonaro no 2º turno de 2022, na mesma cidade.

No exterior só há voto para presidente. Os números são do 1º turno de 2026 (341.766 votos; 41 seções não foram instaladas). Terceira via = Cury, Renan, Caiado, Zema e os cinco demais candidatos. Os locais são os do 2º turno, com o resultado que as mesmas seções deram no 1º; a posição de cada um vem da geocodificação do endereço oficial no OpenStreetMap e pode ter erro de alguns quarteirões; na dúvida, vale o endereço. Fontes: TSE (Dados Abertos: detalhe da votação e votação por seção de 2026, eleitorado por local de votação de 2026, votação por município e zona de 2022), Natural Earth (contornos dos países) e OpenStreetMap (mapa de ruas e, pelo Nominatim, coordenadas dos locais).

Gerações · há uma nova geração de eleitores mais à direita?

Em parte: a geração mais à direita é a dos 25 aos 44 anos, não a dos mais jovens

Hipótese: uma coorte de eleitores vem sendo formada para votar à direita, aparece com mais força em 2026 e não termina nela. Aqui ela é testada contra as pesquisas de véspera com recorte por idade (Datafolha, 2010 a 2026), o cadastro de eleitores do TSE e o voto por município. O voto é secreto: não existe resultado oficial por idade, então a medida direta vem das pesquisas, com a margem de erro delas.
Resposta curta

Os mais jovens não são essa geração. Desde que o adversário do PT passou a ser o bolsonarismo, a faixa de 16 a 24 anos ficou à esquerda do país: −5 ponto(s) em 2018, −5 em 2022 e −2 em 2026 (média das rodadas do Datafolha na reta final). Com o PSDB como adversário, em 2010 e 2014, ela estava levemente mais antipetista que a média (+2 e +2).

A geração à direita é a dos jovens adultos. Em 2026, os de 25 a 34 anos estão +3 e os de 35 a 44, +2 em relação ao país; em 2018 e 2022 essas faixas ficavam praticamente na média, um ponto ou dois acima (+1 e +1; +1 e +2). São os nascidos, grosso modo, entre 1982 e 2001, boa parte dos quais chegou à vida política adulta entre os protestos de 2013 e a eleição de 2018, e somam 39% do eleitorado. Na outra ponta, os de 60 anos ou mais foram de +1 em 2018 para −4 em 2026. O voto deixou de crescer à direita com a idade: virou um arco, com o pico nos 25 a 44 anos.

A mesma turma, envelhecendo. Quem tinha de 16 a 24 anos em 2018 (nascidos por volta de 1994–2002) estava −5 em 2018, −2 em 2022 e +2 em 2026: andou para a direita à medida que envelheceu. A turma de 2010, nas mesmas idades, quase não se moveu (+2, +1, 0 de 2010 a 2018). Com cinco eleições e faixas largas não dá para separar o que é geração do que é momento, mas o movimento está concentrado nessas idades, e não em todas ao mesmo tempo, como foi o salto de 2014 para 2018.

Entre os mais jovens, a direita que cresce não é a de Flávio. No 1º turno, Renan Santos (Missão) tinha 8% entre os de 16 a 24 anos no Datafolha de véspera, contra 3% no total, e 23% contra 5% na AtlasIntel. Em abril, a AtlasIntel tinha Flávio à frente entre os de 16 a 24 anos; na véspera, Lula. Os institutos também divergem: a Quaest, que agrupa 16 a 34 anos, põe essa faixa à direita do país. É ali, entre os mais jovens, que a disputa está aberta, e o voto de direita fora do bolsonarismo não aparece no 2º turno simulado.

Perfil social. O voto à direita do país em 2026 está entre homens (+5), evangélicos (+17), quem tem ensino médio (+4) ou superior (+5), renda familiar acima de 2 salários mínimos (+8 na faixa de 2 a 5) e no Sul (+13); do outro lado, Nordeste (−15), ensino fundamental (−12) e renda até 2 salários (−9). Somados, os recortes desenham um eleitor de renda média, escolarizado, evangélico e fora do Nordeste; não dá para afirmar que é o mesmo eleitor dos 25 a 44 anos, porque as tabelas publicadas não cruzam idade com nenhum desses recortes, nem com sexo.

Não deve terminar em 2026, mas também não é uma onda que cresce sozinha. Uma preferência que acompanha a mesma turma por várias eleições tende a persistir, e essa turma é grande e está no meio da vida. Mas a geração seguinte, que entra agora, não a repete: os municípios com mais eleitores de 16 a 24 anos andaram para a direita entre 2022 e 2026 tanto quanto os demais, e esses eleitores encolhem (18,2% do eleitorado em 2010, 12,1% em 2026) e comparecem menos (79% em 2022, contra 84% dos de 25 a 69).

16–24 anos em 2026
−2 ponto(s)
Flávio 47 entre os mais jovens × 49 no país · média das rodadas da reta final, 2º turno simulado; foram −5 em 2018 e −5 em 2022
25–44 anos em 2026
+3 e +2 pontos
25–34 e 35–44 anos; em 2022, +1 e +2: nascidos entre ~1982 e 2001, 39% do eleitorado
60 anos ou mais em 2026
−4 ponto(s)
eram +1 em 2018: os mais velhos foram para o outro lado
Peso dos 16–24 no eleitorado
12,1% em 2026
eram 18,2% em 2010; em 2022 compareceram 79%, contra 84% dos de 25 a 69
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1. Faixa etária × eleição: quem vota mais à direita que o país

Como ler. Cada célula é o voto no adversário do PT dentro da faixa etária menos o voto dele no país, em pontos dos votos válidos dos dois candidatos, na pesquisa Datafolha de véspera do 2º turno (em 2026, ainda sem 2º turno, a média das simulações Lula × Flávio das rodadas de 17/set a 3/out; o gráfico abaixo mostra por que uma rodada só não basta). Terracota: a faixa está mais à direita que o país; ardósia: mais à esquerda. Lendo na diagonal, para baixo e para a direita, acompanha-se aproximadamente a mesma geração envelhecendo. Diferenças de até 3 pontos estão dentro da margem de erro de cada faixa.
Faixa etária2010
Serra × Dilma
2014
Aécio × Dilma
2018
Bolsonaro × Haddad
2022
Bolsonaro × Lula
2026
Flávio × Lula
16-24 anos+2+2−5−5−2
25-34 anos−10+1+1+3
35-44 anos−3−3+1+2+2
45-59 anos−2−1−1−1+1
60+ anos+3+2+10−4
País (% do adversário do PT)4548554849
mais à esquerda que o paísmais à direita· — sem dado

2026, rodada a rodada. A subamostra de 16 a 24 anos de cada rodada do Datafolha tem margem de 4 a 6 pontos por candidato, e a faixa oscila de um lado para o outro do país entre rodadas seguidas. Os de 60 anos ou mais ficam abaixo do país em todas; os de 25 a 44, acima na maioria.

média usada no quadro 1−10−5país+5+1021/0803/0911/0917/0924/0901/1003/1016-24 anos, rodada de 21/08: +1,7 ponto(s)16-24 anos, rodada de 03/09: −7,1 ponto(s)16-24 anos, rodada de 11/09: −1,1 ponto(s)16-24 anos, rodada de 17/09: −4,6 ponto(s)16-24 anos, rodada de 24/09: +2,2 ponto(s)16-24 anos, rodada de 01/10: +0,5 ponto(s)16-24 anos, rodada de 03/10: −6,0 ponto(s)25-34 anos, rodada de 21/08: +1,7 ponto(s)25-34 anos, rodada de 03/09: +6,3 ponto(s)25-34 anos, rodada de 11/09: +3,3 ponto(s)25-34 anos, rodada de 17/09: +4,9 ponto(s)25-34 anos, rodada de 24/09: 0,0 ponto(s)25-34 anos, rodada de 01/10: +1,1 ponto(s)25-34 anos, rodada de 03/10: +6,0 ponto(s)35-44 anos, rodada de 21/08: +5,0 ponto(s)35-44 anos, rodada de 03/09: +4,5 ponto(s)35-44 anos, rodada de 11/09: 0,0 ponto(s)35-44 anos, rodada de 17/09: −1,6 ponto(s)35-44 anos, rodada de 24/09: +2,7 ponto(s)35-44 anos, rodada de 01/10: +2,7 ponto(s)35-44 anos, rodada de 03/10: +4,9 ponto(s)60+ anos, rodada de 21/08: −3,8 ponto(s)60+ anos, rodada de 03/09: −3,8 ponto(s)60+ anos, rodada de 11/09: −4,3 ponto(s)60+ anos, rodada de 17/09: −3,9 ponto(s)60+ anos, rodada de 24/09: −1,6 ponto(s)60+ anos, rodada de 01/10: −4,3 ponto(s)60+ anos, rodada de 03/10: −4,3 ponto(s)25-34 anos35-44 anos60+ anos16-24 anos

2. As turmas de entrada, eleição a eleição

Como ler. Cada linha é uma "turma": quem tinha de 16 a 24 anos numa eleição, acompanhada nas seguintes. O valor de cada ponto é a média das faixas etárias em que a turma está naquele ano, ponderada pelos anos de nascimento em comum (as faixas das pesquisas têm de 9 a 15 anos, e as eleições são a cada 4: é uma aproximação). Acima de zero, a turma vota mais à direita que o país.
muda o adversário:PSDB → bolsonarismo−8−6−4−2país+2+4+6+820102014201820222026↑ mais à direita que o país (pontos)Turma de 2010 (nascidos ~1986–1994) em 2010: +2,0 ponto(s) em relação ao paísTurma de 2010 (nascidos ~1986–1994) em 2014: +1,1 ponto(s) em relação ao paísTurma de 2010 (nascidos ~1986–1994) em 2018: +0,3 ponto(s) em relação ao paísTurma de 2010 (nascidos ~1986–1994) em 2022: +1,2 ponto(s) em relação ao paísTurma de 2010 (nascidos ~1986–1994) em 2026: +2,4 ponto(s) em relação ao paísTurma de 2014 (nascidos ~1990–1998) em 2014: +2,0 ponto(s) em relação ao paísTurma de 2014 (nascidos ~1990–1998) em 2018: −2,3 ponto(s) em relação ao paísTurma de 2014 (nascidos ~1990–1998) em 2022: +0,3 ponto(s) em relação ao paísTurma de 2014 (nascidos ~1990–1998) em 2026: +2,8 ponto(s) em relação ao paísTurma de 2018 (nascidos ~1994–2002) em 2018: −5,0 ponto(s) em relação ao paísTurma de 2018 (nascidos ~1994–2002) em 2022: −2,3 ponto(s) em relação ao paísTurma de 2018 (nascidos ~1994–2002) em 2026: +2,4 ponto(s) em relação ao paísTurma de 2022 (nascidos ~1998–2006) em 2022: −5,0 ponto(s) em relação ao paísTurma de 2022 (nascidos ~1998–2006) em 2026: +0,2 ponto(s) em relação ao paísTurma de 2026 (nascidos ~2002–2010) em 2026: −2,0 ponto(s) em relação ao paísturma de 2014nasc. 1990–1998turma de 2010nasc. 1986–1994turma de 2018nasc. 1994–2002turma de 2022nasc. 1998–2006turma de 2026nasc. 2002–2010

3. Os jovens no 1º turno

Como ler. Intenção de voto nos válidos entre os eleitores de 16 a 24 anos, com o país entre parênteses, na véspera do 1º turno (Datafolha). "Bloco de direita" soma o adversário principal e os demais candidatos de direita e centro-direita (2010: Serra, Eymael, Levy; 2014: Aécio, Pastor Everaldo, Levy, Eymael; 2018: Bolsonaro, Alckmin, Amoêdo, Alvaro Dias, Daciolo, Eymael; 2022: Bolsonaro, Soraya, D'Ávila, Kelmon, Eymael; 2026: Flávio, Renan, Caiado, Zema); Marina, Meirelles, Tebet e Cury ficam no centro, fora do bloco.
AnoPT entre 16–24 (país)Adversário principalBloco de direitaDesvio do bloco
201046 (50)31 (31)31 (31)0
201439 (44)26 (26)28 (28)0
201820 (25)38 (40)51 (54)−3
202256 (50)30 (36)32 (38)−6
202649 (45)34 (42)47 (51)−4
InstitutoPerguntaGrupoVotos válidosDesvio (Flávio × Lula)
AtlasIntel 27/041º turno16-24Flávio 37 × Lula 29 · bloco de direita 65 (+13)+10
AtlasIntel 02/101º turno16-24Flávio 27 × Lula 43 · bloco de direita 54 (+4)−9
Datafolha 03/101º turno16-24Flávio 34 × Lula 49 · bloco de direita 47 (−4)−7
Quaest 03/101º turno16-34Flávio 45 × Lula 41 · bloco de direita 45 (−6)+3
Datafolha 03/102º turno (simulação)16-24Flávio 43 × Lula 57−6
Quaest 03/102º turno (simulação)16-34Flávio 54 × Lula 46+3

4. Quem é o eleitor mais à direita: o perfil social

Como ler. A mesma conta do quadro 1, agora por sexo, escolaridade, renda, religião e região. As tabelas publicadas do Datafolha não cruzam idade com sexo, então não dá para medir à parte "os homens jovens"; o que se vê são os grupos um a um.
Grupo20102014201820222026
Sexo
Masculino−4+1+5+2+5
Feminino+3−2−5−3−4
Escolaridade
Fundamental−6−9−11−9−12
Médio+2+1+3+3+4
Superior+11+13+6+3+5
Renda familiar
Até 2 SM−6−11−13−9−9
Mais de 2 a 5 SM+1+2+6+7+8
Mais de 5 SM————+11
Mais de 5 a 10 SM+6+12+14+10—
Mais de 10 SM+13+17+12+13—
Religião
Católica−2——−7−6
Evangélica———+21+17
Evangélica pentecostal+3————
Evangélica não pentecostal+5————
Sem religião−4————
Região
Sudeste+3+8+8+4+4
Sul+9+7+10+12+13
Nordeste−13−18−23−19−15
Norte—−60+4—
Centro-Oeste—+8+11+13—
Norte/Centro-Oeste+1————
Centro-Oeste/Norte————+6
mais à esquerda que o paísmais à direita· — sem dado

5. O tamanho de cada geração no eleitorado

Como ler. Parcela do eleitorado de cada eleição por ano de nascimento (cadastro do TSE; as faixas de cinco anos são repartidas por igual entre os anos de nascimento). Os nascidos de 1997 em diante, a "geração Z" eleitoral, ainda são uma fatia pequena, e o eleitorado envelhece: os de 16 a 24 anos eram 18,2% em 2010 e são 12,1% em 2026.
20102010: Nascidos até 1964, 36,2% do eleitorado36%2010: 1965–1980, 33,0% do eleitorado33%2010: 1981–1996, 30,8% do eleitorado31%20142014: Nascidos até 1964, 31,8% do eleitorado32%2014: 1965–1980, 31,1% do eleitorado31%2014: 1981–1996, 35,9% do eleitorado36%2014: 1997 em diante, 1,1% do eleitorado20182018: Nascidos até 1964, 27,8% do eleitorado28%2018: 1965–1980, 29,4% do eleitorado29%2018: 1981–1996, 34,2% do eleitorado34%2018: 1997 em diante, 8,7% do eleitorado9%20222022: Nascidos até 1964, 24,1% do eleitorado24%2022: 1965–1980, 27,7% do eleitorado28%2022: 1981–1996, 32,5% do eleitorado33%2022: 1997 em diante, 15,8% do eleitorado16%20262026: Nascidos até 1964, 20,8% do eleitorado21%2026: 1965–1980, 26,5% do eleitorado26%2026: 1981–1996, 31,2% do eleitorado31%2026: 1997 em diante, 21,6% do eleitorado22%
Nascidos até 19641965–19801981–19961997 em diante
EleiçãoAlistados com 16–17 anos16–24 no eleitoradoComparecimento 18–24 (1º turno)Comparecimento 25–69
20102.379.58018,2%——
20141.638.75116,1%81,6%84,8%
20181.400.61715,1%80,6%84,2%
20222.116.78113,7%78,6%84,0%
20261.634.24412,1%——

O voto é facultativo aos 16 e 17 anos: o número de alistados nessa idade mede o interesse da turma que chega. O comparecimento por idade (2014, 2018, 2022) vem do arquivo de perfil do comparecimento do TSE; para 2010 ele não existe, e o de 2026 ainda não foi publicado.

6. O que o voto por município diz (e não diz)

Como ler. Para cada par de eleições, compara-se a variação do voto de direita entre os municípios com mais e menos eleitores de 16 a 24 anos, com efeito fixo de estado e controles de sexo e escolaridade do eleitorado. Se os jovens tivessem guinado para a direita mais que os idosos, os pontos ficariam à direita do zero. Terracota: adversário do PT entre os dois (PT + adversário); ardósia: bloco de direita nos válidos. A barra é o intervalo de 95%.
−100−75−50−250+25+50+75+100jovens andaram mais para a direita que os de 60+ →← andaram menos2010 → 2014 (1º turno)2010→2014, adversário do PT: −49,1 (intervalo de 95%: −91,2 a −7,0); 5.567 municípios2010→2014, bloco de direita: −40,6 (intervalo de 95%: −80,9 a −0,3); 5.567 municípios2014 → 2018 (1º turno)2014→2018, adversário do PT: −46,3 (intervalo de 95%: −79,5 a −13,1); 5.570 municípios2014→2018, bloco de direita: −27,1 (intervalo de 95%: −55,0 a +0,7); 5.570 municípios2018 → 2022 (1º turno)2018→2022, adversário do PT: +55,0 (intervalo de 95%: +36,3 a +73,8); 5.570 municípios2018→2022, bloco de direita: +26,4 (intervalo de 95%: +13,0 a +39,7); 5.570 municípios2022 → 2026 (1º turno)2022→2026, adversário do PT: −5,3 (intervalo de 95%: −13,9 a +3,3); 5.570 municípios2022→2026, bloco de direita: −14,9 (intervalo de 95%: −25,0 a −4,7); 5.570 municípios

Esta é a evidência mais fraca da seção, por três motivos: é associação entre lugares, não entre pessoas (os jovens de um município jovem não votam necessariamente como o município — a falácia ecológica); a parcela de jovens varia pouco entre municípios do mesmo estado, o que amplia qualquer ruído; e o cadastro mede quem está inscrito, não quem votou. Nos cortes transversais de cada eleição, sem diferenças, a mesma conta produz coeficientes impossíveis (10 de 14 acima de 100 pontos), porque a parcela de jovens se confunde com região e renda; por isso só as variações entre eleições aparecem aqui, e mesmo elas servem só como checagem das pesquisas.

Limites desta análise

  • Um instituto. A série usa o Datafolha de véspera (em 2026, as rodadas da reta final), presencial, com as mesmas cinco faixas etárias em todos os anos; a subamostra de 16 a 24 anos tem de mil a duas mil entrevistas, com margem de cerca de 3 pontos para cada candidato. Diferenças menores que isso não devem ser lidas.
  • "Direita" muda de sentido. O adversário do PT era o PSDB em 2010 e 2014 e o bolsonarismo de 2018 em diante; votar em Serra e votar em Flávio não são a mesma escolha. Por isso o quadro 1 mede antipetismo relativo, e o quadro 3 separa o bloco de direita do adversário principal.
  • Idade, período e coorte. Uma faixa que vota mais à direita pode ser efeito da idade (todo jovem é assim e muda depois), do momento (todos mudaram naquele ano) ou da geração (aquela turma é diferente e continua sendo). Com cinco eleições e faixas largas, só a geração que aparece de forma persistente em várias eleições, como no quadro 2, aponta para efeito de coorte.
  • Sem idade × sexo. As tabelas publicadas não cruzam as duas variáveis; a hipótese de que a nova direita jovem é sobretudo masculina não pode ser testada com elas. A única pista encontrada é de segunda mão: segundo o Correio Braziliense, que cita o Datafolha de véspera do 2º turno de 2018, os homens de 16 a 24 anos deram 60% dos válidos a Bolsonaro, e as mulheres da mesma idade, cerca de 60% a Haddad: naquele ano, os jovens se dividiam mais por sexo do que o país (60 × 50 entre homens e mulheres de todas as idades).
  • 2026 ainda não tem 2º turno. Até 25/out, o dado de 2026 é a média das simulações Lula × Flávio das rodadas do Datafolha de 17/set a 3/out, quando as pesquisas ainda subestimavam Flávio (ele terminou o 1º turno à frente); o desvio por faixa é relativo ao país na mesma pesquisa, o que desconta esse erro comum, mas não um erro concentrado numa faixa. Será refeito com a véspera do 2º turno.

Fontes: pesquisas Datafolha de véspera (2010 véspera do 2º turno; 2014 véspera do 2º turno; 2018 véspera do 2º turno; 2018 véspera do 2º turno; 2022 véspera do 2º turno; 2026 rodadas de 17/set a 3/out); demais pesquisas de 2026 na tabela do quadro 3. TSE, Dados Abertos: perfil do eleitorado 2010–2026, perfil do comparecimento e da abstenção 2014–2022, votação por município e zona 2010–2022; divulgação de resultados de 2026 (eleição 6257), por zona. Classificação ideológica dos candidatos por partido, própria. Código: coletar_eleitorado_idade.py, coletar_votos_historico.py, analisar_geracoes.py, geracoes.py.

Variáveis

A aprovação do governo é a variável que mais move a margem: de -2,6 a +2,5 pontos para Lula, conforme o cenário

Em uma frase: a aprovação do governo é o que mais mexe no placar: cada ponto a mais de aprovação vale cerca de 0,8 ponto de margem para Lula.

1 · Aprovação do governo
-2,6 a +2,5
pontos na margem de Lula se o fator for ao extremo (−3 / +3 p.p. → base de Lula) · elasticidade ≈0,8 voto/p.p. de aprovação (Lavareda: aprovação ≈ voto no 2º turno)
2 · Base de Flávio
-2,0 a +2,1
pontos na margem de Lula se o fator for ao extremo (evangélicos/segurança: +2 / −2 p.p.) · evangélicos ≈30% do eleitorado; Flávio 62×29 (Datafolha)
3 · Erro sistemático das pesquisas
-2,7 a +1,2
pontos na margem de Lula se o fator for ao extremo (-3 / +1 p.p.) · medição, não causa: pesquisas finais superestimaram o PT em 3 dos 5 últimos 2º turnos
Como ler. Cada barra mostra quanto a margem final muda se aquele fator for ao extremo pior para Lula (esquerda) ou melhor para Lula (direita). Barras mais longas = fatores mais decisivos. A última barra não é um fator de campanha: é o quanto as próprias pesquisas podem estar erradas.
Tornado semi-estrutural: cada variável é deslocada num intervalo plausível (documentado nas pesquisas) dentro de um modelo de transferência 1º → 2º turno calibrado na matriz de transferência declarada (PoderData 10–12/out; antes dela, a 2ª opção da Quaest de 3–6/set). A barra mede o efeito sobre a margem de Lula em votos válidos. A última barra não é causa, é medição: o erro sistemático das pesquisas.
-2 p.p. 0 p.p. +2 p.p. Aprovação do governo (−3 / +3 p.p. → base de Lula) Aprovação do governo (−3 / +3 p.p. → base de Lula): -2,6 a +2,5 p.p. na margem de Lula · elasticidade ≈0,8 voto/p.p. de aprovação (Lavareda: aprovação ≈ voto no 2º turno) Aprovação do governo (−3 / +3 p.p. → base de Lula): -2,6 a +2,5 p.p. na margem de Lula · elasticidade ≈0,8 voto/p.p. de aprovação (Lavareda: aprovação ≈ voto no 2º turno) -2,6 +2,5 Base de Flávio (evangélicos/segurança: +2 / −2 p.p.) Base de Flávio (evangélicos/segurança: +2 / −2 p.p.): -2,0 a +2,1 p.p. na margem de Lula · evangélicos ≈30% do eleitorado; Flávio 62×29 (Datafolha) Base de Flávio (evangélicos/segurança: +2 / −2 p.p.): -2,0 a +2,1 p.p. na margem de Lula · evangélicos ≈30% do eleitorado; Flávio 62×29 (Datafolha) -2,0 +2,1 Erro sistemático das pesquisas (-3 / +1 p.p.) Erro sistemático das pesquisas (-3 / +1 p.p.): -2,7 a +1,2 p.p. na margem de Lula · medição, não causa: pesquisas finais superestimaram o PT em 3 dos 5 últimos 2º turnos Erro sistemático das pesquisas (-3 / +1 p.p.): -2,7 a +1,2 p.p. na margem de Lula · medição, não causa: pesquisas finais superestimaram o PT em 3 dos 5 últimos 2º turnos -2,7 +1,2 Indecisos/brancos que decidem: divisão (35% / 65% Lula) Indecisos/brancos que decidem: divisão (35% / 65% Lula): -1,2 a +1,2 p.p. na margem de Lula · estoque de 10–17%; Atlas: independentes Lula 38 × Flávio 26 Indecisos/brancos que decidem: divisão (35% / 65% Lula): -1,2 a +1,2 p.p. na margem de Lula · estoque de 10–17%; Atlas: independentes Lula 38 × Flávio 26 -1,2 +1,2 Transferência da 3ª via para Lula (−1/3 / +50% vs. Quaest) Transferência da 3ª via para Lula (−1/3 / +50% vs. Quaest): -0,9 a +1,1 p.p. na margem de Lula · hoje ~2:1 para Flávio; se Cury/Caiado dividissem 50/50, +3 p.p. de margem Transferência da 3ª via para Lula (−1/3 / +50% vs. Quaest): -0,9 a +1,1 p.p. na margem de Lula · hoje ~2:1 para Flávio; se Cury/Caiado dividissem 50/50, +3 p.p. de margem -0,9 +1,1 Abstenção em relação a 2022 (cenários da seção Abstenção) Abstenção em relação a 2022 (cenários da seção Abstenção): -1,1 a +0,4 p.p. na margem de Lula · geográfico + perfil de quem falta (K = 0,25 p.p. por p.p.); de 25% de abstenção a mobilização no NE Abstenção em relação a 2022 (cenários da seção Abstenção): -1,1 a +0,4 p.p. na margem de Lula · geográfico + perfil de quem falta (K = 0,25 p.p. por p.p.); de 25% de abstenção a mobilização no NE -1,1 +0,4 Transferência da 3ª via para Flávio (−20% / +15%) Transferência da 3ª via para Flávio (−20% / +15%): -0,5 a +0,7 p.p. na margem de Lula · consolidação antipetista vs. dispersão em branco/nulo Transferência da 3ª via para Flávio (−20% / +15%): -0,5 a +0,7 p.p. na margem de Lula · consolidação antipetista vs. dispersão em branco/nulo -0,5 +0,7
Estrutura causal assumida (DAG)
Economia sentidaIPCA 4,4% · desemprego 5,3% · ICC mín. Segurança / corrupçãoviolência = problema nº1 · INSS · Lulinha Bolsonaro preso / Caso Mastercoesão da base × custo c/ moderados Tarifas EUA / soberania37,5% sobre 16,5% das exportações Aprovação do governo45–48% aprova · 48–53% desaprova · ↓ jul Rejeição (tetos)Lula 45–53% · Flávio 46–55% Tamanho da 3ª via + 2ª opção11,8% · migra ~1,3:1 para Flávio Voto declarado 2º turnonowcast Lula -1,3 (válidos) Abstenção diferencial21% (2022) → >22%; pesa mais na base Lula Erro de medição das pesquisasviés histórico: +0,8 pró-PT Resultado 25/outP(Lula) ≈ 18% afeta só o que observamos

Petróleo = efeito favorável a Lula; terracota = desfavorável; tracejado = canal de medição (afeta as pesquisas, não o voto). A aprovação é o mediador central: economia sentida e segurança entram por ela; a prisão de Bolsonaro e o caso Master atuam tanto na coesão da base de Flávio quanto na 2ª opção da terceira via.

VariávelLeitura atual (set/26)DireçãoIndicador antecedente a acompanhar
Aprovação do governoReal Time Big Data 45/52 (19–23/set) · BTG/Nexus 46/49 (25–27/set) · Datafolha 47/50 (22–23/set) · Quaest 43/50 (10–13/set) · CNT/MDA 47/48 (9–13/set) · Futura 44,1/53,1 (11–15/set) · Atlas 45,4/52,9 · PoderData 42/51; avaliação ótimo/bom 32% (Quaest) a 36,5% (Futura)↓ LulaOndas de set/out; desaprovação entre homens (50→57) e jovens (46→55) — Nunes/Quaest
Base de Flávio (evangélicos, homens, Sul/CO, renda média)Evangélicos 62×29 Flávio; homens 48×43; Sul 50×38 (Datafolha ago)estável/↑ FlávioMichelle nos palanques; percepção "Bolsonaro moderado" vs. "Bolsonaro corrupto" (Sanches/Atlas)
Transferência da 3ª viaZema 59/4 · Renan 58/14 · Marçal 47/19 · Cury 46/24 · Caiado 36/25 (Flávio/Lula)2:1 FlávioSe Cury ou Caiado neutralizarem ou dividirem 50/50, +3 p.p. para Lula; Caiado: "em nenhuma hipótese ao lado de Lula"
Indecisos / brancos / nulosÚltimas ondas entre 4,8% (AtlasIntel) e 14% (Quaest)neutroQueda do estoque para <8% indica cristalização; a divisão de quem decide move a margem em ±1,2 p.p.
Abstenção diferencialAbstenção 20,95% (2022) com projeção >22%; base de Lula (menor renda/NE) falta mais↓ LulaMobilização da militância; clima (chuvas); transporte gratuito nas capitais
Economia sentida49% dizem que piorou (Quaest ago); 64% renda subiu, só 10% acima do custo de vida; ICC no menor nível desde 2022↓ LulaIPCA ago (~10/set) e Copom (16/set); deflação de alimentos jun–ago ainda não convertida em percepção
Eventos judiciais / escândalos40% dizem que Lulinha prejudica muito Lula; 42% que Master prejudica muito Flávio (Quaest 1/set). Desde 10/set: inquérito sobre Flávio (Dark Horse) tornado público; crise do STF sobre o relatório da PF Moraes–Vorcarosimétrico nas pesquisas · pró-Flávio nos mercadosRetomada do julgamento do relatório Moraes–Vorcaro (vista de Dino em 15/set, até 90 dias); inquérito de Lulinha (autorizado 30/jul); restrições a Bolsonaro até 11/out; efeito da MP das bets (25/set) e da polêmica de Aparecida nas primeiras pesquisas com campo após 25/set; 12/out (dia da padroeira) no 2º turno
Debates e TVLula 5'31" vs. Flávio 4'20" de TV; ambos ausentes do debate da Band (23/ago); debate do pool SBT/CNN de 14/set cancelado em 8/set porque nenhum dos dois confirmou presençaneutroDebate de 1º/out (Globo) cancelado depois que Lula e Flávio desistiram: não há mais debate antes do 1º turno
Tendência

Rejeição: Lula 46% × Flávio 45% no Datafolha (23–24 out) e 47% × 52% na Quaest (17–20 out); Flávio é o mais rejeitado

Em uma frase: Lula e Flávio são rejeitados por quase metade do eleitorado (Datafolha 23–24 out: 46% × 45%), e esse teto limita quanto cada um ainda pode crescer.

Datafolha · 23–24 out
Lula 46% · Flávio 45%
não votariam "de jeito nenhum" · Lula +1
Quaest · 17–20 out
Lula 47% · Flávio 52%
não votariam "de jeito nenhum" · Flávio +5
Diferença entre institutos
4 pontos
a Quaest mede sistematicamente mais rejeição que o Datafolha: compare cada instituto com ele mesmo
Como ler. Rejeição é quem diz que não votaria no candidato "de jeito nenhum". Compare pontos do mesmo instituto (mesmo tipo de linha): institutos diferentes perguntam de formas diferentes, e a Quaest mede sistematicamente cerca de 4 pontos a mais que o Datafolha.
Rejeição = eleitores que dizem não votar "de jeito nenhum" no candidato. 48 pesquisas com esse indicador entre jul e out/2026, de 14 institutos. É o dado mais estável — e mais alto — de toda a corrida: ambos rejeitam mais da metade do eleitorado em pelo menos dois institutos.
LulaFlávio Bolsonaro— sólido: Datafolha · - - tracejado: Quaest · demais institutos na tabela
40% 45% 50% 55% 60% ago set out Lula · Datafolha · 20/08: 45% Lula · Datafolha · 2/09: 45% Lula · Datafolha · 10/09: 46% Lula · Datafolha · 16/09: 47% Lula · Datafolha · 23/09: 45% Lula · Datafolha · 7/10: 46% Lula · Datafolha · 14/10: 47% Lula · Datafolha · 22/10: 45% Lula · Datafolha · 24/10: 46% 46% Flávio · Datafolha · 20/08: 46% Flávio · Datafolha · 2/09: 47% Flávio · Datafolha · 10/09: 46% Flávio · Datafolha · 16/09: 47% Flávio · Datafolha · 23/09: 45% Flávio · Datafolha · 7/10: 49% Flávio · Datafolha · 14/10: 49% Flávio · Datafolha · 22/10: 46% Flávio · Datafolha · 24/10: 45% 45% Lula · Quaest · 3/08: 52% Lula · Quaest · 6/09: 53% Lula · Quaest · 20/09: 55% Lula · Quaest · 27/09: 55% Lula · Quaest · 13/10: 53% Lula · Quaest · 20/10: 47% 47% Flávio · Quaest · 3/08: 54% Flávio · Quaest · 6/09: 55% Flávio · Quaest · 20/09: 56% Flávio · Quaest · 27/09: 56% Flávio · Quaest · 13/10: 54% Flávio · Quaest · 20/10: 52% 52%
InstitutoCampoRejeição — LulaRejeição — FlávioDiferença
Futura (escolaridade pela PNAD)23–24 out46,2%−1,1 p.p.46,6%+1,4 p.p.Flávio +0,4 p.p.
Datafolha23–24 out46%+1 p.p.45%−1 p.p.Lula +1 p.p.
Ipespe20–22 out47%48%Flávio +1 p.p.
Alfa Inteligência18–22 out45%−1 p.p.44%−1 p.p.Lula +1 p.p.
Datafolha20–22 out45%−2 p.p.46%−3 p.p.Flávio +1 p.p.
Vox Brasil20–22 out44,8%−0,5 p.p.47,1%+1,8 p.p.Flávio +2,3 p.p.
PoderData19–21 out47%−1 p.p.45%+1 p.p.Lula +2 p.p.
Gerp19–21 out49%46%Lula +3 p.p.
Quaest17–20 out47%−6 p.p.52%−2 p.p.Flávio +5 p.p.
Futura (escolaridade pela PNAD)19–20 out47,3%45,2%Lula +2,1 p.p.
Gerp15–19 out49%46%Lula +3 p.p.
Alfa Inteligência15–19 out46%45%Lula +1 p.p.
PoderData16–18 out48%+2 p.p.44%−1 p.p.Lula +4 p.p.
BTG/Nexus16–18 out47,8%−3,2 p.p.46,8%−0,2 p.p.Lula +1 p.p.
Vox Brasil15–17 out45,3%+0,1 p.p.45,3%+1,1 p.p.Empate
Futura Inteligência16–17 out47,4%+0,2 p.p.45,8%−0,3 p.p.Lula +1,6 p.p.
Gerp14–16 out49%−4 p.p.46%+4 p.p.Lula +3 p.p.
PoderData13–15 out46%45%+1 p.p.Lula +1 p.p.
Futura Inteligência14–15 out47,2%+0,3 p.p.46,1%+3 p.p.Lula +1,1 p.p.
Datafolha13–14 out47%+1 p.p.49%Flávio +2 p.p.
Quaest10–13 out53%−2 p.p.54%−2 p.p.Flávio +1 p.p.
Palver (calibração v3)10–13 out50%48%Lula +2 p.p.
PoderData10–12 out46%44%+1 p.p.Lula +2 p.p.
Gerp10–12 out53%+4 p.p.42%+2 p.p.Lula +11 p.p.
BTG/Nexus10–12 out51%+3 p.p.47%−4 p.p.Lula +4 p.p.
Vox Brasil5–7 out45,2%44,2%Lula +1 p.p.
PoderData5–7 out46%−1 p.p.43%−3 p.p.Lula +3 p.p.
Datafolha6–7 out46%+1 p.p.49%+4 p.p.Flávio +3 p.p.
Futura Inteligência2–3 out46,9%43,1%Lula +3,8 p.p.
PoderData30 set–2 out47%46%Lula +1 p.p.
Real Time Big Data26–30 set49%−1 p.p.49%Empate
Quaest24–27 set55%56%Flávio +1 p.p.
BTG/Nexus25–27 set48%−1 p.p.51%+1 p.p.Flávio +3 p.p.
Real Time Big Data19–23 set50%49%−1 p.p.Lula +1 p.p.
Datafolha22–23 set45%−2 p.p.45%−2 p.p.Empate
Quaest17–20 set55%+2 p.p.56%+1 p.p.Flávio +1 p.p.
BTG/Nexus18–20 set49%50%Flávio +1 p.p.
Gerp14–16 set49%+2 p.p.40%−6 p.p.Lula +9 p.p.
Datafolha15–16 set47%+1 p.p.47%+1 p.p.Empate
Datafolha8–10 set46%+1 p.p.46%−1 p.p.Empate
Palver4–7 set52%51%Lula +1 p.p.
Quaest3–6 set53%+1 p.p.55%+1 p.p.Flávio +2 p.p.
Datafolha1–2 set45%47%+1 p.p.Flávio +2 p.p.
Real Time Big Data27–31 ago50%50%Empate
AtlasIntel25–30 ago52%52,7%Flávio +0,7 p.p.
Datafolha18–20 ago45%46%Flávio +1 p.p.
Quaest31 jul–3 ago52%54%Flávio +2 p.p.
Gerp15–17 jul47%46%Lula +1 p.p.

O teto é o dado mais estável da corrida

Enquanto a vantagem no 2º turno oscila 1–6 p.p. entre pesquisas de um mesmo mês, a rejeição varia no máximo 1–2 p.p. entre ondas do mesmo instituto — a série com menor ruído de todo o painel.

Mesmo hiato metodológico do estoque de indecisos

Datafolha mede rejeição cerca de 4 p.p. mais baixa que a Quaest para os dois candidatos — o mesmo padrão do estoque de indecisos. A diferença é de método de pergunta, não de momento da corrida.

Rejeição parou de andar junto com a intenção de voto

De agosto ao início de setembro, Flávio liderava a rejeição em toda pesquisa (+1 a +2 p.p.). Nas ondas de setembro do Datafolha a diferença ficou empatada (46×46, 47×47 e 45×45) e Palver (4–7/set) já tinha Lula mais rejeitado. A Gerp (14–16/set), a pesquisa mais favorável a Flávio no 2º turno, mediu o oposto (Lula 49×40, +9 p.p.) — provavelmente o mesmo efeito de casa pró-Flávio já identificado na seção "Viés", não uma virada real. A BTG/Nexus (18–20/set) volta a um padrão mais típico, com os dois quase empatados e leve vantagem de Flávio (50×49); a Quaest (17–20/set) segue a mesma direção, com os dois na maior rejeição da série (56×55) e Flávio ainda 1 p.p. à frente. Nas ondas de 24–27/set, a Quaest repete 56×55 e a BTG/Nexus abre a maior diferença do instituto no mês (Flávio 51 × Lula 48); na véspera, Real Time Big Data (49×49) e PoderData (Lula 47 × Flávio 46) voltam ao empate. Quaest (7/set): 43% temem a volta do bolsonarismo, 43% temem a continuidade de Lula — paridade de medo.

Implicação para os cenários

Rejeição mútua de 45–56% limita o teto de crescimento dos dois: nenhum tem espaço óbvio para converter indecisos em vantagem decisiva — daí 30% de probabilidade de resultado dentro de ±1,5 p.p. no ensemble.

Tendência

Entre 4,8% e 14% do eleitorado ainda não escolheu ou pretende votar branco ou nulo, conforme o instituto (dados até 3/10; as pesquisas pós-1º turno trazem só brancos, nulos e indecisos agregados, na tabela acima)

Em uma frase: entre 4,8% e 14% do eleitorado ainda não escolheu ou pretende votar branco/nulo, conforme o instituto — pouco para uma virada grande, mas suficiente para decidir uma eleição apertada.

Menor estoque · AtlasIntel
4,8%
brancos, nulos e indecisos no cenário Lula × Flávio · campo 23–28 set
Maior estoque · Quaest
14%
brancos, nulos e indecisos no cenário Lula × Flávio · campo 2–3 out
Efeito possível no placar
até ±1,2 pontos
na margem Lula − Flávio, conforme os indecisos se dividam entre os dois
Como ler. Cada cor é um instituto. Compare a inclinação dentro da mesma linha, não a altura entre linhas: cada instituto pergunta de um jeito, por isso os níveis diferem.
Série por instituto no cenário Lula × Flávio Bolsonaro, de março até a véspera do 1º turno. Cada instituto mede de um jeito diferente (Quaest separa "branco/nulo" de "indeciso"; Datafolha idem; alguns só publicam o resíduo) — por isso a comparação vale dentro de cada série, não necessariamente entre institutos.
DatafolhaGenial/QuaestAtlasIntel
0% 5% 10% 15% 20% mar abr mai jun jul ago set out Datafolha · 7/03: 11% Datafolha · 20/08: 11% Datafolha · 3/09: 11% Datafolha · 11/09: 10% Datafolha · 23/09: 8% Datafolha · 1/10: 7% Datafolha · 3/10: 8% 8% Quaest · 3/08: 17% Quaest · 1/09: 17% Quaest · 13/09: 18% Quaest · 20/09: 17% Quaest · 27/09: 16% Quaest · 3/10: 14% 14% AtlasIntel · 27/07: 7,9% AtlasIntel · 30/08: 10,3% AtlasIntel · 9/09: 7,4% AtlasIntel · 28/09: 4,8% 4,8%
InstitutoCampoBranco/nuloIndeciso/NSEstoque total
Futura Inteligência2–3 out5,7%1,2%6,9%
Quaest2–3 out13%1%14%−2 p.p.
Datafolha2–3 out6%2%8%+1 p.p.
Palver30 set–3 out6%1%7%
CNT/MDA30 set–2 out7,6%1,9%9,5%−3,2 p.p.
Gerp30 set–2 out6%1%7%
Datafolha28 set–1 out6%1%7%−1 p.p.
DataTrends28–30 set7%3%10%
Real Time Big Data26–30 set5%4%9%−2 p.p.
AtlasIntel23–28 set4,8%—4,8%−2,6 p.p.
BTG/Nexus25–27 set8%1%9%+2 p.p.
Quaest24–27 set13%3%16%−1 p.p.
Datafolha22–23 set7%1%8%−2 p.p.
Real Time Big Data19–23 set8%3%11%
Quaest17–20 set14%3%17%−1 p.p.
BTG/Nexus11–13 set——7%
Indexa10–13 set——15%
Quaest10–13 set13%5%18%+1 p.p.
CNT/MDA9–13 set10,2%2,5%12,7%
Datafolha8–11 set——10%−1 p.p.
AtlasIntel4–9 set7,4%—7,4%−2,9 p.p.
Datafolha1–3 set9%2%11%
Quaest30 ago–1 set13%4%17%
AtlasIntel25–30 ago10,3%—10,3%+2,4 p.p.
Datafolha18–20 ago9%2%11%
Quaest31 jul–3 ago13%4%17%
AtlasIntel22–27 jul7,9%—7,9%
Datafolha5–7 mar——11%

Datafolha — baixo e caindo na reta final

Série: 11% → 11% → 11% → 10% → 8% → 7% → 8% (última: 2–3 out). Ficou em 10–11% de março ao início de setembro e encolheu nas últimas ondas: eleitorado mais cristalizado nessa metodologia, com pouca abertura para entrantes.

Genial/Quaest — o estoque mais alto da base

Série: 17% → 17% → 18% → 17% → 16% → 14% (última: 2–3 out). Quase o dobro do Datafolha, mais por brancos e nulos (13–14%) que por indecisos. Consistente com metodologia presencial domiciliar, que historicamente capta mais indecisão.

AtlasIntel — oscilou e encolheu

Série: 7,9% → 10,3% → 7,4% → 4,8% (última: 23–28 set). A alta de agosto se desfez em 4–9/set, e o estoque que saiu foi para Flávio (a margem passou de Lula +4,5 para Flávio +0,2). Na última onda, quase não sobra eleitor fora dos dois.

Leitura para os cenários

Na véspera do 1º turno, as últimas ondas de cada instituto ficam entre 4,8% (AtlasIntel) e 14% (Quaest). Onde o estoque encolheu, o destino variou: na AtlasIntel foi para Flávio; no Datafolha, Lula subiu um ponto. Entra no modelo como a variável "divisão dos indecisos" do tornado.

Comparecimento

Cada ponto a mais de abstenção custa cerca de 0,25 ponto de margem a Lula: quem falta às urnas e a quem isso custa

Em uma frase: um em cada cinco eleitores costuma faltar, e quem falta é mais pobre e menos escolarizado, grupos em que Lula lidera. Por isso cada ponto a mais de abstenção custa a Lula cerca de 0,25 ponto de margem. O efeito é real, mas limitado: mesmo uma abstenção de 25%, bem acima do padrão de 2022, tiraria 1,1 ponto de Lula (chance de 17% para 7%).

Como ler. As pesquisas entrevistam eleitores aptos, não quem vai de fato votar; quem falta muda a conta. O painel separa dois efeitos. O geográfico: cada estado pesa no total pelo seu comparecimento, então faltar mais onde um candidato lidera reduz o peso desse estado. O de perfil: dentro de cada estado, quem falta é mais pobre e menos escolarizado. Os cenários medem só o desvio em relação a 2022, porque o padrão daquele ano já está embutido no desconto do erro histórico.
Abstenção em 2022
20,95% · 20,59%
1º e 2º turnos. Pela primeira vez desde 2006 a abstenção caiu no 2º turno; nas outras eleições, sempre subiu.
Eleitorado 2026
158,7 milhões
22,1 milhões (14%) com voto facultativo, 17 milhões deles com 70 anos ou mais, 15,8% a mais que em 2022.
Cada +1 ponto de abstenção
−0,25 na margem de Lula
se o aumento for igual em todo o país; −0,20 se for só no Nordeste
Se a abstenção chegar a 25%
Lula 7% · Flávio 93%
hoje, com abstenção igual à de 2022: Lula 17%. Margem -1,1 ponto.
Ler a análise completa≈ 5 min de leitura
Cenário (desvio em relação a 2022)Efeito geográficoEfeito de perfilTotal na margem (faixa)LulaFlávio
Abstenção igual à de 2022 (20,6%)0,000,000,00 (0,0 a 0,0)17%83%
Sobe para cerca de 22% em todo o país (projeção de analistas)0,00-0,35-0,35 (0,0 a -0,6)13%87%
Sobe para cerca de 25% em todo o país (cenário de desinteresse)+0,01-1,10-1,09 (0,0 a -1,8)7%93%
Nordeste falta mais: +3 p.p. só no NE-0,38-0,21-0,59 (-0,4 a -0,7)11%89%
Sul e Centro-Oeste faltam mais: +3 p.p. só em S e CO+0,20-0,17+0,03 (+0,2 a -0,1)17%83%
Mobilização no Nordeste: −2 p.p. só no NE+0,25+0,14+0,39 (+0,2 a +0,5)21%79%
Repete a variação 1º→2º turno de 2022, UF por UF-0,04+0,09+0,06 (0,0 a +0,1)17%83%

Margem em pontos de votos válidos (Lula − Flávio). Chance de vitória pelo modelo de pesquisas, mesma simulação do restante do painel, mudando só o nível. O efeito de perfil usa K = 0,25 ponto de margem por ponto de abstenção, calibrado na estimativa de que cada 4 pontos a mais de abstenção tiram cerca de 1 ponto da vantagem de Lula (Adriano Laureno, citado pelo InfoMoney); a faixa entre parênteses vai de K = 0 (quem falta vota igual a quem comparece) a K = 0,4.

RegiãoEleitorado 2026Abstenção 1º turno 2022Abstenção 2º turno 2022Margem 2022Margem 2026 estimada
Sudeste42,0%22,0%21,2%-8,5-11,5
Nordeste27,6%19,5%19,3%+38,6+34,7
Sul14,5%19,3%18,6%-23,8-27,3
Norte8,3%20,9%22,9%-2,1-7,2
Centro-Oeste7,6%21,4%20,5%-20,4-20,9

Abstenção ponderada pelo eleitorado de 2026 a partir das taxas por UF (CNN Brasil, rankings dos dois turnos de 2022; fonte única, com os saltos do Amapá e de Roraima entre os turnos ainda a conferir no TSE). Margem 2022 = resultado oficial do 2º turno por região; a reconstrução coincide com os números publicados (Sudeste -8,5, Nordeste +38,6, Sul -23,8). Margem 2026 = margem de 2022 + swing estimado nas pesquisas estaduais, alinhada ao placar nacional do modelo.

EleiçãoAbstenção 1º turnoAbstenção 2º turno
200616,75%18,99%
201018,12%21,50%
201419,39%21,10%
201820,32%21,29%
202220,95%20,59%
2026~22% (projeção de analistas)—

Fontes: TSE via CNN Brasil, Gazeta do Povo, Poder360 e Agência Brasil. A abstenção subiu no 1º turno em todas as eleições desde 2006. A projeção de cerca de 22% para 2026 é de analistas citados pela imprensa, não de modelo publicado; há quem fale em 25% somando brancos e nulos.

Quem falta

No 1º turno de 2022, a abstenção foi de 52% entre analfabetos (voto facultativo) e de 12% entre quem tem curso superior; cerca de 55% dos ausentes tinham no máximo o ensino fundamental, grupo que é 40% do eleitorado. Por idade, faltaram 34,5% dos eleitores com 60 anos ou mais e 58,9% dos com 70 ou mais; entre os obrigados a votar, os jovens de 18 a 29 anos comparecem menos. Homens faltaram mais que mulheres (21,9% × 19,8%). Não há dado oficial de abstenção por renda, mas o perfil de escolaridade e região aponta para o eleitor mais pobre (fontes: Congresso em Foco e InfoMoney, com dados do TSE; Jairo Nicolau, SciELO).

Por que isso pesa mais contra Lula

Lula lidera entre os menos escolarizados, os mais pobres e no Nordeste: a abstenção, quando cresce, tende a crescer onde está o seu eleitor. Por isso o efeito de perfil é quase sempre negativo para ele, mesmo em cenários em que a abstenção sobe nas regiões de Flávio: no cenário "Sul e Centro-Oeste faltam mais", o ganho geográfico de Lula (+0,2 ponto) é quase todo anulado pelo perfil (total +0,03). A alavanca dele é o inverso, mobilizar o Nordeste: dois pontos a menos de abstenção na região valem +0,4 ponto de margem (chance 21%). Para Flávio, o risco simétrico é menor: suas bases (Sul, Centro-Oeste, eleitor de renda média) têm abstenção mais baixa e menos volátil.

O que 2022 ensina

Três achados limitam o alarme. Jairo Nicolau (FGV) concluiu que a abstenção desigual de 2022 não alterou o resultado agregado. O estudo do Ipea (Pereira et al., 2023) não encontrou efeito do transporte público gratuito, liberado pelo STF no 2º turno, nem no comparecimento nem no resultado. E a hipótese de que a abstenção explicou o erro das pesquisas no 1º turno de 2022 não tem apoio nas análises publicadas: as explicações recorrentes são voto envergonhado e decisão de última hora. Repetir em 2026 a variação de comparecimento entre os turnos de 2022, estado por estado, muda a margem em +0,06 ponto.

O que muda em 2026

O eleitorado cresceu para 158,7 milhões e ficou mais velho: são 17 milhões de eleitores com 70 anos ou mais, para quem o voto é facultativo e a abstenção passou de 50% em 2022. Cerca de 20 capitais confirmaram transporte gratuito em 4/out (Res. TSE 23.751/2026), mas a evidência de 2022 sugere efeito pequeno. O feriado prolongado de 10 a 12/out cai entre os turnos, não no dia da votação. Nenhuma pesquisa de 2026 publicou Lula × Flávio só entre quem diz que vai votar com certeza; o Datafolha de 5/set registrou 57% dos eleitores "mais decididos a votar" que em 2022.

Limitações: a tabela de abstenção por UF tem uma única fonte (CNN Brasil, a partir do TSE); o parâmetro K vem de uma única estimativa publicada, por isso a faixa de 0 a 0,4 é mostrada em todos os cenários; o modelo trata abstenção como desvio do padrão de 2022 e não estima comparecimento individual, que exigiria microdados de pesquisa com pergunta de certeza de voto.

Migração

Para onde vão os 33 milhões que faltaram, os 9 milhões da terceira via e os 6 milhões de brancos e nulos

Em uma frase: Sem campanha dirigida, a migração leva a margem para −2,7 pontos (80% entre −3,5 e −2,0). Uma campanha forte de conversa pessoal, com 500 mil voluntários iniciais e a eficácia que a literatura mede, rende +32 mil votos de saldo e move a margem em 0,0 ponto; a máxima, +0,1. A virada exigiria +5,1 mi: com o alcance forte, a conversão por contato teria de ser 23 vezes a da literatura na terceira via. A chance de Lula, com a deriva das pesquisas, vai de 0,0% sem campanha a 0,0% com a forte. A manchete não muda: isto é análise condicional, não previsão.

Como ler. O resultado oficial por UF é o estado inicial: cada eleitor está numa de oito caixas (votou em Lula, em Flávio, em cada um dos candidatos da 3ª via, branco/nulo ou não votou). Uma cadeia de Markov leva cada caixa aos quatro destinos do 2º turno (Lula, Flávio, branco/nulo, não vota) com uma matriz de transição sorteada: cada linha é uma Dirichlet em torno da 2ª opção declarada (Quaest, 3–6/set) e dos fluxos de comparecimento. Por cima, uma segunda cadeia, diária, acompanha a campanha de conversa pessoal do guia "Três nomes, três semanas" (5 a 24/out): quem é alcançado, quem faz um plano de voto, quem confirma, quem desiste. "Sem campanha dirigida" não é "sem campanha": a 2ª opção e os fluxos de 2022 já contêm a campanha normal dos dois lados; o que a escada mede é o acréscimo de uma mobilização organizada junto a esses três grupos. 20 mil sorteios por célula, os mesmos números aleatórios em todas (comparação pareada).
Saldo da campanha forte
+32 mil votos
80% entre +10 mil e +77 mil; 500 mil voluntários iniciais, 1,3 mi ao fim. O guia pede +5,1 mi.
Chance de Lula: sem → forte
0,0% → 0,0%
com a deriva das pesquisas, como no modelo principal (16,6%; MCMC 23,3%). Só pela migração, sem deriva: 0,0% → 0,0%.
Abstenção esperada no 2º turno
21,5%
80% entre 20,2% e 22,8%; foi 21,1% no 1º turno. Saem 6,1 mi, entram 5,7 mi.
Conversão necessária × literatura
23× na 3ª via
para cumprir a meta do guia com o alcance forte, 1 em menos de 1 contato teria de virar voto; a literatura dá 1 em 20.
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1. A campanha dia a dia: quantos eleitores a conversa alcança e converte

Como ler. Cenário forte, sem resposta de Flávio: 1,3 mi voluntários ao fim (80% entre 584 mil e 2,5 mi), cada um com três nomes (um ausente, um da 3ª via ou branco/nulo, um indeciso). A linha é o estoque de eleitores com plano de voto ou confirmados; a faixa, 80% dos sorteios. As fases seguem o calendário do guia: largada (5–6), 1ª conversa (7–11), pausa de Aparecida (12), 2ª conversa (13–18), fechamento (19–22), confirmação (23–24). A cadeia começa em 22/10; hoje é 25/10.
Largada 1ª conversa Pausa (Aparecida) 2ª conversa Fechamento Confirmação 0 0 mil 0 mil 0 mil 0 mil 0 mil 05/10 07/10 09/10 11/10 13/10 15/10 17/10 19/10 21/10 23/10 eleitores com plano de voto ou confirmados, por bolsão (mediana e faixa de 80%); fundo mais escuro = fase de conversa mais intensa Ausentes trazidos às urnas 3ª via e brancos/nulos Eleitores brandos de Flávio
S0 · não alcançadoS1 · alcançadoS2 · plano de votoS3 · confirmadoS4 · recusou ou foi deixado

Ao fim da campanha forte, nos ausentes: 3,8% do bolsão de 32,9 mi alcançados, 0,00% com plano de voto ou confirmados. Os contatos são poucos diante do bolsão: o gargalo é o alcance, não a conversa.

2. A margem do 2º turno em cada cenário

Como ler. Distribuição da margem Lula − Flávio só pela migração (resultado oficial + matriz de transição + campanha), sem a deriva das pesquisas: é o que o voto contado e a 2ª opção declarada permitem dizer. Barras: sem campanha dirigida. Linhas: moderada (100 mil voluntários iniciais), forte (500 mil) e máxima (2 milhões, teto de 5% dos votos de Lula). A linha tracejada é a mediana do modelo principal, que parte das pesquisas e do voto contado e inclui a deriva até 25/out.
margem −8,00 a −7,75 p.p. · sem campanha dirigida: 0.0% dos sorteios margem −7,75 a −7,50 p.p. · sem campanha dirigida: 0.0% dos sorteios margem −7,50 a −7,25 p.p. · sem campanha dirigida: 0.0% dos sorteios margem −7,25 a −7,00 p.p. · sem campanha dirigida: 0.0% dos sorteios margem −7,00 a −6,75 p.p. · sem campanha dirigida: 0.0% dos sorteios margem −6,75 a −6,50 p.p. · sem campanha dirigida: 0.0% dos sorteios margem −6,50 a −6,25 p.p. · sem campanha dirigida: 0.0% dos sorteios margem −6,25 a −6,00 p.p. · sem campanha dirigida: 0.0% dos sorteios margem −6,00 a −5,75 p.p. · sem campanha dirigida: 0.0% dos sorteios margem −5,75 a −5,50 p.p. · sem campanha dirigida: 0.0% dos sorteios margem −5,50 a −5,25 p.p. · sem campanha dirigida: 0.0% dos sorteios margem −5,25 a −5,00 p.p. · sem campanha dirigida: 0.0% dos sorteios margem −5,00 a −4,75 p.p. · sem campanha dirigida: 0.0% dos sorteios margem −4,75 a −4,50 p.p. · sem campanha dirigida: 0.0% dos sorteios margem −4,50 a −4,25 p.p. · sem campanha dirigida: 0.3% dos sorteios margem −4,25 a −4,00 p.p. · sem campanha dirigida: 0.9% dos sorteios margem −4,00 a −3,75 p.p. · sem campanha dirigida: 2.6% dos sorteios margem −3,75 a −3,50 p.p. · sem campanha dirigida: 5.2% dos sorteios margem −3,50 a −3,25 p.p. · sem campanha dirigida: 8.7% dos sorteios margem −3,25 a −3,00 p.p. · sem campanha dirigida: 13.7% dos sorteios margem −3,00 a −2,75 p.p. · sem campanha dirigida: 17.0% dos sorteios margem −2,75 a −2,50 p.p. · sem campanha dirigida: 17.2% dos sorteios margem −2,50 a −2,25 p.p. · sem campanha dirigida: 14.2% dos sorteios margem −2,25 a −2,00 p.p. · sem campanha dirigida: 9.6% dos sorteios margem −2,00 a −1,75 p.p. · sem campanha dirigida: 5.8% dos sorteios margem −1,75 a −1,50 p.p. · sem campanha dirigida: 3.0% dos sorteios margem −1,50 a −1,25 p.p. · sem campanha dirigida: 1.1% dos sorteios margem −1,25 a −1,00 p.p. · sem campanha dirigida: 0.5% dos sorteios margem −1,00 a −0,75 p.p. · sem campanha dirigida: 0.2% dos sorteios margem −0,75 a −0,50 p.p. · sem campanha dirigida: 0.1% dos sorteios margem −0,50 a −0,25 p.p. · sem campanha dirigida: 0.0% dos sorteios margem −0,25 a 0,00 p.p. · sem campanha dirigida: 0.0% dos sorteios margem 0,00 a +0,25 p.p. · sem campanha dirigida: 0.0% dos sorteios margem +0,25 a +0,50 p.p. · sem campanha dirigida: 0.0% dos sorteios margem +0,50 a +0,75 p.p. · sem campanha dirigida: 0.0% dos sorteios margem +0,75 a +1,00 p.p. · sem campanha dirigida: 0.0% dos sorteios margem +1,00 a +1,25 p.p. · sem campanha dirigida: 0.0% dos sorteios margem +1,25 a +1,50 p.p. · sem campanha dirigida: 0.0% dos sorteios margem +1,50 a +1,75 p.p. · sem campanha dirigida: 0.0% dos sorteios margem +1,75 a +2,00 p.p. · sem campanha dirigida: 0.0% dos sorteios margem +2,00 a +2,25 p.p. · sem campanha dirigida: 0.0% dos sorteios margem +2,25 a +2,50 p.p. · sem campanha dirigida: 0.0% dos sorteios margem +2,50 a +2,75 p.p. · sem campanha dirigida: 0.0% dos sorteios margem +2,75 a +3,00 p.p. · sem campanha dirigida: 0.0% dos sorteios margem +3,00 a +3,25 p.p. · sem campanha dirigida: 0.0% dos sorteios margem +3,25 a +3,50 p.p. · sem campanha dirigida: 0.0% dos sorteios margem +3,50 a +3,75 p.p. · sem campanha dirigida: 0.0% dos sorteios margem +3,75 a +4,00 p.p. · sem campanha dirigida: 0.0% dos sorteios mediana do modelo principal −2,0 -8 -7 -6 -5 -4 -3 -2 -1 0 +1 +2 +3 +4 margem Lula − Flávio em 25/out só pela migração, sem a deriva das pesquisas (p.p. de votos válidos; caudas além do eixo somadas nas pontas) Sem campanha dirigida: mediana −2,73 (80% de −3,5 a −2,0) · Lula 0,0% só migração · 0,0% com deriva Moderada: mediana −2,71 (80% de −3,5 a −2,0) · Lula 0,0% só migração · 0,0% com deriva Forte: mediana −2,69 (80% de −3,4 a −1,9) · Lula 0,0% só migração · 0,0% com deriva Máxima: mediana −2,67 (80% de −3,4 a −1,9) · Lula 0,0% só migração · 0,0% com deriva Metas do guia cumpridas (referência): mediana +1,52 (80% de +0,8 a +2,2) · Lula 99,6% só migração · 99,6% com deriva
CenárioResposta de FlávioVoluntários ao fimNomes alcançadosAusentes3ª viaBrancos/nulosEleitores de FlávioChamado abertoResposta de FlávioSaldo total (80%)Margem (80%)Lula só migraçãoLula com deriva
Sem campanha dirigidaNenhuma000000000 mil (0 mil a 0 mil)−2,7 (−3,5 a −2,0)0,0%0,0%
ModeradaNenhuma267 mil (118 mil–646 mil)790 mil0000+16 mil0+16 mil (+5 mil a +39 mil)−2,7 (−3,5 a −2,0)0,0%0,0%
ForteNenhuma1,3 mi (584 mil–2,5 mi)3,5 mi0000+32 mil0+32 mil (+10 mil a +77 mil)−2,7 (−3,4 a −1,9)0,0%0,0%
MáximaNenhuma2,4 mi (1,4 mi–3,8 mi)6,3 mi0000+48 mil0+48 mil (+15 mil a +116 mil)−2,7 (−3,4 a −1,9)0,0%0,0%
Sem campanha dirigidaSimétrica000000000 mil (0 mil a 0 mil)−2,7 (−3,5 a −2,0)0,0%0,0%
ModeradaSimétrica267 mil (118 mil–646 mil)790 mil0000+16 mil−4 mil+10 mil (−2 mil a +36 mil)−2,7 (−3,5 a −2,0)0,0%0,0%
ForteSimétrica1,3 mi (584 mil–2,5 mi)3,5 mi0000+32 mil−7 mil+20 mil (−4 mil a +73 mil)−2,7 (−3,4 a −1,9)0,0%0,0%
MáximaSimétrica2,4 mi (1,4 mi–3,8 mi)6,3 mi0000+48 mil−11 mil+29 mil (−6 mil a +109 mil)−2,7 (−3,4 a −1,9)0,0%0,0%
Metas do guia cumpridas (referência)Nenhuma——+500 mil+2,39 mi+1,00 mi+1,20 mi00+5,09 mi (+5,1 mi a +5,1 mi)+1,5 (+0,8 a +2,2)99,6%99,6%

Saldo em votos (Lula − Flávio), mediana dos sorteios; a soma das frentes pode diferir do total por arredondamento e pelos tetos de massa disponível por UF. "Com deriva" soma à margem da migração a mesma deriva t5 do modelo principal (σ = 0,0 p.p. até 25/out): é a chance comparável à manchete (17% principal, 23% MCMC), mas sem as pesquisas. A última linha impõe as metas do guia (+5,1 mi) sobre o cenário sem campanha: mostra onde a margem iria se elas fossem cumpridas, não quanto é provável cumpri-las.

3. Frente a frente com o guia: o que precisaria acontecer

Como ler. O guia soma +5,1 mi em quatro frentes. Para cada uma, o saldo que o modelo espera no cenário forte, o nº de nomes que a campanha forte alcança nesse bolsão e a conversão por contato que seria necessária para cumprir a meta com esse alcance, comparada com a que a literatura de mobilização mede (Gerber & Green; Nickerson & Rogers; Kalla & Broockman).
FrenteMeta do guiaModelo, campanha forte (80%)Nomes alcançadosConversão na literaturaConversão necessáriaRazão
Terceira via
dividir meio a meio os votos de Cury, Caiado e Renan
+2,4 mi0 mil (0 mil a 0 mil)1,2 mi5%acima de 100%23×
Votos de Flávio
trazer 600 mil eleitores pouco convictos
+1,2 mi0 mil (0 mil a 0 mil)1,1 mi2%59%29×
Brancos e nulos
convencer 1 milhão a votar em Lula
+1,0 mi0 mil (0 mil a 0 mil)1,2 mi5%96%19×
Quem não foi votar
levar às urnas 1,5 milhão de ausentes em redutos de Lula
+500 mil0 mil (0 mil a 0 mil)1,2 mi12%79%7×
Soma+5,1 mi+32 mil (+10 mil a +77 mil)3,5 mi

Se as quatro metas fossem cumpridas, a margem mediana iria a +1,5 ponto e a chance de Lula, só pela migração, a 99,6% (99,6% com deriva). Cada eleitor da 3ª via ou de Flávio que muda vale dois votos no saldo; cada branco/nulo ou ausente trazido, um (os ausentes trazidos nominalmente votam 80% em Lula, por isso rendem 0,6 cada). Brancos e nulos dividem com a 3ª via o mesmo bolsão de nomes.

4. A matriz de transição: de onde vem e para onde vai cada voto

Como ler. Parcela de cada origem que termina em cada destino no 2º turno (mediana e faixa de 80% dos sorteios), no cenário sem campanha dirigida; à direita, quanto a campanha forte muda cada célula, em pontos. A 2ª opção declarada é o centro das linhas da 3ª via; quem não declarou 2ª opção decide com probabilidade d3 e se divide s3; os brancos e nulos decidem com dbn. Quem votou e falta (rout) é compensado por quem faltou e vota (rin), com a variação líquida da abstenção sorteada em torno do padrão de 2022 e perfil mais pró-Lula nos dois sentidos (τ).
Origem (1º turno)Destino no 2º turno, sem campanha dirigidaCampanha forte: diferença (p.p.)
LulaFlávioBranco/nuloNão votaLulaFlávioBranco/nuloNão vota
Votou em Lula
53,9 mi
93,2% (90,7–95,2)0,4% (0,2–0,9)0,9% (0,4–1,7)5,3% (3,4–7,7)0,000,000,000,00
Votou em Flávio
56,1 mi
0,4% (0,2–0,9)94,2% (92,0–95,9)0,9% (0,4–1,7)4,3% (2,8–6,3)0,000,000,000,00
Votou em Cury
47,3% (44,7–49,9)41,3% (38,7–43,8)6,4% (4,2–8,8)4,8% (3,0–7,2)0,000,000,000,00
Votou em Renan
34,6% (31,6–37,8)49,2% (46,0–52,5)11,0% (7,4–14,8)4,8% (3,0–7,2)0,000,000,000,00
Votou em Caiado
31,1% (28,2–34,1)52,9% (49,9–56,2)10,9% (7,3–14,6)4,8% (3,0–7,2)0,000,000,000,00
Votou em Zema ou outros
21,8% (19,2–24,5)64,6% (61,5–67,8)8,5% (5,6–11,6)4,8% (2,9–7,3)0,000,000,000,00
Votou branco ou nulo
6,0 mi
15,6% (9,5–23,5)15,6% (9,5–23,4)60,3% (47,1–71,9)7,6% (4,3–12,1)0,000,000,000,00
Não votou
33,5 mi
8,6% (4,0–13,7)7,4% (3,5–11,9)0,8% (0,3–1,4)83,1% (73,2–92,0)+0,37+0,260,00−0,64

Fluxos brutos de comparecimento: rout mediano 5% dos que votaram (6,1 mi), rin mediano 16% dos ausentes (5,7 mi); variação líquida nacional da abstenção +0,5 p.p. (80% entre −0,8 e +1,8); inclinação de perfil τ mediana 10 p.p. de margem. Com entrada e saída iguais e a mesma inclinação nos dois sentidos, o efeito líquido do comparecimento é próximo de zero; só o desvio em relação a 2022 importa, como na seção Abstenção.

5. Por região: onde a campanha rende e onde sai pela culatra

Como ler. Ausentes do 1º turno, abstenção esperada no 2º, novos eleitores (quem não votou em 4/out e vota em 25/out) e saldo de votos (variação de Lula − Flávio em relação ao 1º turno) sem campanha e com a campanha forte. O chamado aberto a votar só entra com força nas UFs em que Lula liderou; nas de Flávio, o modelo supõe que um apelo genérico traz 30% do efeito, com a composição local, que favorece Flávio, como o guia avisa.
RegiãoAusentes 1º turnoAbstenção 1º turnoAbstenção 2º turno esperadaSem campanha dirigidaCampanha forteMargem 1º turnoMargem 2º turno (forte)
Novos eleitoresSaldoNovos eleitoresSaldo (80%)
Nordeste8,00 mi18,4%19,0%1,57 mi−398 mil1,66 mi−355 mil (−734 mil a +30 mil)+34,8+31,9
Sudeste15,06 mi22,7%23,0%2,41 mi−370 mil2,47 mi−371 mil (−0,96 mi a +243 mil)−12,8−12,4
Sul4,68 mi20,5%20,6%864 mil−75 mil880 mil−78 mil (−291 mil a +133 mil)−31,5−29,4
Norte2,55 mi19,4%20,9%327 mil−45 mil354 mil−42 mil (−136 mil a +54 mil)−4,8−5,0
Centro-Oeste2,60 mi21,7%21,8%450 mil−123 mil460 mil−124 mil (−237 mil a −11 mil)−26,8−25,5
Exterior574 mil62,7%62,9%14 mil−5 mil14 mil−5 mil (−15 mil a +6 mil)+4,5+2,6

Saldo em votos e margem em p.p. de válidos, medianas. O exterior entra na massa e na margem, mas fica fora da campanha e da inclinação de perfil.

Como a cadeia funciona

Duas cadeias encaixadas. A primeira é de um passo: cada eleitor do 1º turno, classificado por UF e pelo que fez em 4/out, vai para um dos quatro destinos do 2º turno segundo uma matriz 8 × 4 sorteada; a massa é conservada (a soma dos destinos é o eleitorado de cada UF). A segunda é diária e não homogênea: em cada bolsão (ausentes, 3ª via e brancos/nulos, eleitores brandos de Flávio), um eleitor passa de não alcançado a alcançado quando entra na lista de um voluntário; de alcançado a convertido com probabilidade proporcional à conversão por contato q, distribuída pelas fases do guia (a 2ª conversa pesa 1,4; o fechamento e a 1ª, 0,8; a pausa, 0); de convertido a confirmado no fechamento e na confirmação; e volta a alcançado com δrev por dia. Quem confirma vota como combinado em 85% (ausentes) ou 90% dos casos; quem só tem plano de voto, em 55%. O estoque convertido é repartido pelas UFs em proporção ao voto de Lula e aplicado sobre os destinos da primeira cadeia, com teto na massa disponível em cada caixa.

Resposta de Flávio e chamado aberto

Na coluna "simétrica", Flávio monta uma rede ρ vezes a do PT (mediana 0,6) com os mesmos priors de eficácia e bolsões espelhados: ausentes trazidos nominalmente (80% para ele), 3ª via e brancos/nulos permeáveis, eleitores brandos de Lula. O chamado aberto a votar (rádio, feira, igreja) tira ω × intensidade dos ausentes das UFs em que cada lado liderou, com a composição de quem falta (perfil mais pró-Lula, τ); na UF do adversário, o apelo genérico rende 30% e tem a composição local. O saldo líquido da resposta aparece em coluna própria. Como as duas redes usam os mesmos priors, a diferença entre as colunas mede só a assimetria de tamanho (ρ) e de base (Lula tem mais ausentes nos seus redutos; Flávio tem mais votos a proteger).

De onde vêm os parâmetros

Os priors estão na tabela abaixo, com a fonte de cada um. Os que mais pesam são o número de voluntários (desconhecido: por isso a escada de cenários) e a conversão por contato, tomada da literatura de experimentos de campo: cerca de um voto a cada 14 contatos porta a porta para comparecimento, efeito quase nulo de persuasão em eleição geral e efeitos maiores quando o contato vem de alguém próximo. A 2ª opção da Quaest é de setembro; quando sair uma onda de 2º turno com a pergunta refeita, ela substitui os centros e a cadeia da campanha passa a começar no dia seguinte ao campo, para não contar duas vezes a conversa já feita.

O que isso muda na manchete

Nada. A chance de Lula do painel continua vindo do modelo principal (17%) e do MCMC (23%), que partem das pesquisas e do voto contado. Esta seção responde a outra pergunta: dado o resultado de 4/out, quanto uma campanha de conversa pessoal com os três grupos pode mover, e o que precisaria acontecer para a virada. A versão "com deriva" da chance existe só para pôr as duas contas na mesma régua: sem campanha dirigida ela dá 0,0%, perto do modelo principal, um pouco abaixo porque não carrega a incerteza das pesquisas e dos efeitos de casa; o nível estrutural dos dois é o mesmo (reprodução do modelo de transferência: −2,7 contra −2,7).

ParâmetroSímboloDistribuiçãoMédiaDesvioFonte ou justificativa
Troca direta entre Lula e Flávioε_xBeta0,0050,003prior explícito: troca direta rara entre os dois
Eleitor de Lula ou Flávio que vota branco/nuloε_bnBeta0,0100,005prior explícito
Votou no 1º turno e falta no 2ºr_outBeta0,0500,015cerca de 6 mi; em 2022 a abstenção quase não mudou entre os turnos, com troca de pessoas
Variação líquida nacional da abstenção (p.p.)δ_nacNormal0,501,00a abstenção subiu no 2º turno em 2006–2018 e caiu em 2022
Variação líquida por UF além do padrão de 2022 (p.p.)δ_uNormal0,0000,70padrão 1º→2º turno de 2022 por UF encolhido 50% e cortado em ±3 (abstencao_2022_uf.csv)
Inclinação de perfil de quem entra ou sai (p.p. de margem pró-Lula)τNormal, ≥ 010,005,00abstenção por escolaridade 2022 (27/17/13%) × voto por escolaridade (Quaest 3/out) ≈ +6; K = 0,25 da seção Abstenção ≈ 20
"Sem 2ª opção" da 3ª via que escolhem um dos doisd_3Beta0,500,12modelo estrutural: pool decidido a 55%
Parcela de Lula entre os que escolhems_3Beta0,500,080faixa 35–65% do tornado
Brancos e nulos do 1º turno que escolhem um dos doisd_bnBeta0,350,10TSE 2022: brancos + nulos caíram de 7,0 mi no 1º turno para 5,7 mi no 2º
Brancos e nulos que faltam no 2º turnoa_bnBeta0,0800,030prior explícito
Aceitação do convite para montar a própria listap_acBeta0,250,10organização relacional: adesão de 1 em 4 convidados
Teto de voluntários (fração dos votos de Lula)ψBeta0,0500,0202,7 mi no centro, ordem de grandeza dos filiados do PT
Conversão por contato: ausentesq_ausBeta0,120,050Gerber & Green (porta a porta: 1 voto por ~14 contatos); Nickerson & Rogers (plano de voto: +4 p.p.); organização relacional: +5 a +10 p.p.
Conversão por contato: 3ª via e brancos/nulosq_tvBeta0,0500,030Kalla & Broockman 2018: persuasão ≈ 0 em eleição geral, não nula entre indecisos; só quem não tem 2ª opção é permeável
Conversão por contato: eleitor brando de Flávioq_fbBeta0,0200,015idem, com o voto já dado ao adversário
Eleitores brandos (fração do voto de cada candidato)f_brBeta0,120,040guia: 600 mil "pouco convictos" é o piso
Reversão diária de convertido para alcançadoδ_revBeta0,0300,010plano de voto que não se cumpre
Parcela de Lula entre ausentes trazidos nominalmenteνBeta0,800,070trabalho nominal: só a lista do voluntário
Chamado aberto: queda dos ausentes nas UFs de Lula (× intensidade)ωBeta0,0150,010Ipea 2023: passe livre no 2º turno de 2022 sem efeito mensurável; teto baixo
Rede de Flávio ÷ rede do PT (resposta simétrica)ρLog-normal0,600,40mesmos priors de eficácia, menos capilaridade
Voluntários iniciais (dispersão em torno do cenário)V_0Log-normalcenário0,50desconhecido: a escada de cenários vai de 0 a 2 mi

Concentrações das linhas Dirichlet: κ = 400 (Lula e Flávio), 100 (3ª via: subamostras da Quaest de 100 a 150 entrevistas, desvio de 4 a 5 p.p.), 150 (brancos/nulos e ausentes). Verificações do script: massa conservada em todos os sorteios (ok); linhas somam 1 (ok); cadeia em [0, 1] e convertidos ≤ alcançados (ok); reprodução do modelo estrutural (ok); escada monotônica e resposta simétrica ≤ sem resposta (ok); 2 s.

Limites desta análise

  • Não é previsão. É uma análise condicional: dado o voto contado e uma campanha com estas características, para onde a margem iria. Não usa as pesquisas de 2º turno, que são a base da manchete, e não substitui as rodadas pós-1º turno.
  • Literatura americana. As taxas de conversão vêm de experimentos de campo nos EUA, com voto facultativo; no Brasil, com voto obrigatório e 2º turno três semanas depois, o efeito de mobilização pode ser outro, e não há experimento comparável publicado.
  • Número de voluntários desconhecido. Não existe medida da adesão a uma campanha sem coordenação central; a escada de 0 a 2 milhões cobre as ordens de grandeza, e o teto ψ impede que a corrente de convites cresça sem limite.
  • Transferência declarada. Os centros das linhas da 3ª via vêm da matriz mais recente da base: a PoderData/Aya de 10–12/out, depois do 1º turno (a 2ª opção da Quaest, de setembro, vale só enquanto não há onda posterior). Zema não tem linha própria na PoderData e herda a do grupo "outro candidato". O Datafolha de 6–7/out publicou só o agregado dos quatro (Flávio 46, Lula 32), que dá a Lula 41% dos decididos, contra 45% na PoderData: reescalar a matriz para o agregado do Datafolha baixaria a chance de Lula no modelo principal de 15,9% para 14,3%.
  • Sem abstenção por município ou perfil. A inclinação τ é um número nacional, calibrado na abstenção por escolaridade de 2022 e no voto por escolaridade das pesquisas; a composição real de quem entra e sai varia por lugar.
  • Resposta de Flávio suposta simétrica. A rede dele é um múltiplo da do PT com os mesmos priors; uma campanha de outro tipo (mídia, igrejas, lideranças locais) não está modelada.
  • Exterior fora da campanha. Os 916 mil eleitores no exterior entram na massa, mas não nos bolsões nem na inclinação de perfil.

Fontes: TSE, resultado oficial do 1º turno por UF (100% das seções); PoderData/Aya 10–12/out (transferência declarada; antes, Quaest 3–6/set); TSE 2022 via CNN Brasil (abstenção por UF nos dois turnos); TSE, perfil do comparecimento 2022 por escolaridade; Gerber & Green, Get Out the Vote; Nickerson & Rogers (2010), Psychological Science; Kalla & Broockman (2018), American Political Science Review; Pereira et al. (Ipea, 2023) sobre o passe livre de 2022. Código: migracao_markov.py (cálculo, autoverificações e esta seção), chamado por modelo_eleicao_2026.py (bloco 5b).

Escândalos e fatos da reta final · STF, Master, Dark Horse, bets, Aparecida e Carbono Oculto

Os escândalos não mudaram o placar das pesquisas; os mercados de apostas reagiram à crise do STF

Em uma frase: até agora, os escândalos não mudaram o placar das pesquisas — quem diz que o caso Dark Horse o afasta de Flávio, em geral, já não votava nele —, mas os mercados de apostas reagiram à crise do STF contra Lula. Na reta final (24–26/set), três fatos novos pendiam levemente para Lula: a proibição das bets (apoiada por 73%), a polêmica de Nossa Senhora Aparecida e a 3ª fase da Carbono Oculto, que alcança o operador do dinheiro do filme de Flávio. A primeira pesquisa com campo depois deles (Quaest, 24–27/set) mostra Lula +1 e Flávio estável — 42 × 42, dentro da margem de erro.

As pesquisas de intenção de voto medem o placar; não dizem por que ele se move. Esta seção reúne o que as pesquisas qualitativas (grupos focais, estudos de imagem) registram sobre a percepção dos dois candidatos e mede, com pesquisas dedicadas, a exposição de cada um aos escândalos com maior tração na imprensa em set/2026 — a crise institucional do STF (relatório da PF sobre Moraes–Vorcaro, comando da PF e quebra de sigilo do caso Master), o próprio Banco Master, a fraude no INSS e o filme "Dark Horse" (Azarão). A cronologia usa setembro de 2026 como referência (baseline): eventos anteriores aparecem só como origem do caso, não como medição corrente — o que importa aqui é o estágio de cada escândalo agora, a três semanas do 1º turno.

1 · O que dizem as pesquisas qualitativas

O Monitor do Debate Público (LEMEP/IESP-UERJ, apoio INCT ReDem) mantém um painel contínuo de grupos focais assíncronos no WhatsApp — 50 participantes em seis segmentos (bolsonaristas convictos e moderados, indecisos conservadores e progressistas, lulistas e "lulodescontentes"). É pesquisa qualitativa: coleta narrativas e argumentos, sem validade estatística. Nos relatórios disponíveis, bolsonaristas rejeitam a reeleição de Lula em bloco, com argumento de corrupção; indecisos defendem alternância como princípio democrático, não por afinidade com Flávio; lulistas sustentam voto em Lula por "estabilidade econômica"; e "lulodescontentes" oscilam entre frustração pontual e cálculo estratégico de voto útil. Segurança pública, saúde e desigualdade aparecem como queixa transversal aos seis grupos.

A Quaest complementa com itens de imagem dentro de pesquisas quantitativas (não são grupo focal, mas medem percepção, não só intenção): em 2/mar/2025, 71% diziam que Lula "não está conseguindo cumprir as promessas de campanha", 47% já o consideravam "mal-intencionado" e 50% afirmavam que suas aparições públicas pioravam a imagem do governo (31% diziam que melhoravam). Não foi localizado nesta pesquisa um estudo de imagem simétrico e igualmente detalhado sobre a percepção espontânea de Flávio — lacuna de dados registrada aqui como tal, não como ausência de escrutínio sobre ele.

2 · Por que os quatro casos pesam de forma diferente

Os quatro casos convergem em Vorcaro (Banco Master) — até a crise do STF nasce da análise do celular dele — ou em esquemas anteriores ao mandato atual (INSS), mas a natureza da exposição difere. Master e INSS chegam a Lula de forma indireta: reunião de agenda paralela, ex-ministro que caiu, inquérito sobre tráfico de influência do filho (Lulinha, autorizado em 30/jul). O Dark Horse expõe Flávio de forma direta e pessoal: é ele quem negocia com Vorcaro um contrato de US$ 24 mi para o filme sobre o pai, e é investigado formalmente desde 22/jul (lavagem de dinheiro, evasão de divisas, corrupção ativa e passiva) — fato tornado público só em 10/set, com a divulgação de 15 inquéritos por André Mendonça. Já a crise do STF atinge sobretudo o próprio tribunal: um relatório da PF de 218 páginas, pedido por Mendonça, registra 187 interações entre Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes — antagonista central do bolsonarismo —, e é esse relatório que o plenário julga em 15/set. Para a campanha, isso cria um choque de sinal ambíguo: expõe Flávio (inquérito) e, ao mesmo tempo, dá munição à sua narrativa contra Moraes e o STF ("Lula quer ganhar no tapetão").

EscândaloOrigem → estágio em set/2026Pesquisa de referênciaResultadoMais exposto
Crise do STF: relatório Moraes–Vorcaro, comando da PF e quebra de sigilo Em 24/ago, Mendonça manda a PF aprofundar a análise do celular de Vorcaro; o relatório (218 p.) aponta 187 interações do banqueiro com Alexandre de Moraes, com mensagens desde dez/2023. A PGR pede a anulação (investigação sobre ministro sem aviso ao plenário). Em 8/set, Mendonça afasta o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e o diretor de Inteligência, alegando "monitoramento ilegal sistemático" de seus atos; Dino os reintegra em 9/set; Fachin suspende as duas decisões e todos os procedimentos que envolvam ministros do STF, e convoca sessão extraordinária para 15/set. Em 10/set, Mendonça torna públicos 15 inquéritos do caso Master, confirmando Flávio como investigado; ministros o acusam de seletividade. Lula pede "quebra completa" do sigilo de todos os envolvidos; Caiado protocola pedido similar; Flávio cobra Fachin e fala em "tapetão". Na sessão de 15/set o STF não julgou o mérito: Gilmar Mendes levantou questão de ordem para unir as petições do caso Moraes e do caso Mendonça, Fachin proclamou placar provisório de 4×3 pela separação e Flávio Dino — cujo voto empataria em 4×4 — pediu vista, com até 90 dias para devolver. Ficam indefinidas a validade do relatório da PF e a eventual investigação sobre Moraes. Sem pesquisa de opinião dedicada até a data-base — desenvolvimento institucional/jurídico Sem medição direta; mercados precificaram o choque contra Lula: Polymarket 59% (8/set) → 49% (13/set) → 45% (16–17/set) → 43% (18/set) → 40% (21/set) → 41% (23/set) → 42% (24/set) → 43% (26/set), recuperação que começa antes da MP das bets e continua depois dela Ambíguo, e agora prolongado: sem decisão, o caso segue aberto até o 1º turno. Flávio transforma a crise em plataforma ("Lula é Moraes e Moraes é Lula"); Lula assumiu a defesa explícita de Moraes em 16/set e devolveu o ataque ("Flávio está nervosinho... os R$ 130 milhões que pegou do Vorcaro")
Banco Master Reunião reservada Lula–Vorcaro no Planalto (dez/2024), à margem da agenda oficial, com Galípolo (então indicado ao BC) presente; PF apura fraude bilionária no banco. Caso volta a quicar no STF em 2, 4 e 9/set/2026, com Toffoli negando ter recebido pagamentos de Vorcaro — e a quebra parcial de sigilo de 10/set e o relatório Moraes–Vorcaro (ver linha acima) reabrem o caso publicamente. PoderData, 21–24/jun/2026 · n=2.400 · MoE ±2 p.p. (95%) · TSE BR-05722/2026 54% culpam o governo Lula · 29% a gestão Bolsonaro · 17% não sabem (86% conhecem o caso) Lula (mas o mesmo Vorcaro financia o Dark Horse — o caso também salpica Flávio, agora com investigação formal confirmada)
Fraude no INSS Descontos associativos indevidos ampliados no governo Bolsonaro (2019–24, R$ 6,3 bi) e destravados só na Operação Sem Desconto (abr/2025); ministro Lupi pede demissão em 2/mai/2025. Operador do esquema ("Careca do INSS") ligado a associado de Fábio Luís ("Lulinha"); em 30/jul/2026, Mendonça autoriza inquérito da PF sobre tráfico de influência de Lulinha junto ao Ministério da Saúde e à Presidência em favor da World Cannabis, empresa ligada ao lobista. Quaest/Genial, 29/mai–1/jun/2025 · n=2.000 · MoE ±2 p.p. (95%) 31% culpam o governo Lula · 8% o governo Bolsonaro · 14% o próprio INSS · 8% as entidades fraudadoras · 26% não sabem Lula (esquema nasceu antes, mas o desgaste político recai sobre quem está no cargo agora — e a ponte com Lulinha reabre a exposição)
Dark Horse (Azarão) Flávio negocia com Vorcaro contrato de US$ 24 mi em 14 parcelas para o biopic sobre o pai; a PF rastreia US$ 12,3 mi (≈R$ 62,8 mi) pagos entre fev e set/2025 via Entre Investimentos → fundo Havengate (Texas). Áudio vaza em 13/mai/2026; Flávio nega e depois admite o contato ("patrocínio privado"). Inquérito pedido pela PF em 8/jul e autorizado por Mendonça em 22/jul (lavagem, evasão de divisas, corrupção ativa e passiva), tornado público em 10/set. Lançamento do filme suspenso em 11/set; Flávio questiona o "timing político". Meio/Ideia, 4–7/set/2026 · n=1.500 (telefônica) · MoE ±2,5 p.p. (95%) · TSE BR-07935/26 47,9% dizem que a ligação com Vorcaro reduz a chance de votarem em Flávio · 32,2% dizem que não altera · 9,3% dizem que aumenta · 10,7% não sabem Flávio, com folga — é o único caso em que o próprio candidato negocia, contradiz sua versão e é nominalmente investigado. Inquérito aberto não impede a candidatura

Onda anterior do mesmo instituto sobre o Dark Horse (Meio/Ideia, 28/mai/2026): 57% já diziam que o caso prejudicava Flávio (33% "muito", 24% "um pouco") e 44% tinham piorado a opinião sobre ele — o desgaste medido não é um pico isolado, aprofundou-se de maio a setembro, e a quebra parcial de sigilo de 10/set adiciona um fato novo (investigação formal) cujo efeito ainda não foi medido por pergunta dedicada. Nas pesquisas de intenção de voto com campo depois de 10/set (Quaest, Nexus, Indexa, CNT/MDA), não há queda de Flávio: ele oscila de 41% para 42% na Quaest e fica estável na Nexus — e a rejeição dele empata com a de Lula no Datafolha (46×46).

Reta final · 24 a 26 de setembro
Ler a análise completa≈ 28 min de leitura

Três fatos novos a nove dias do 1º turno

FatoO que aconteceuO que as pesquisas já dizemQuem tende a ganhar ou perderEfeito esperado no placar
Proibição das bets (MP de 25/set) Lula assina em São Paulo uma medida provisória que proíbe apostas esportivas e cassinos online (o "jogo do tigrinho") e sua publicidade. Novos depósitos ficam suspensos; o dinheiro pode ser sacado até 23h59 de 5/out e será devolvido entre 9 e 14/out. Um projeto de lei prevê 4 a 6 anos de prisão para quem explorar ou divulgar apostas. Justificativa oficial: endividamento das famílias. Dois dias antes, em live (23/set), Flávio prometeu acabar com os cassinos online, mas se disse contra proibir as apostas esportivas, e atribuiu a Lula a regulamentação do setor. A legalização das apostas de quota fixa é de 2018 (Lei 13.756, governo Temer); a regulamentação e as licenças vieram no governo Lula, em 2023–24. AtlasIntel/Bloomberg (17–22/set, n=5.015): 73% a favor da proibição, 21% contra; 59,9% dizem que as bets só trazem prejuízo; 36% culpam o governo Lula pela disseminação. Nas redes (Palver), 77% das mensagens apoiam a proibição e Lula aparece em 51% delas. Lula, com risco. A medida é popular, fala ao eleitor endividado de baixa renda e dialoga com o eleitor religioso, inclusive o evangélico da base de Flávio, que rejeita jogo; Flávio fica numa posição intermediária (contra o cassino, a favor da aposta esportiva) difícil de explicar. Riscos: parecer medida eleitoral a nove dias do voto, contestação da MP no STF e no Congresso, e perda de patrocínio de clubes (14 dos 20 da Série A exibem casas de aposta). Pequeno e ainda não medido: de 0 a +1 ponto para Lula é o intervalo plausível para anúncios de fim de campanha. O mercado subiu de 42% para 43% no dia seguinte, mas já vinha subindo antes. A proibição não altera nenhum parâmetro do modelo; entra aqui como fator a acompanhar nas pesquisas com campo após 25/set.
Flávio e Nossa Senhora Aparecida (24–25/set) No programa Em Pauta (GloboNews), uma comentarista citou um suposto movimento evangélico para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil. Nas redes, o trecho foi associado a Flávio, com uma fala dele de 24/ago ("um dos meus primeiros atos será decretar que o Brasil é do Senhor Jesus Cristo"). O projeto real é o PL 2.623/2007, do então deputado Victório Galli, arquivado — não é de Flávio nem tramita. A GloboNews corrigiu a informação e pediu desculpas. Flávio chamou o episódio de fake news da "milícia do PT", disse respeitar todas as religiões e estuda acionar o TSE; atacou Lula por opinar sobre o celibato de padres. O presidente da CNBB, dom Jaime Spengler, criticou a "mistura de religião e política" sem citar nomes. Sem pesquisa dedicada. Referências de estrutura: católicos são a maior fatia do eleitorado e votaram majoritariamente em Lula em 2022; evangélicos (≈30%) são a base mais sólida de Flávio (62 × 29 no Datafolha de agosto). Ambíguo, com leve risco para Flávio. A informação é falsa e foi corrigida, o que limita o dano entre indecisos; mas a frase de agosto é verdadeira e reforça a imagem de candidato evangélico entre católicos. O risco maior está no calendário: 12/out, dia da padroeira, cai no meio da campanha do 2º turno, e o tema pode voltar. Provavelmente marginal no 1º turno. Se reaparecer em 12/out, pesa no eleitor católico que ainda oscila — o mesmo que decide eleições apertadas.
Carbono Oculto, 3ª fase (24/set) Gaeco do MP-SP e Receita Federal, com apoio da PF e das polícias, cumprem mandados em 29 endereços (13 pessoas, 24 empresas) em SP e mais seis estados. Foco: fundos, fintechs e empresas de fachada usados na compra da distribuidora Tobras (Terrana), com R$ 11 bilhões em movimentação identificada e uma usina de etanol de R$ 370 milhões. Os irmãos Tupinambá (Humberto, ex-Banco Genial) são apontados como parceiros de líderes do PCC ("Beto Louco" e "Primo"). Também é alvo Antônio Carlos Freixo Júnior, o "Mineiro", dono da Entre Investimentos e apontado pela PF como operador financeiro de Daniel Vorcaro — a empresa fez em 2025 sete transferências, somando US$ 12,3 milhões, ao fundo Havengate, ligado ao filme Dark Horse. Sem pesquisa dedicada. A medição mais próxima é a do Dark Horse: 47,9% dizem que a ligação com Vorcaro reduz a chance de votar em Flávio (Meio/Ideia, 4–7/set), sem queda correspondente nas intenções de voto. Desfavorável a Flávio. A operação é sobre lavagem de dinheiro do PCC em combustíveis e não imputa nada a ele, mas coloca o operador do dinheiro do filme dentro do mesmo inquérito que investiga o crime organizado — combinação que a campanha de Lula tende a explorar. Vorcaro e o Master também respingam no governo (reunião de 2024 no Planalto), o que limita o uso. Pequeno. O padrão desde 10/set é que fatos novos do caso Dark Horse aumentam o dano declarado sem mover o voto: quem se diz afetado, em geral, já não votava em Flávio.

Nenhuma pesquisa de intenção de voto publicada até 26/set tem campo depois da MP das bets (25/set) ou da polêmica de Aparecida; a Real Time Big Data (19–23/set) e o Datafolha (22–23/set) são anteriores. As primeiras ondas com campo a partir de 25/set dirão se algum desses fatos move o placar. Fontes: Exame, Brasil de Fato, Gazeta do Povo e Estado de Minas (bets); CNN Brasil, CartaCapital, Terra e Congresso em Foco (Aparecida); Agência Brasil, CNN Brasil, Brasil de Fato e Revista Fórum (Carbono Oculto); AtlasIntel/Bloomberg e Palver (opinião).

Atualização · 26 a 28 de setembro

Primeira pesquisa depois das bets e de Aparecida: Lula sobe 1 ponto, Flávio parado

TemaO que há de novo (26–28/set)Leitura
Medição de impactoA Genial/Quaest (24–27/set, TSE BR-06520/2026, n=2.004, divulgada hoje) é a primeira pesquisa nacional com campo inteiro depois da MP das bets (25/set) e do boato sobre Aparecida. 2º turno: Lula 42% × Flávio 42% (era 41 × 42 em 17–20/set); brancos/nulos 13%, indecisos 3%. 1º turno: Lula 39% (+2) × Flávio 34% (+1). A Quaest não publicou pergunta dedicada a nenhum dos dois temas.Compatível com o efeito pequeno pró-Lula que o painel previa (0 a +1 ponto), mas dentro da margem de erro: não dá para atribuir a oscilação às bets. Flávio completa três ondas seguidas em 42% na Quaest — o episódio de Aparecida não o derrubou.
Proibição das betsO setor de apostas articula contestação da MP no STF; no Congresso, a análise deve ficar para depois do 1º turno. Os saques seguem permitidos até 5/out.Sem fato que mude o placar antes de 4/out. O risco para Lula (MP derrubada ou suspensa) se desloca para o 2º turno.
Flávio e AparecidaEm 26/set a campanha de Flávio divulgou desmentido formal do boato. Sem pesquisa dedicada.Tema segue latente para 12/out (dia da padroeira, no meio do 2º turno).
STF / Moraes–VorcaroVista de Flávio Dino segue sem data de devolução. Há relatos de que ele só devolveria o caso depois do 2º turno (não confirmado em duas fontes).Indefinição atravessa o 1º turno, como o painel já assumia.
Dark Horse / Carbono OcultoNenhum fato novo verificado depois da 3ª fase (24/set). A colaboração premiada do "Mineiro" (Entre Investimentos) com a PGR, que circulava como novidade, foi checada em 1º/out: o acordo é de 3/set e foi homologado em 9/set, ou seja, é anterior a esta semana (ver o quadro "Conferência · 26 a 29 de setembro").Fato anterior, não novo. A afirmação de que a delação cita Flávio como quem pediu os valores a Vorcaro segue não confirmada.
Master e INSSNenhum fato novo relevante localizado em 25–28/set.—
Próximo gatilhoVotação do 1º turno em 4/out. O debate da Globo de 1º/out foi cancelado (ver o quadro de 30/set–1º/out).Últimas ondas da véspera (3/out) já na base: PoderData, Gerp, CNT/MDA, Palver, DataTrends, Datafolha, Quaest e Futura. A AtlasIntel nacional de 27/set–2/out (TSE BR-00999/2026) não foi localizada até as 21h.

Fontes: O Tempo, Correio Braziliense, TVT News, Imirante e Revista Fórum (Quaest 24–27/set; o 1º turno de Flávio aparece como 34% no Imirante e 35% n'O Tempo — o painel usa 34%). Polymarket consultado em 28/set.

Atualização · 28 e 29 de setembro

Aparecida vira disputa entre TSE e STF; três pesquisas depois do boato não mostram efeito

TemaO que há de novoLeitura
Aparecida: JustiçaAndré Mendonça, vice-presidente do TSE, classificou como "notoriamente falsas" as publicações que diziam que Flávio, se eleito, tiraria de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira, e mandou remover mais de mil posts, entre eles um do humorista Antonio Tabet. No STF, Flávio Dino suspendeu a decisão por liberdade de expressão no debate eleitoral e levou o caso ao plenário. É a segunda vez em menos de um mês que Dino derruba uma decisão de Mendonça. Fachin marcou reunião entre o STF e a Justiça Eleitoral para resolver o conflito de competência.O caso deixou de ser só um boato e virou mais um capítulo do conflito institucional que já envolve o STF (Moraes–Vorcaro). Isso mantém o tema no noticiário até o 1º turno, mas também dá a Flávio o papel de vítima de desinformação.
Aparecida: campanhas e IgrejaEm entrevista ao podcast SantoFlow (28/set), Flávio chamou o boato de "mentirada", falou em "guerra espiritual" para pôr católicos contra evangélicos e comparou a repercussão à facada sofrida pelo pai em 2018. Houve ainda relatos de desconforto de evangélicos com a imagem de Flávio erguendo uma Nossa Senhora (Diário Carioca). A CNBB negou participar da difusão do conteúdo ("a mentira não se combate com outra mentira").Flávio precisa falar ao católico sem perder o evangélico, uma equação que o episódio torna mais cara. Os gestos em direção a Aparecida são o custo visível.
Aparecida: redesO Instituto Democracia em Xeque contou 977,6 mil publicações sobre o episódio em 55 horas, com 8,5 milhões de interações.Volume alto nas redes não é impacto eleitoral: o próprio instituto ressalva isso.
Medição nas pesquisasTrês pesquisas nacionais têm campo inteiro ou parcial depois do boato (24–25/set) e da MP das bets (25/set). Genial/Quaest 24–27/set: 42 × 42 (Lula +1, Flávio =). BTG/Nexus 25–27/set: Lula 46 × 44 (Flávio −1). AtlasIntel/Bloomberg 23–28/set: Flávio 47,7 × Lula 47,6 (era Lula 47,7 × 47,4 em 17–22/set). Nenhuma publicou pergunta sobre Aparecida.Sem efeito mensurável: as três variações ficam abaixo de 1 ponto e apontam para lados diferentes. Se o episódio custou algo a Flávio entre católicos, o custo foi compensado ou ficou dentro do ruído. O teste que falta é o 12/out, dia da padroeira, no meio do 2º turno.

Fontes: Brasil de Fato, CNN Brasil (blog Matheus Teixeira), O Hoje, Revista Oeste, The Intercept Brasil e Diário Carioca (Aparecida); Exame e Misto Brasil (AtlasIntel 23–28/set); Nexus e Poder360 (BTG/Nexus); O Tempo e CNN Brasil (Quaest).

Atualização · 30 de setembro e 1º de outubro

Flávio desiste e a Globo cancela o último debate; nenhum fato novo sobre os casos investigados

TemaO que há de novoLeitura
Debate da Globo (1º/out): canceladoLula já havia avisado em 30/set que não iria e deu entrevista ao Flow no horário. Na tarde de 1º/out, a ministra Estela Aranha (TSE), a pedido da coligação de Lula, suspendeu duas regras do debate: o púlpito vazio identificado com o nome do ausente e a rodada de perguntas dirigidas a ele. Às 19h26 Flávio anunciou nas redes que não iria mais, "em função da censura imposta ao evento pelo TSE". Minutos depois, Gilmar Mendes (STF) mandou a Globo incluir Renan Santos (Missão), depois de Zema ter garantido vaga na Justiça. Pouco antes das 21h30 a Globo cancelou o debate, citando "insegurança jurídica" e interferência na liberdade de organizar debates.Lula e Flávio chegam ao 1º turno sem ter debatido na TV. O debate de 1º/out era a única oportunidade restante e não aconteceu. Flávio troca a exposição a ataques de Caiado, Zema, Cury e Renan pela narrativa de "censura" do TSE. Lula evita a cadeira vazia. Não há pesquisa sobre o efeito de faltar a debates nesta eleição, e o modelo não muda. O ponto de atenção é a terceira via, que perde sua maior vitrine e depende de tempo de TV e redes para tirar voto útil de Flávio no domingo.
Debate cancelado: repercussãoFlávio fala em "censura" do TSE. Segundo o InfoMoney, a campanha dele contava com o púlpito vazio de Lula como peça central da participação. A Globo criticou "interferência indevida" da Justiça. Renan Santos disse que Lula e Flávio "fugiram mais uma vez" e que Flávio desistiu 3 minutos depois de a vaga dele ser oficializada. A CNN registra a ordem inversa: o anúncio de Flávio veio minutos antes da decisão de Gilmar. Antes do cancelamento, aliados de Flávio temiam que ele virasse o alvo principal (CNN, InfoMoney). Não houve reação pública de Lula, Caiado, Zema ou Cury até a última checagem.A briga passou do confronto entre candidatos para o conflito com o Judiciário, que já envolve o STF (Moraes–Vorcaro e Aparecida). Isso reforça a narrativa bolsonarista de que a Justiça trabalha a favor de Lula. Pelo histórico, o efeito em votos tende a ser pequeno. A reação de Renan mostra que a terceira via vai explorar a "fuga" dos dois líderes até domingo.
Pesquisa mais recenteA Real Time Big Data (26–30/set, divulgada 1º/out) mostra Flávio 46% × Lula 45% no 2º turno e Lula 43% × Flávio 39% no 1º, os dois sobem 2 pontos no 1º turno em relação à onda anterior. É a quarta pesquisa de 2º turno com campo posterior à MP das bets e ao boato de Aparecida em que a diferença fica entre −1 e +2 pontos.Segue sem efeito mensurável dos fatos de 25–28/set. Nenhuma pesquisa publicou pergunta dedicada a eles.
Datafolha (28/set–1º/out)Divulgada em 1º/out às 19h05 (TSE BR-08039/2026, n=2.506, presencial): 2º turno Lula 48% × Flávio 45% (era 47 × 45), brancos/nulos 6%, indecisos 1%. 1º turno: Lula 42% (+2) × Flávio 38% (+2), Cury 4%, Caiado 3%, Renan 3%, Zema 1%. É a maior vantagem de Lula no 2º turno do Datafolha desde agosto e a primeira onda do instituto com campo inteiro depois da MP das bets e do boato de Aparecida. Contra outros adversários: Caiado 48 × 42, Zema 49 × 40, Renan 48 × 39, Cury 47 × 42.Um ponto a mais para Lula, dentro da margem de erro. No 1º turno os dois sobem juntos, tirando voto da terceira via: Cury e Caiado perdem um ponto cada. A polarização se fecha antes de domingo, sem mudar a distância entre os dois.
Véspera (3/out, manhã)PoderData/Aya (30/set–2/out, TSE BR-03519/2026, n=4.000, telefone): 2º turno Lula 46% × Flávio 46% (50 × 50 nos válidos); 1º turno Lula 42% × Flávio 41% (45 × 43 nos válidos), Cury 3%, Renan 3%, Caiado 2%; rejeição Lula 47%, Flávio 46%. Gerp (30/set–2/out, TSE BR-00509/2026, n=2.400, telefone): 2º turno Flávio 49% × Lula 44%, brancos/nulos 6%, indecisos 1% (era 50 × 43); 1º turno Flávio 46% × Lula 44% nos válidos (sem totais publicados, por isso fora da base do 1º turno). MDA/CNT, AtlasIntel, Futura, Palver, Quaest e Datafolha divulgam ao longo do dia.As duas confirmam o empate: o PoderData passa de Flávio +1 (46 × 45 em 23/set) para empate, e a Gerp, a casa mais favorável a Flávio na base, encurta a vantagem dele de 7 para 5 pontos.
Véspera (3/out, tarde)CNT/MDA (30/set–2/out, TSE BR-04756/2026, n=2.007, presencial): 2º turno Lula 47,3% × Flávio 43,1%, brancos/nulos 7,6%, indecisos 1,9% (era 47,3 × 40,0); 1º turno Lula 43,1% × Flávio 38,0% (47,8 × 42,1 nos válidos), Cury 3,2%, Caiado 3,0%, Renan 1,5%. Palver (30/set–3/out, TSE BR-00198/2026, n=5.000, online): 2º turno Flávio 49% × Lula 44%, brancos/nulos 6%, indecisos 1% (era 47 × 45); 1º turno Flávio 47% × Lula 43%, Renan 7%. DataTrends (28–30/set, TSE BR-04414/2026, n=2.000, telefone automatizado, divulgada em 2/out): 2º turno 45% × 45%; 1º turno Lula 41% × Flávio 39%.As três se dividem: o CNT/MDA mostra Flávio subindo 3 pontos sem tirar de Lula, a Palver vai para Flávio +5, a maior vantagem dele na série do instituto, e a DataTrends fica no empate. O 1º turno segue polarizado: Lula e Flávio somam de 80% a 90% em todas.
Véspera (3/out, noite)Datafolha (2–3/out, TSE BR-01708/2026, n=4.006, presencial): 2º turno Lula 47% × Flávio 46%, brancos/nulos 6%, indecisos 2% (era 48 × 45); 1º turno Lula 42% × Flávio 40% (45 × 42 nos válidos), Caiado 4%, Cury 3%, Renan 3%. Quaest (2–3/out, TSE BR-02197/2026, n=3.702, presencial): 2º turno Flávio 44% × Lula 42%, brancos/nulos/não vai votar 13%, indecisos 1% (era 42 × 42); 1º turno Lula 40% × Flávio 38% (46 × 45 nos válidos), Cury, Renan e Caiado com 3% cada. Futura/Apex (2–3/out, TSE BR-02431/2026, n=2.000, telefone): 2º turno Flávio 48% × Lula 45,1%, brancos/nulos 5,7%, indecisos 1,2% (era 49 × 43,5); 1º turno Flávio 44,8% × Lula 42,6% nos válidos (sem totais publicados, por isso fora da base do 1º turno); rejeição Lula 46,9%, Flávio 43,1%. A AtlasIntel nacional de 27/set–2/out não foi localizada.Datafolha e Quaest andam na mesma direção: Flávio ganha de 1 a 2 pontos no 2º turno e encurta o 1º turno para 2 a 3 pontos. A Quaest volta a mostrar Flávio numericamente à frente no 2º turno, como em 13 e 20/set. Na Futura, o movimento é o inverso (a vantagem de Flávio cai de 5,5 para 2,9).
STF, Master, Dark Horse, Carbono Oculto, INSSNada novo confirmado em duas fontes em 30/set–1º/out sobre o julgamento Moraes–Vorcaro: a vista de Dino segue sem data de devolução. Os fatos de 26 a 29/set (jingle, perícia do Dark Horse, bets no STF, viagem de Lulinha) estão no quadro seguinte.Sem mudança no julgamento; ver o quadro de 26 a 29/set.

Fontes: O Povo, Poder360 e Correio Braziliense (debate); CNN Brasil, InfoMoney, Estado de Minas e Jovem Pan (desistência de Flávio e cancelamento); O Antagonista (Renan Santos); Transmissão Política, AC24horas, Gazeta do Povo e Metrópoles (Real Time Big Data); g1 (Datafolha de 1º/out).

Atualização · 5 de outubro (dia seguinte ao 1º turno)

Zema apoia Flávio, Cury e Renan ficam neutros; nenhuma pesquisa de 2º turno saiu ainda

TemaO que há de novo (5/out)Leitura
Apoios no 2º turnoRomeu Zema (Novo, 0,27%) declarou voto em Flávio num vídeo na noite de 5/out: "Voto contra o PT, voto no Flávio Bolsonaro". Augusto Cury (Avante, 2,89%) não apoia ninguém e vetou o uso do próprio nome pelas duas campanhas. Renan Santos (Missão, 2,24%) não pede voto para nenhum dos dois e liberou o partido, mas diz que Flávio será "o próximo presidente". Ronaldo Caiado (PSD, 2,18%) decide depois de conversar com Kassab. O PSD liberou diretórios e filiados, e Kassab diz que o partido fica neutro. O Estado de Minas noticia que Caiado anunciará apoio a Flávio em 6/out, em Goiânia (anúncio previsto, ainda não feito).Só o apoio de menor peso eleitoral se confirmou. Os três que somam 7,3% dos válidos não pediram voto para ninguém. O modelo já assume que esse eleitorado migra cerca de 1,3 para 1 para Flávio, pela transferência declarada nas pesquisas pós-1º turno. Um apoio formal de Caiado reforçaria essa premissa, mas não a muda. Na urna, Flávio já converteu mais desse voto do que a 2ª opção indicava.
PesquisasNenhuma pesquisa nacional de 2º turno com campo depois de 4/out foi divulgada até a noite de 5/out. Calendário anunciado: Datafolha (TSE BR-02949/2026, campo 6–8/out, n=2.520) e PoderData (BR-08134/2026, campo 5–7/out, n=3.000) na quinta, 8/out; AtlasIntel (BR-03663/2026, n=5.000, online) e Vox (campo 5–7/out, n=2.100) na sexta, 9/out; Ipespe (campo 6–8/out, n=1.500) no sábado, 10/out. Para a AtlasIntel, o ND Mais dá campo a partir de 3/out, antes da votação (conferir no registro).Até 8/out, o 2º turno do painel continua apoiado nas ondas da véspera, corrigidas pelo erro que a âncora mostrou na urna, e no voto contado. Ondas com campo antes de 4/out, como pode ser parte da AtlasIntel, entram com a regra das ondas antigas.
MercadoPolymarket com Lula a 16% na noite de 5/out (15,5% a 16,5% em três espelhos; Kalshi 18%), US$ 173,7 milhões negociados. Era 36% na véspera e 15% na noite da apuração.O mercado se estabilizou no patamar da noite de 4/out, sem pesquisa nova para mexer nele.
Próximo gatilhoPrimeiras pesquisas em 8 e 9/out. Primeiro debate entre Lula e Flávio na eleição: Band/Estadão, 11/out, 20h. A Record marcou outro para a mesma noite, e a Globo fecha a série em 23/out. As duas campanhas sinalizam ir aos debates, sem confirmação formal.Será o primeiro confronto direto dos dois na TV. No 1º turno, ambos faltaram a todos os debates.

Fontes: CNN Brasil, Estado de Minas e Midiamax (apoios); ND Mais e CartaCapital (calendário de pesquisas e registros no TSE); CryptoSlate, PredictMarketCap e Rio Times (mercado); Terra/Estadão, A Crítica e Tribuna do Sertão (debates); CNN Brasil, blog de Jussara Soares (presença nos debates).

Conferência · 26 a 29 de setembro

Seis fatos checados em duas fontes, dois deles contra o que circulava

FatoO que está confirmadoLeitura
TSE suspende o jingle "Foi o Flávio"Em liminar do presidente do TSE, Nunes Marques (26 ou 27/set, os veículos divergem na data), foi suspensa a veiculação de novas inserções do jingle da campanha de Lula que ligava Flávio ao caso Master. O fundamento foi "descontextualização grave": o material tratava como atual o caso das rachadinhas, já arquivado. O jingle tinha ido ao ar em 28–31/ago, em quatro emissoras (sete inserções), e a decisão vale até o plenário julgar.Tira de Lula uma linha de ataque que ligava Flávio ao Master, mas atinge material de agosto e não a investigação do Dark Horse, que segue em curso. Efeito eleitoral provavelmente pequeno: o jingle já não estava no ar.
Perícia da PF no material do Dark HorseA PF refaz a perícia do material apreendido pela Polícia Civil de SP na Operação Wi-Fi (junho), por ordem de Flávio Dino dada em 13/set; a notícia saiu em 28/set e o material chegou à PF em 22/set. O que se investiga é o desvio de verbas públicas da produtora do filme: emendas do deputado Mario Frias (R$ 2 milhões ao ICB) e R$ 750 mil repassados à produtora Go Up, além do programa WiFi Livre SP.Não aponta nada contra Flávio: a apuração é sobre dinheiro público e a produtora, não sobre o financiamento privado de Vorcaro. Mantém o filme no noticiário até o 1º turno. Correção: circulava que os R$ 750 mil eram o fundamento da ordem de Dino; são uma transferência identificada na cadeia, e a ordem é de 13/set, não de 28/set.
Delação de "Mineiro"Não é fato da semana. A PGR fechou o acordo em 3/set e o ministro Mendonça o homologou em 9/set. Antônio Carlos Freixo Júnior fez sete repasses, somando US$ 12,3 milhões, ao fundo Havengate (Texas), entre fev. e set. de 2025, a pedido de Vorcaro. Disse não saber o destino final. O fundo é administrado por Paulo Calixto, próximo de Eduardo Bolsonaro.Não confirmado: um veículo menor afirma que a delação aponta Flávio como quem pediu os valores a Vorcaro; o texto completo que se conseguiu ler não o menciona. Circulou também um valor de "R$ 69 milhões", que não aparece em nenhuma fonte; o valor confirmado é US$ 12,3 milhões (≈ R$ 62,8 milhões).
Bets: pedido ao STFEm 28/set a ANJL e o IBJR (associações do setor) pediram ao STF a suspensão da MP das bets, num pedido dentro das ações já existentes sobre o marco legal, dirigido ao ministro Fux. Não há liminar. Lideranças do Congresso dizem que o tema só deve ser discutido depois das eleições, e a MP vale por até 120 dias. Saques até 23h59 de 5/out; as plataformas saem do ar em 6/out; a devolução ocorre entre 9 e 14/out.O risco jurídico da MP, apontado no quadro anterior, começou a se materializar, mas sem efeito antes do 1º turno: a proibição entra em vigor com o voto de 4/out. Uma liminar do STF antes disso seria a maior surpresa possível.
Lulinha: viagem paga por lobistaEm 29/set a PF revelou uma viagem de Fábio Luís ("Lulinha") à Europa, de R$ 1,8 milhão, paga por um lobista. A Gazeta do Povo informa que ele só deve ser chamado a depor após o 2º turno.Adiciona um dado concreto ao inquérito que já pesava sobre Lula pelo caso INSS, na semana do voto. A previsão de depoimento só depois do 2º turno reduz o uso eleitoral imediato.
Debates e terceira viaA Record cancelou o debate de 27/set depois que Lula e Flávio avisaram que não iriam. Para o debate da Globo de 1º/out estavam confirmados Flávio, Caiado, Zema e Cury, com Lula ausente; o debate acabou cancelado (ver o quadro de 30/set–1º/out). Em 29/set Flávio pediu a Zema e a Caiado que desistissem: Zema recusou de imediato e Caiado disse "não recuo". Nenhum candidato desistiu nem declarou apoio formal; Cury e Renan Santos descartam apoiar qualquer um dos dois no 2º turno.A pressão sobre a terceira via mostra que a campanha de Flávio quer evitar a dispersão de voto de direita, hoje a principal diferença entre os dois no 1º turno. Sem desistências, a transferência de votos fica para o 2º turno, que é o que o modelo já assume (migra cerca de 1,3 para 1 para Flávio, pela transferência declarada nas pesquisas pós-1º turno).

Conferência feita em 1º/out; cada linha foi lida em pelo menos dois veículos, e as afirmações sem confirmação ficaram marcadas como tal. Fontes: Poder360, Metrópoles (jingle); Gazeta do Povo e CartaCapital (perícia, Go Up); Brasil de Fato e Times Brasil (delação); InfoMoney e Tribuna do Sertão (bets no STF); Agenda do Poder e Diário 360 (Lulinha); Gazeta do Povo, Poder360, O Tempo e CartaCapital (debates e terceira via). Os dois valores mais citados nas redes sobre o Dark Horse (R$ 69 milhões e a confissão de Mineiro como fato novo) não resistiram à checagem.

Leitura comparada

O inquérito de Flávio ainda não custou votos; a crise do STF custou a Lula nos mercados

Em volume de culpa atribuída, o Caso Master é o mais pesado sobre Lula (54%×29%), mas nunca foi medido como "reduz sua chance de votar nele". Para Flávio, esse efeito foi medido: 47,9% dizem que o caso Dark Horse reduz a propensão a apoiá-lo (Meio/Ideia, 4–7/set), o maior dano declarado entre os casos. O dado novo desta atualização é que o dano declarado não aparece no placar: nas quatro pesquisas com campo depois da divulgação do inquérito (10/set), Flávio fica estável ou oscila para cima, e a rejeição dos dois empata. Duas leituras compatíveis com isso: (1) quem diz que o caso reduz o voto em Flávio já não votava nele; (2) a crise do STF, ao pôr Moraes no centro, reenquadra o inquérito como parte de uma disputa "Judiciário × bolsonarismo", o que ajuda Flávio a manter sua base. O INSS segue o caso mais "compartilhado": nasce na gestão anterior, mas o desgaste recai sobre quem governa (31%×8%), agora com inquérito formal sobre Lulinha. A sessão do STF de 15/set, que era o próximo gatilho, não resolveu nada: o tribunal parou numa questão de ordem (4×3 pela separação dos casos, com o voto de Dino empataria), Dino pediu vista e tem até 90 dias para devolver — ou seja, a indefinição sobre a validade do relatório da PF e sobre investigar Moraes atravessa o 1º turno. Isso é, em si, um resultado com efeito eleitoral: mantém viva a narrativa de "blindagem" sem produzir fato novo verificável contra ninguém, e deixa os dois lados livres para usar o caso como quiserem. Em 16/set, Lula optou por defender Moraes nominalmente e ligar Flávio a Vorcaro (os R$ 130 milhões do filme); Flávio segue fundindo as duas figuras ("Lula é Moraes e Moraes é Lula"), tratando o Judiciário como adversário de campanha. Os mercados, que vinham caindo para Lula desde 8/set, não deram repique depois da sessão e seguiram caindo até 21/set — 45% em 16–17/set, 43% em 18/set, 40% em 21/set — mesmo sem novidade do STF (a vista de Dino segue sem data de devolução); em 23/set a série interrompeu a queda pela primeira vez (41%) e em 24/set subiu a 42%, com a AtlasIntel/Bloomberg mostrando empate técnico (Lula 47,7% × Flávio 47,4%) e a PoderData/Aya com Flávio 46% × Lula 45% (20–23/set), a margem mais estreita do instituto no mês. A leitura mais simples é que o mercado está reagindo ao acúmulo de pesquisas (Gerp, Futura, Palver, Quaest, AtlasIntel e PoderData) mais do que a um evento único da crise institucional, e a recuperação de 23–24/set sugere que o novo empate técnico já começa a ser precificado.

Estas pesquisas são pontuais e não entram no agregador ponderado do painel (que trata só do páreo Lula×Flávio em pesquisas de 2º turno) — são citadas para contexto, não para o modelo. Dados de grupo focal (LEMEP/POMT) não têm representatividade estatística por desenho; servem para entender argumentos, não magnitude. Registro TSE não localizado para a pesquisa Quaest/Genial de mai–jun/2025 nem para a onda Meio/Ideia de mai/2026 (apenas para a de set/2026, citada acima). A crise do STF é tratada aqui como desenvolvimento institucional noticiado (CNN Brasil, InfoMoney, O Tempo, Metrópoles, Correio Braziliense, Congresso em Foco, Times Brasil, Rio Times, Revista Oeste, Band; sem pesquisa de opinião dedicada até a data-base). Duas ondas com campo até 16/set (PoderData/Aya e AtlasIntel) já incorporam dias após a sessão do STF de 15/set, mas nenhuma pergunta dedicada ao caso foi publicada ainda.

Cenário alternativo

Flávio é o adversário mais difícil para Lula: contra os outros nomes da direita, Lula ia melhor

Em uma frase: contra qualquer outro nome da direita, Lula vai melhor; Flávio é o adversário mais competitivo e está no 2º turno em 100% das simulações.

Nos cenários alternativos ao PL, Lula abre distância bem maior — Flávio Bolsonaro concentra o voto anti-Lula com mais eficiência que Caiado, Zema ou Renan Santos. O modelo estima em 0% a chance de o adversário no 2º turno não ser Flávio: ele está cerca de 39 pontos de votos válidos à frente do terceiro colocado no 1º turno, e o risco que sobra é o de impugnação da candidatura (hipótese de 0%). Até a v24 o painel usava 12%, lendo como tal o mercado "Flávio em 2º lugar" — que exclui o caso de ele terminar em 1º.
AdversárioLulaAdversárioVantagem de LulaFonte
Ronaldo Caiado (PSD)44–48%37–44%+2,6 a +7 p.p.Datafolha (g1, 1º/out: 48×42) / Quaest / PoderData / Atlas
Romeu Zema (Novo)44–49%33–42%+4 a +14 p.p.idem
Renan Santos (Missão)43–48%26–39%+7 a +21,5 p.p.idem
Augusto Cury (Avante)42–47%39,4–45%−3 a +6,8 p.p.AtlasIntel / PoderData / Datafolha (47×42 em 1º/out)
Jair Bolsonaro (PL, hipotético)46,8%44,1%+2,7 p.p.AtlasIntel